{"id":1463,"date":"2017-10-30T10:58:37","date_gmt":"2017-10-30T13:58:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=1463"},"modified":"2022-02-22T10:54:30","modified_gmt":"2022-02-22T13:54:30","slug":"1463","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2017\/10\/30\/1463\/","title":{"rendered":"Novos modelos de neg\u00f3cios apontam para solu\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Magali Cabral<\/em><\/p>\n<p>Primeiro os consumidores questionaram a qualidade das linhas <em>fast food<\/em> dos alimentos industrializados, dando in\u00edcio a um movimento em prol de uma nutri\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, preferencialmente org\u00e2nica e produzida localmente. Essa onda de conscientiza\u00e7\u00e3o alimentar soou como um chamado para as novas gera\u00e7\u00f5es de <em>designers<\/em> que, ao ingressarem no ramo da moda, se deparavam com uma ind\u00fastria <em>fast fashion<\/em> operando de um modo linear e antiquado, com poucas iniciativas de inser\u00e7\u00e3o de sustentabilidade nas linhas de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa correla\u00e7\u00e3o foi feita pela <em>designer<\/em> de moda Marina Colerato, fundadora e editora do site <a href=\"http:\/\/www.modefica.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Modefica<\/a>, onde escreve sobre temas pouco explorados pelas grandes publica\u00e7\u00f5es de moda, como economia circular e sustentabilidade. Para ela, assim como o setor de alimenta\u00e7\u00e3o logo reagiu \u00e0 demanda dos consumidores, na moda tamb\u00e9m come\u00e7am a surgir alternativas para quem gosta de um guarda-roupa renovado mas ao mesmo tempo se preocupa com a pegada ecol\u00f3gica e os impactos sociais por tr\u00e1s das pe\u00e7as.<\/p>\n<p>Bibliotecas de roupa, bazares de troca, brech\u00f3s, oficinas de <em>upcycling<\/em> e franquias que transformam vestu\u00e1rios est\u00e3o entre os principais modelos neg\u00f3cios que aproveitam as pe\u00e7as em circula\u00e7\u00e3o quebrando a l\u00f3gica que move o <em>fast fashion \u2013<\/em> quer dizer, al\u00e9m de promover a ideia do consumo consciente, esses modelos escapam de ter que criar uma nova linha de produ\u00e7\u00e3o. E h\u00e1 tamb\u00e9m projetos socioambientais, como o Panosocial, voltado para a ressocializa\u00e7\u00e3o de ex-detentos com a sua reintegra\u00e7\u00e3o na cadeia produtiva; e prestadores de servi\u00e7os como o Moda Limpa, uma agenda de fornecedores de insumos \u201cdo bem\u201d, e o Roupa Livre, plataforma que faz conex\u00f5es entre v\u00e1rios assuntos da moda sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Embora todas essas iniciativas encham de esperan\u00e7a aqueles que esperam testemunhar uma mudan\u00e7a substancial no mundo das coisas, s\u00e3o alternativas de pequena escala e voltadas para um p\u00fablico de nicho, que j\u00e1 teve suas necessidades b\u00e1sicas atendidas. Para que o impacto realmente aconte\u00e7a no setor da moda, \u00e9 sabido que as inova\u00e7\u00f5es precisam tamb\u00e9m acontecer em grande escala, nas grandes ind\u00fastrias.<\/p>\n<p>Como afirma Colerato, a gente vive uma crise do modelo industrial e \u00e9 o momento mesmo de aflorarem outras coisas. F\u00e3 das bibliotecas de roupa \u2013 modelo de neg\u00f3cio em que, mediante o pagamento de uma mensalidade, clientes podem retirar um certo n\u00famero de pe\u00e7as de roupa e us\u00e1-las por um determinado tempo \u2013, a designer ressalva que os formatos alternativos no Brasil ainda engatinham em rela\u00e7\u00e3o aos movimentos internacionais. \u201cQuando a gente olha de perto, v\u00ea que ainda falta sustentabilidade financeira para investir, por exemplo, em log\u00edstica, o que ajudaria a dar escala aos neg\u00f3cios\u201d, diz.