Apesar desse nome tão técnico, os serviços ecossistêmicos representam o que há de mais belo e valioso na natureza. Só que visto por um viés econômico.

Já se sabe que vivemos uma grave crise ambiental que põe em risco as atividades produtivas,  o bem estar da sociedade e até mesmo a vida na Terra.

Uma forma de lidar com essa crise é contar com os serviços que a natureza desenvolveu de maneira sofisticada durante milhões e milhões de anos.

Por exemplo:

A natureza presta serviço ao homem quando:

  • Faz chover regularmente e repõe a oferta de água para o uso das pessoas, das indústrias, da agricultura.
  • Faz crescer vegetação e retira CO2 da atmosfera, ou mantém a qualidade do solo, evitando que a erosão coloque em risco encostas, moradias, o fluxo dos rios…
  • Insetos e outros animais polinizam plantas e possibilitam os frutos dos quais depende boa parte da produção de alimentos.
  • Corais e manguezais funcionam como barreiras que detêm o avanço do mar sobre o ilhas e continentes…

Ou seja, serviços ecossistêmicos são as contribuições diretas e indiretas da natureza à economia e ao bem estar da humanidade.

Acontece que,  em vez de fazer o ecossistema trabalhar a seu favor, o homem muitas vezes tem preferido buscar complexas soluções de engenharia.

É claro que esse fluxo de  serviços depende de ecossistemas bem conservados, o que pede uma redução dos impactos da ação humana no meio ambiente.

E, ainda, para fazer com que esses serviços sejam incorporados pelo sistema econômico (governos, empresas e sistemas financeiros), é fundamental que sejam valorados.

Por exemplo, se uma região, cidade ou empresa está com problema de falta d’água, o que é mais vantajoso economicamente: contratar projetos de engenharia para construção de represas? Ou reflorestar as cabeceiras dos rios e suas margens a fim de que a natureza se encarregue de dar uma solução à escassez hídrica?

Essa conta requer um valor monetário.

A discussão sobre como fazer a valoração dos serviços ecossistêmicos ainda está bem muito no início, embora já existam algumas experiências mundo afora.

Mas já se sabe que a base para essa precificação deve se dar a partir de 4 categorias:

1 – há os serviços que se encaixam na categoria Provisão: que significa a capacidade de a natureza nos prover alimentos, água, matérias-primas como madeiras e fibras, biocombustíveis, recursos genéticos, medicinais ou ornamentais…

2 – há os que entram na categoria Regulação: a capacidade da natureza de autoregular o clima, de polinizar as plantas, de fazer controle biológico de pragas e doenças, de purificar as águas…

3 – há os da categoria Suporte: a capacidade de garantir a manutenção dos ciclos de vida de espécies migratórias e da diversidade biológica…

4 – e na categoria Cultural (considerada a mais difícil de valorar): que é aquela que oferece beleza cênica, recreação, turismo, paz de espírito…

Por que é importante saber o valor econômico dos serviços ecossistêmicos? Quais são os principais atores dessa história? Como se aplica a valoração? Todas as respostas nessa edição de P22_ON.

Boa leitura!

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