Aqui você encontra as principais definições de termos usados na P22_ON Serviços Ecossistêmicos, além de dicas de materiais complementares e outras curiosidades.

CURIOSIDADES:

Vídeo Newbees – Campanha do Greenpeace “Salve as abelhas”

O modelo de agricultura intensiva no uso de produtos químicos ameaça a existência dos insetos polinizadores e pode nos levar a uma “crise global da polinização”.

O Greenpeace levanta a seguinte questão: “Devemos criar um novo mundo ou salvar o nosso próprio planeta?” Este vídeo é um convite para aderir à campanha “Salve as abelhas”.

Assine a petição SaveTheBees!

Reportagem – “Bandidos roubam 108 colmeias de fazenda no interior do RS” – Matéria exibida no Jornal Hoje, da Rede Globo, que demonstra a relação entre os serviços ecossistêmicos e os negócios.

Dica de site – abelha.org.brDestaque para o e-book Agricultura e Polinizadores e para o canal de vídeos.

Vídeo (áudio em inglês com legendas  em português)– The Story of Bottled Water – Story of Stuff

Lançado em 2010, no Dia Mundial da Água, este vídeo mostra como a indústria estimula o consumo de mais de meio bilhão de garrafas de água por semana, enquanto a água potável jorra das torneiras.

Vídeo (em inglês) – Passo para a Natureza – Business & o valor da natureza

Lançado pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), este vídeo explica como os negócios podem contabilizar o valor da natureza e por que isso é importante.

Vídeo (em inglês*) – Avaliação de Serviços de Ecossistemas: Introdução à avaliação

Este vídeo é uma parte da coleção de aulas de economia ambiental da Conservation Strategy Fund (CSF) para quem quer aprender sobre a economia da conservação. A série de Valorização mostra como estimar o valor de um ecossistema.

Vídeo (em inglês*) – Avaliação de Serviços de Ecossistemas: Classes de Valores

Mais um vídeo da coleção de aulas de economia da CSF, desta vez apresentando quais serviços ecossistêmicos podem ser valorados em termos financeiros e quais não podem ser capturados por uma estimativa de custo.

Vídeo (em inglês*) – Avaliação de Serviços de Ecossistemas: Método de Valoração baseado no Mercado

Mais um vídeo da coleção de aulas de economia da CSF, com um olhar mais atento em como conduzir uma abordagem baseada no mercado para avaliação de um serviço do ecossistema.

*Nesses três vídeos é possível ativar legendas em inglês.

bau

Aqui estão 22 motivos para plantar e cuidar de árvores ou para manter uma árvore de pé.

DICIONÁRIO:

Bem-estar: representa um conjunto de elementos básicos para uma boa vida, liberdade de escolha, saúde, bem-estar físico, boas relações sociais, segurança, paz de espírito e vivência espiritual.

Biodiversidade: diversidade no conjunto de todas as espécies de seres vivos.

Business as usual: cenário em que os negócios são tocados de modo costumeiro, sem inovação nem mudança.

Capital natural: pode ser definido como “estoque ou reserva provida pela natureza (biótica ou abiótica) que produz um valioso fluxo futuro de recursos ou serviços naturais”, segundo texto dos autores Daly e Farley (consulte a referência completa abaixo, em “Para Saber Mais”). Um exemplo de “estoque” são os ecossistemas, enquanto os serviços ecossistêmicos são exemplo de “fluxo”.

Custo Social do Carbono (CSC): é um parâmetro que representa o custo estimado dos prováveis impactos da adição de uma unidade de carbono na atmosfera – sob a forma de CO2 –, na produtividade agrícola, na saúde humana e nos danos a propriedades públicas ou privadas. Danos estes associados a impactos que possam ser estimados e valorados monetariamente no contexto da mudança climática.

Dependência: necessidade de algo para alcançar um determinado objetivo. Quanto maior for a necessidade, maior será o grau de dependência.

Desmatamento evitado: Diz respeito às atividades da empresa que contribuem para a conservação ambiental. Ao manter fragmentos conservados de vegetação nativa, por meio de suas Reservas Legais (RLs), Áreas de Preservação Permanente (APPs) ou outras áreas, as empresas mantêm o estoque de carbono dessa biomassa, prevenindo a formação de gases-estufa (GEE) provenientes de desmatamento que contribuem para o aquecimento global.

Ecossistema: um complexo dinâmico de plantas, animais, microrganismos e seu ambiente não vivo interagindo como uma unidade funcional. Exemplos de ambiente não vivo são a fração mineral do solo, o relevo, as chuvas, a temperatura e os rios e lagos – independentemente das espécies que os habitam.

