Assista aqui aos videodepoimentos de quem liderou a iniciativa da chamada de casos:

Natalia Lutti – Gestora da iniciativa Tendências em Serviços Ecossistêmicos (TeSE), do FGVces.

Luciana Alves – Assessora técnica do Projeto Teeb Regional-Local / GIZ

Elisa Romano – Especialista em política e indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Luana Duarte – Analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Metodologia: o passo a passo na chamada dos casos

Entenda o que motivou a iniciativa e conheça os critérios de seleção

Descobrir como a gestão do capital natural cria valor para as empresas e, ao mesmo tempo, para os ecossistemas do qual fazem parte. Essa é a grande motivação da chamada de casos Gestão Empresarial de Capital Natural.

A iniciativa, inédita no Brasil, nasceu da parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), no âmbito do Projeto TEEB Regional-Local, com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV Eaesp (FGVces). Contou também com o apoio da Fundação Grupo Boticário.

Por que uma chamada de casos? As organizações parceiras entenderam que seria uma maneira eficaz de identificar quais empresas no País estão lidando com o capital natural em suas tomadas de decisão, e que práticas estão utilizando. De fato, a iniciativa fez com que as empresas se reconhecessem nesse campo e trouxessem à luz ações e resultados concretos, que poderão inspirar outras a fazer o mesmo.

Servir como referência para demais empresas e, com isso, expandir esse modelo inovador de gestão foi uma das premissas levadas em conta na construção do regulamento da chamada. Os casos foram selecionados com o intuito de mostrar que a gestão do capital natural pode ser aplicada de muitas formas, por empresas de diferentes portes e atuantes nos mais variados setores.

Lançada em maio deste ano, a chamada recebeu ao todo 33 casos que, em seguida, foram avaliados sob critérios de elegibilidade. Uma das exigências era que as proponentes fossem organizações com fins lucrativos e que a iniciativa tratasse de gestão dos negócios, de modo a engajar o setor corporativo. Além de clareza no preenchimento de todos os campos do questionário a que foram submetidas, as empresas tiveram de mostrar resultados mensuráveis. Experiências já muito conhecidas do público não foram priorizadas para dar espaço a outras que ainda necessitam de maior visibilidade. De modo a garantir diversidade temática, foi escolhido um único caso por empresa.

Dos 33 casos iniciais, 21 foram pré-selecionados e avaliados na sequência por um comitê de especialistas formado por representantes das organizações parceiras. Após as análises individuais, realizou-se uma reunião de alinhamento e consenso, considerando quatro critérios:

– Potencial de perenidade da prática: a ação é permanente e faz parte do cotidiano da empresa. Ao integrar seu core business e não ser uma atividade paralela, a prática torna-se duradoura porque entra em processos de planejamento, implementação e monitoramento.

– Potencial de replicação e perspectivas futuras: a ação tem capacidade de ganhar escala, ser utilizada por outras organizações e servir como exemplo e inspiração.

– Materialidade e contribuição estratégica para os desafios empresariais: a gestão do capital natural contribui direta ou indiretamente para criação de valor e avanços de práticas empresariais, considerando a integração na perspectiva estratégica dos negócios, áreas da empresa envolvida e o reflexo em seus processos internos, bem como resultados, produtos ou serviços.

 – Geração de benefício para o capital natural: a prática da empresa traz uma contribuição relevante para a manutenção, restauração e/ou aumento do capital natural e seus fluxos ecossistêmicos, além dos custos e benefícios para a população local dependente do capital natural, outros atores relacionados e a sociedade em geral.

Com bases nesses critérios, o comitê selecionou 16 casos finais, que detalharemos nas reportagens desta edição.

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