<\/p>\n<p>Diferentemente da ind\u00fastria de alimentos, a moda \u00e9 repleta de elos ao longo da cadeia produtiva, quase todos com quest\u00f5es socioambientais a serem solucionadas. Segundo a <em>designer<\/em>, esse modelo industrial precisa mudar, mas ningu\u00e9m sabe ainda o que colocar no lugar. \u201cA nossa \u00fanica certeza, por enquanto, \u00e9 que a moda opera de forma linear e a gente precisa de um m\u00e9todo de produ\u00e7\u00e3o circular. Esses novos modelos de neg\u00f3cio s\u00e3o experimentos para descobrir como se fazer a transi\u00e7\u00e3o\u201d, afirma (<em>mais sobre <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2017\/10\/27\/contra-os-modismos-vamos-aos-fundamentos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Economia Circular aqui<\/a><\/em>).<\/p>\n<p>As ambi\u00e7\u00f5es n\u00e3o param a\u00ed. O combate ao consumismo \u00e9 uma vertente dessas novas propostas de neg\u00f3cio (apesar de parecer uma contradi\u00e7\u00e3o para quem busca viabilidade financeira) e um desafio adicional. Afinal, com tanta desigualdade social no Brasil n\u00e3o d\u00e1 para esperar que uma classe que ainda n\u00e3o ascendeu queira pular a fase do consumo. As dificuldades s\u00e3o muitas, mas Marina Colerato cr\u00ea que, mesmo sem fazer muito dinheiro, as empreendedoras da moda sustent\u00e1vel dever\u00e3o seguir em frente sempre pela causa.<\/p>\n<p><strong>Desfile \u00e9tico<\/strong><\/p>\n<p>Moda \u00e9 um tema com apelo em todas as faixas et\u00e1rias e em todos os g\u00eaneros. A \u00e9tica idem. O aplicativo Moda Livre, para celulares, que aponta o comportamento de grandes marcas varejistas em respeito aos direitos trabalhistas em sua cadeia produtiva, d\u00e1 uma ideia desse alcance: j\u00e1 registrou mais de 100 mil <em>downloads<\/em>, segundo informa\u00e7\u00e3o do jornalista e cientista social Leonardo Sakamoto, presidente da ONG Rep\u00f3rter Brasil, idealizadora da ferramenta.<\/p>\n<p>Com consumidores \u00e1vidos por uma moda \u00e9tica e com todas as iniciativas que surgem atualmente pelo Brasil, um grupo ligado ao Fashion Revolution (movimento internacional que denuncia impactos socioambientais na ind\u00fastria da moda e estimula o consumo consciente de roupas) realiza em S\u00e3o Paulo, de 22 a 24 de novembro, o <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/befw.brasil.eco.fashion.week\/\">Brasil Eco Fashion Week (BEFW)<\/a>, a primeira semana de moda sustent\u00e1vel no Pa\u00eds. As organizadoras esperam atrair um p\u00fablico em torno de 10 mil pessoas nos tr\u00eas dias do evento.<\/p>\n<p>Fernanda Simon, coordenadora nacional do Fashion Revolution Brasil e coidealizadora do BEFW, explica que o Pa\u00eds j\u00e1 sente a necessidade de um espa\u00e7o em que todas essas marcas e movimentos alternativos da moda se re\u00fanam para fomentar neg\u00f3cios. De um lado, existem v\u00e1rias marcas que trazem todo um princ\u00edpio de sustentabilidade e uma cadeia \u00e9tica, mas que ficam isoladas em suas cidades. De outro, h\u00e1 os consumidores querendo saber quais s\u00e3o as marcas mais legais de serem consumidas.<\/p>\n<p>O BEFW apresentar\u00e1 18 desfiles. Metade de marcas foram convidadas e a outra metade selecionada entre mais de 100 inscritos \u2013 pelo menos cerca de 50 participantes v\u00e3o expor suas cole\u00e7\u00f5es em um <em>showroom <\/em>para vendas no varejo e no atacado. A sele\u00e7\u00e3o dos participantes foi feita por uma curadoria que considerou quesitos socioambientais, de <em>design<\/em> e de criatividade.<\/p>\n<p>Multidisciplinar, o evento, al\u00e9m de palestras e <em>workshops<\/em>, ter\u00e1 tamb\u00e9m o Espa\u00e7o Lab. A iniciativa reunir\u00e1 fornecedores, prot\u00f3tipos e inova\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria da moda para ressaltar a import\u00e2ncia da tecnologia e da gest\u00e3o de processos ligados \u00e0 sustentabilidade e estar\u00e1 a cargo dos estudantes da disciplina Forma\u00e7\u00e3o Integrada para a Sustentabilidade (FIS), oferecida pelo do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-Eaesp (GVces) em parceria com a <a href=\"http:\/\/www.modalimpa.