Externalidade negativa ou positiva: Reflexos negativos ou positivos de uma atividade que são sentidos por aqueles que pouco ou nada contribuíram para gerá-los.

Impacto: a consequência de uma ação. Pode ser positivo ou negativo, tomando-se como referência a situação atual.

Intangível: bem imaterial, que não possui existência física.

Mainstream: tendência dominante, corrente principal.

Método de Produtividade Marginal (MPM) ou Método Dose-Resposta (MDR): baseia-se na premissa de que o serviço ecossistêmico é ou pode ser considerado insumo do processo produtivo da empresa. Nesses termos, uma variação na quantidade ou qualidade de um determinado serviço ecossistêmico – a “dose” – implicará uma variação na produtividade da empresa – a “resposta”.

Método de Custos Evitados (MCE): também chamado de Método de Gastos Preventivos ou Defensivos (MGD), fundamenta-se na premissa de que gastos com produtos ou serviços substitutos (ou, raramente, complementares) a um determinado serviço ambiental podem ser entendidos como estimativas do valor monetário do benefício que tal serviço ecossistêmico representa. Assim, investimentos na prevenção de perdas para os negócios (em razão de variações de quantidade ou qualidade de serviços ecossistêmicos) ou na prevenção de impactos negativos dessas perdas constituem estimativas plausíveis, ao menos em parte, dos benefícios que esses serviços ecossistêmicos representam para a empresa, ou de eventuais externalidades geradas pela empresa.

Método de Custo de Oportunidade (MCO): é definido como a melhor alternativa da qual se desiste quando uma escolha é feita. Pode ser calculado como a diferença entre a opção que foi feita (atual) e sua melhor alternativa econômica: opção atual (menos) a melhor alternativa econômica. Nesses termos, o custo de oportunidade pode ser visto como uma medida de valor de renda sacrificada.

Método de Custos de Reposição (MCR): baseia-se na premissa de que os custos incorridos (ou estimados) para reposição, restauração ou substituição da quantidade ou da qualidade de um serviço ecossistêmico constituem estimativa do valor dos benefícios que tal serviço ecossistêmico representa para os negócios da empresa. Assim, a perda desse serviço ecossistêmico representaria um ônus à atividade da empresa, parcialmente refletido no valor monetário que deveria ser pago para a reposição da oferta desse serviço. Custos relacionados às compensações ambientais são também considerados no contexto desse método.

Método de Custo de Viagem (MCV): baseia-se na revelação das preferências das pessoas por meio de tempo e gastos realizados em viagens para fins de recreação, lazer e turismo. Trata-se, portanto, de um método que busca estimar o valor econômico do serviço ecossistêmico por meio da curva de demanda por esse serviço. A premissa fundamental é que tais gastos refletem, no mínimo, os benefícios proporcionados por localidades que permitem atividades de recreação, lazer e ecoturismo.

Millennium Ecosystem Assessment: iniciativa que descreveu o estado de saúde desses serviços em 2001, em relatório chamado Living Beyond Our Means – Natural assets and human well-being.

Pagamento por Serviço Ambiental: sistema de remuneração por meio do qual o agente que promove o benefício ambiental é recompensado e o beneficiário deve pagar o valor econômico referente.

Parceria Empresarial pelos Serviços Ecossistêmicos (Pese): iniciativa  do FGVces,  World Resources Institute (WRI) e Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), cuja perspectiva é a valoração qualitativa dos serviços ecossistêmicos, ou seja, uma classificação do nível de dependência em alto/médio/baixo e do perfil do impacto (positivo ou negativo) causado pela empresa sobre esses serviços.

Quantificação e Valoração Econômica de Serviços Ecossistêmicos: consultar verbetes dos termos “Quantificação”, “Valoração econômica”, “Serviços Ecossistêmicos” e “Serviços Ambientais”.

Quantificação: estimação ou medição do serviço ecossistêmico por meio de algum indicador físico, tal como metro cúbico, tonelada etc.

Resiliência: capacidade de um determinado sistema de recuperar o equilíbrio após ter sofrido uma perturbação.

Serviços Ambientais: iniciativas individuais ou coletivas que favorecem a manutenção, recuperação ou melhoria dos serviços ecossistêmicos.

Serviços Ecossistêmicos: contribuições diretas e indiretas dos ecossistemas ao bem-estar humano.

SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS:

 Provisão de Água: papel dos ecossistemas no ciclo hidrológico da água e sua contribuição em termos de quantidade de água, definida como sua produção total de água doce.

Provisão de Combustíveis: capacidade dos ecossistemas de produzir biomassa que possa ser utilizada como combustível, tais como madeira, carvão, resíduos de culturas agrícolas etc.