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Moda Limpa<\/a>, uma plataforma onde os pr\u00f3prios usu\u00e1rios cadastram fornecedores e marcas que consideram sustent\u00e1veis. \u201cVamos mostrar as principais solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que est\u00e3o aparecendo e que j\u00e1 podem ser adotadas por pequenas e grandes empresas que queiram diminuir o seu impacto social e ambiental\u201d, explicou Marina de Luca, do Moda Limpa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1513\" aria-describedby=\"caption-attachment-1513\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/paperdollJoNaylorFlickr.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1513 size-full\" src=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/paperdollJoNaylorFlickr.gif\" alt=\"paperdollJoNaylorFlickr\" width=\"550\" height=\"800\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1513\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Jo Naylor\/Flickr Creative Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>De exemplo em exemplo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Natural Cotton Color<\/strong> \u2013 A iniciativa da empres\u00e1ria paraibana Francisca Vieira, com presen\u00e7a certa no desfile da BEFW, usa como base de suas cria\u00e7\u00f5es o algod\u00e3o naturalmente colorido, cuja pluma j\u00e1 nasce com a cor do produto final e livre de aditivos qu\u00edmicos. O algod\u00e3o colorido foi desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) e, por n\u00e3o precisar de qualquer tipo de tingimento qu\u00edmico, economiza 87,5% da \u00e1gua que seria consumida em um processo convencional de produ\u00e7\u00e3o e acabamento de malha ou tecido. Al\u00e9m da mat\u00e9ria-prima diferenciada, a <a href=\"http:\/\/www.naturalcottoncolor.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Natural Cotton Color<\/a> \u00e9 uma empresa que fomenta neg\u00f3cios com costureiras locais e seus <em>designs<\/em> trazem a caracter\u00edstica do artesanato brasileiro, por\u00e9m com uma linguagem de moda.<\/p>\n<p><strong>Bibliotecas de roupas<\/strong> \u2013 Imagine uma viagem muito especial de um fim de semana, ou de uma semana inteira, e de repente voc\u00ea recebe em casa uma mala j\u00e1 pronta com roupas praticamente novas e combinando com o seu estilo. Esse tipo de servi\u00e7o \u00e9 oferecido pela <a href=\"http:\/\/aroupateca.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Roupateca, Entre N\u00f3s<\/a>, uma biblioteca de roupas, que funciona em um bairro da Zona Oeste de S\u00e3o Paulo. \u201cNossa clientela j\u00e1 virou a \u2018chavinha\u2019 em rela\u00e7\u00e3o ao modo de consumo. Isto \u00e9, j\u00e1 percebeu que \u00e9 muito mais legal ter acesso do que ter a posse\u201d, comenta a designer de moda Daniela Ribeiro e idealizadora do projeto. A mala de viagem para um fim de semana cont\u00e9m sete pe\u00e7as de roupa e custa R$ 240 \u2013 a cliente pega na sexta-feira e entrega na segunda. A mala para uma semana, com 14 pe\u00e7as, custa R$ 480.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de malas de viagem que vive a Roupateca, Entre N\u00f3s. Para se tornar membro e poder usar o acervo sempre que quiser, \u00e9 preciso assinar um plano de R$ 100, R$ 200 ou de R$ 300 por m\u00eas. O que muda \u00e9 a quantidade de pe\u00e7as que a pessoa retira a cada vez. A op\u00e7\u00e3o de R$ 200, por exemplo, permite a retirada de tr\u00eas pe\u00e7as de roupa por vez, ou seja, por essa mensalidade a cliente pode trocar as tr\u00eas pe\u00e7as que pegou inicialmente quantas vezes quiser desde que devolva limpas as anteriores. A assinante de R$ 100 retira uma pe\u00e7a a cada vez e a de R$ 300, seis pe\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Guarda-roupa compartilhado \u2013 <\/strong>Quem for um pouco mais velho vai se lembrar de que em um passado n\u00e3o muito distante era comum fazer trocas de roupas com as amigas ou irm\u00e3s. Essa era uma pr\u00e1tica comum at\u00e9 20 anos atr\u00e1s, antes do ciclo vicioso do consumismo, e hoje ganhou nome e sobrenome: consumo consciente. E tornou-se neg\u00f3cio. A <a href=\"https:\/\/www.lucidbag.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lucid Bag<\/a> \u00e9 especializada em guarda-roupa compartilhado e itinerante, constru\u00eddo pelos pr\u00f3prios participantes. Os associados ao neg\u00f3cio doam ou emprestam roupas e, em troca, t\u00eam acesso \u00e0s pe\u00e7as que j\u00e1 est\u00e3o l\u00e1. O empreendimento conta tamb\u00e9m com pe\u00e7as de marcas e <em>designers<\/em> parceiros de <em>slow fashion<\/em> que disp\u00f5em de itens \u00fanicos para empr\u00e9stimo e experi\u00eancia de pr\u00e9-compra. Entre as marcas parceiras est\u00e3o a <a href=\"http:\/\/www.insectashoes.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Insecta Shoes<\/a>, <a href=\"http:\/\/casulomodacoletiva.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Casulo de Moda Coletiva<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Salamandra-Do-Fogo-237679306305859\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Salamandra do Fogo<\/a>, <a href=\"https:\/\/pt-br.facebook.com\/nayavioletamimos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Naya Violeta<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.thinkblueupcycled.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Think Blue<\/a>, entre outras.<\/p>\n<p>Segundo a idealizadora e fundadora da empresa Luciana Nunes, todos os meses o guarda-roupa \u00e9 refeito e montado novamente com apoio dessas marcas e dos associados, o que garante variedade de empr\u00e9stimos para os clientes e colaboradores. A opera\u00e7\u00e3o \u00e9 parecida com a da biblioteca de roupas. No caso da Lucid Bag, 20% do lucro obtido com o aluguel das pe\u00e7as v\u00e3o para a pessoa que emprestou a roupa ao projeto. \u201cNosso objetivo \u00e9 trazer de volta ao mercado pe\u00e7as legais que estavam paradas no arm\u00e1rio. Acreditamos que dividir o lucro com quem participa \u00e9 a melhor forma de retribuir sua participa\u00e7\u00e3o na comunidade\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong><em>Upcycling<\/em><\/strong> \u2013 Como diz a estilista e diretora criativa do projeto <a href=\"http:\/\/www.reroupa.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Re-Roupa<\/a>, Gabriela Mazepa, <em>upcycling<\/em> \u201cnada mais \u00e9 do que voc\u00ea pegar uma pe\u00e7a que n\u00e3o est\u00e1 mais sendo usada, dar uma melhorada e voltar a usar\u201d. Durante debate sobre moda sustent\u00e1vel no evento Gaveta, realizado em outubro no Museu da Imagem e do Som (MIS), em S\u00e3o Paulo, ela brincou com a plateia dizendo que, \u201cpara fazer <em>upcycling<\/em>, \u00e9 necess\u00e1rio lan\u00e7ar m\u00e3o da cultura <em>maker<\/em>, ou seja, as costureiras\u201d.<\/p>\n<p>Brincadeiras \u00e0 parte, as atividades do Re-Roupa v\u00e3o um pouco al\u00e9m das reformas de pe\u00e7as fora de moda. Trata-se de uma metodologia que prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o de roupas novas com o uso de mat\u00e9rias-primas que eram consideradas res\u00edduo: fins de rolo de tecido, retalhos, roupas com pequenos defeitos. A proposta surgiu da espantosa estimativa de que 170 mil toneladas de res\u00edduos t\u00eaxteis s\u00e3o descartados anualmente no Brasil e 85% desse material vai parar em aterros sanit\u00e1rios e podem levar centenas de anos se decompondo, dependendo do tipo de fibra.<\/p>\n<p>O ateli\u00ea do Re-Roupa fica no Rio de Janeiro e trabalha em parceria com costureiras empreendedoras de comunidades locais, em rela\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas e justas. O Re-Roupa tamb\u00e9m desenvolve oficinas e cursos para promover a experi\u00eancia deste processo em a\u00e7\u00f5es itinerantes pelo Brasil.<\/p>\n<p><strong>Responsabilidade socioambiental \u2013 <\/strong>Como as demais empresas relacionadas aqui, a <a href=\"http:\/\/www.panosocial.