Recreação e Turismo: ecossistemas como provedores de descanso, relaxamento e recreação.

Regulação da Assimilação de Efluentes: capacidade dos ecossistemas de degradar, reduzir ou eliminar toxicidade, desinfetar ou diluir uma carga poluente.

Regulação da Erosão do Solo: papel dos ecossistemas no controle de processos erosivos do solo – processos naturais, mas que podem ser acelerados ou retardados dependendo do tipo de uso e da prática de manejo de solo adotados.

Regulação da Qualidade da Água: papel dos ecossistemas no controle da qualidade da água, considerando-se parâmetros físicos, químicos e biológicos.

Regulação de Polinização: capacidade dos ecossistemas de regular as populações de espécies animais que promovem a polinização de diversas espécies vegetais, em especial culturas agrícolas.

Regulação do Clima Global: papel dos ecossistemas nos ciclos biogeoquímicos do carbono e do nitrogênio, influenciando, assim, as emissões de importantes gases de efeito estufa, como CO2, CH4 e N2O. 

System of Environmental-Economic Accounting (Seea): metodologia de contabilidade ambiental que tem como missão valorar serviços ecossistêmicos no âmbito das contas públicas, como no indicador econômico do PIB.

Tendências em Serviços Ecossistêmicos (TeSE): iniciativa brasileira que reúne um grupo de empresas e pesquisadores com o intuito de desenvolver um conjunto de ferramentas de apoio à gestão empresarial para a valoração de suas vulnerabilidades e impactos sobre o capital natural, em especial as externalidades.

The Economics of Ecosystems and Biodiversity (Teeb): projeto de valoração dos serviços ecossistêmicos que trouxe uma contribuição fundamental ao calcular um valor para os serviços ecossistêmicos do planeta e criar categorias que facilitaram a comunicação e estudos posteriores sobre esses ativos.

Valoração econômica: expressão do valor econômico integral ou parcial de um serviço ecossistêmico, em unidades monetárias – reais.

Valor intrínseco: independe de utilidade. Por exemplo, a natureza possui valor apenas por existir.

Valor não monetário: que não é medido em unidades monetárias.

Wealth Accounting and the Valuation of Ecosystem Services (Waves): iniciativa que tem como objetivo inserir o valor dos ecossistemas nas contas nacionais, com foco em atividades de produção e renda.

PUBLICAÇÕES DO FGVces SOBRE O TEMA:

Diretrizes Empresariais para a Valoração Econômica de Serviços Ecossistêmicos (Devese). Disponível aqui.

Diretrizes Empresariais para Relato de Externalidades Ambientais (Derea). Disponível aqui.

Valoração Econômica de Serviços Ecossistêmicos Relacionados aos Negócios. Estudo de caso das empresas-membros da inicaitiva Tendências em Serviços Ecossistêmicos – TeSE. Disponível aqui.

PARA SABER MAIS:

 Ecological Economics: principle and applications, de Herman Daly e Joshua Farley.

Citação acadêmica:

DALY, H. & FARLEY, J. (2010). Ecological Economics: principles and applications (2ª ed.). Washington, DC: Island Press.

Ecosystems and Human Well-being: Current state & trends, da Millennium Ecosystem Assessment.

Citação acadêmica:

MILLENNIUM ECOSYSTEM ASSESSMENT. (2005). Ecosystems and Human Well-being: Current state & trends. Washington, EUA: Island Press.

“Ecosystem service: the economics debate”, de Joshua Farley.

Citação acadêmica:

FARLEY, J. (2012). “Ecosystem service: the economics debate.Ecosystem services, 1 (1), 40-49.

Especificações do Programa GHG Protocol, do FGVces.

Citação acadêmica:

CENTRO DE ESTUDOS EM SUSTENTABILIDADE, & WORLD RESOURCES INSTITUTE. (2010). Especificações do Programa GHG Protocol (2ª ed.). São Paulo: Escola de

Administração de Empresas de São Paulo, Fundação Getulio Vargas.

Managing change in organizations: a practice guide, de Project Management Institute.

Citação acadêmica:

PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. (2013). Managing Change in Organizations: A practice guide. Pennsylvania: Project Management Institute. Disponível em:

The Economics of Ecosystems and Biodiversity: Ecological and economic foundations, de The Economics os Ecosystems and Biodiversity.

Citação acadêmica:

THE ECONOMICS OF ECOSYSTEMS AND BIODIVERSITY. (2010). The Economics of Ecosystems and Biodiversity: Ecological and economic foundations. New York, NY: Routledge.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>