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Panosocial<\/a> j\u00e1 nasceu com responsabilidade socioambiental atrelada a sua origem. E veio ainda com um enorme diferencial: al\u00e9m de usar mat\u00e9ria-prima ecol\u00f3gica e adotar processos produtivos sustent\u00e1veis, a iniciativa promove a ressocializa\u00e7\u00e3o de ex-detentos, empregando-os em sua rede de produ\u00e7\u00e3o de roupas, uniformes, acess\u00f3rios e produtos customizados. O designer e s\u00f3cio-fundador Gerfried Gaulhofer cr\u00ea que, dessa forma, a Pano Social contribui para diminuir a reincid\u00eancia criminal e para a paz social.<\/p>\n<p>A fabrica\u00e7\u00e3o das roupas segue o processo <em>cradle to cradle<\/em> (do ber\u00e7o ao ber\u00e7o). Para que isso seja poss\u00edvel, s\u00e3o utilizados apenas pigmentos naturais e algod\u00e3o org\u00e2nico. \u201cO papel social do neg\u00f3cio n\u00e3o \u00e9 apenas vender camisetas e promover a ressocializa\u00e7\u00e3o dos egressos do sistema prisional, mas tamb\u00e9m mostrar o impacto de uma simples compra atrav\u00e9s da venda dos produtos\u201d, refor\u00e7a a diretora-comercial e de produ\u00e7\u00e3o Natacha Barros. \u201cO consumidor final j\u00e1 percebe os movimentos e vai atr\u00e1s de marcas com diferenciais.\u201d<\/p>\n<p><strong>Conex\u00f5es <\/strong>\u2013 A plataforma e aplicativo Roupa Livre, idealizado pela <em>designer<\/em> Mariana Pellicciari (ou apenas Mari Pelli, como \u00e9 mais conhecida), de Florian\u00f3polis, trazem conte\u00fados que ajudam a quem quer mudar o jeito tradicional de consumir vestu\u00e1rio. Pelo site ou app \u00e9 poss\u00edvel conectar iniciativas e pessoas que buscam \u201cuma rela\u00e7\u00e3o mais consciente, carinhosa e cuidadosa com o que vestem\u201d. O <a href=\"http:\/\/www.roupalivre.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Roupa Livre <\/a>informa sobre <a href=\"http:\/\/www.roupalivre.com.br\/eventos\">eventos<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.roupalivre.com.br\/livros\">livros digitais<\/a>, faz <a href=\"http:\/\/www.roupalivre.com.br\/mapa-da-mina\">mapeamento de iniciativas<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.roupalivre.com.br\/blog\">produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados<\/a> etc. Por exemplo, se voc\u00ea estiver procurando um brech\u00f3 ou uma costureira, e s\u00f3 informar a sua localiza\u00e7\u00e3o que a plataforma mostra no mapa os estabelecimentos mais pr\u00f3ximos. No <em>link<\/em> \u201cmapeamento de iniciativas\u201d a pr\u00f3pria Mari Pelli explica tudo o que tem para ser descoberto dentro do Roupa Livre.<\/p>\n<p><strong><em>Franchising<\/em><\/strong> \u2013 Os movimentos sustent\u00e1veis na cadeia t\u00eaxtil tamb\u00e9m t\u00eam hist\u00f3rias de sucesso financeiro. Uma delas \u00e9 a <a href=\"http:\/\/www.arranjosexpress.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arranjos Express<\/a>, uma <em>franchising<\/em> com 90 lojas no Brasil que faz desde pequenos servi\u00e7os de costura, como uma barra (bainha) de cal\u00e7a, at\u00e9 a uma completa customiza\u00e7\u00e3o de roupas, itens para o lar e pe\u00e7as para <em>pets<\/em>. Al\u00e9m de ter ader\u00eancia \u00e0s tend\u00eancias de responsabilidade socioambiental, reforma e customiza\u00e7\u00e3o de trajes, \u00e9 uma forma de reaproveitamento e, portanto, de <em>lowsumerism \u2013 <\/em>movimento que prega, segundo o time que faz o blog <a href=\"http:\/\/blog.trocaria.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Trocaria<\/a>, tr\u00eas atitudes simples e de grande efeito: pensar antes de comprar; viver apenas com o que \u00e9 realmente necess\u00e1rio e buscar alternativas de menor impacto para os recursos naturais, entre as quais fazer, trocar e consertar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Magali Cabral Primeiro os consumidores questionaram a qualidade das linhas fast food dos alimentos industrializados, dando in\u00edcio a um movimento em prol de uma nutri\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, preferencialmente org\u00e2nica e produzida localmente. 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