{"id":1581,"date":"2017-12-12T15:40:50","date_gmt":"2017-12-12T18:40:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=1581"},"modified":"2022-02-22T10:00:48","modified_gmt":"2022-02-22T13:00:48","slug":"no-rio-e-no-mar-oportunidades-de-gerar-renda-e-conservar-recursos-naturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2017\/12\/12\/no-rio-e-no-mar-oportunidades-de-gerar-renda-e-conservar-recursos-naturais\/","title":{"rendered":"No rio e no mar, oportunidades de gerar renda e conservar recursos naturais"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Bruno Toledo<\/em><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que contribuem para restaurar os ecossistemas e conservar recursos naturais, as Solu\u00e7\u00f5es baseadas na Natureza (SbN) podem proporcionar bem-estar, gerando benef\u00edcios econ\u00f4micos e sociais \u00e0s pessoas envolvidas.<\/p>\n<p>Aos que dependem da natureza para sua subsist\u00eancia, solu\u00e7\u00f5es como essas podem ser a grande oportunidade para aumentar a renda e conquistar mais qualidade de vida, sem que isso signifique esgotar os estoques e os fluxos naturais.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um ponto sens\u00edvel em atividades econ\u00f4micas importantes no Brasil, como a piscicultura. Um problema frequente do setor \u00e9 a pesca excessiva, que pressiona os estoques naturais de peixe, podendo levar \u00e0 extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies. Para evitar riscos, a pesca \u00e9 proibida durante a piracema, a temporada de reprodu\u00e7\u00e3o dos peixes, de maneira a garantir a renova\u00e7\u00e3o natural de seus estoques.<\/p>\n<p>O per\u00edodo de piracema, no entanto, traz enorme custo econ\u00f4mico para os pescadores, j\u00e1 que est\u00e3o impedidos de realizar sua atividade econ\u00f4mica tradicional. Iniciativas como o seguro-defeso, que garante uma renda m\u00ednima aos pescadores nesse per\u00edodo, aliviam um pouco as dificuldades, mas ainda s\u00e3o limitadas em escopo e sofrem com problemas de transpar\u00eancia e corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na maioria dos casos, os pescadores sem acesso a aux\u00edlios externos como o seguro-defeso acabam complementando sua renda durante a piracema com outras atividades econ\u00f4micas. Na Amaz\u00f4nia, muitas vezes, essa atividade \u00e9 a pecu\u00e1ria \u2013 podendo resultar na intensifica\u00e7\u00e3o do desmatamento.<\/p>\n<p><strong>Piscicultura contra o desmatamento<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, a retomada do ritmo de destrui\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica no Brasil esteve relacionada diretamente com o aumento do desmate de pequeno porte \u2013 ou seja, realizado em pequenos trechos da floresta.<\/p>\n<p>&#8220;O desmatamento em pequenos trechos est\u00e1 ligado a assentamentos e a pequenas propriedades rurais&#8221;, explica Yago Cavalcante, da gestora de fundos Kaet\u00e9 Investimentos. &#8220;Este tipo de desmatamento, que chamamos de &#8216;espinha de peixe&#8217;, \u00e9 muito mais dif\u00edcil de ser controlado pelas ferramentas tradicionais.&#8221;<\/p>\n<p>Nas pequenas propriedades rurais na regi\u00e3o do Acre, o desmate de floresta deu-se por conta das restri\u00e7\u00f5es \u00e0s atividades pesqueiras (decorrentes tanto de proibi\u00e7\u00f5es governamentais quanto da indisponibilidade de peixes), que for\u00e7aram os pescadores a derrubar a mata para realizar pecu\u00e1ria extensiva.<\/p>\n<p>As necessidades econ\u00f4micas e a degrada\u00e7\u00e3o da floresta resultante delas motivaram a estrutura\u00e7\u00e3o do modelo de neg\u00f3cio da <em>Peixes da Amaz\u00f4nia<\/em>, um dos casos de SbN selecionados para esta edi\u00e7\u00e3o de P22_ON. Criada em 2011, esta <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2017\/12\/12\/dicionario-dicas-de-sites-videos-e-leituras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">empresa social<\/a>\u00a0tem como objetivo apoiar a piscicultura sustent\u00e1vel na regi\u00e3o, permitindo aos pescadores locais uma gera\u00e7\u00e3o de renda mais alta em troca da conserva\u00e7\u00e3o da floresta nativa em suas propriedades.<\/p>\n<p>&#8220;A Peixes da Amaz\u00f4nia concilia impacto social, gera\u00e7\u00e3o de renda para pequenos produtores, e <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2017\/12\/12\/dicionario-dicas-de-sites-videos-e-leituras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">externalidades ambientais positivas<\/a>, como a conten\u00e7\u00e3o do desmatamento e a possibilidade de restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas&#8221;, explica Cavalcante. Desde 2014, a Kaet\u00e9 \u00e9 uma das principais investidoras da Peixes da Amaz\u00f4nia e apoia a gest\u00e3o e o fortalecimento do modelo de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Atualmente, a Peixes da Amaz\u00f4nia tem capacidade produtiva anual de 20 mil toneladas de peixes, 40 mil toneladas de ra\u00e7\u00e3o animal, e 10 milh\u00f5es de alevinos. A cria\u00e7\u00e3o de alevinos, a produ\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o e o frigor\u00edfico para processamento da carne dos peixes ficam sob responsabilidade da empresa. J\u00e1 o processo de engorda \u00e9 realizado pelos piscicultores.<\/p>\n<p>Os produtores integrados \u00e0 cadeia recebem os alevinos e a ra\u00e7\u00e3o para engorda dos peixes, al\u00e9m da assist\u00eancia t\u00e9cnica para apoiar o processo produtivo. Uma vez engordados, os peixes s\u00e3o revendidos ao frigor\u00edfico.<\/p>\n<p>Nas visitas de assist\u00eancia, t\u00e9cnicos da Peixes da Amaz\u00f4nia aproveitam para acompanhar a situa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea florestal em cada propriedade, para verificar se os produtores est\u00e3o cumprindo com sua responsabilidade de conservar a mata nativa e, se poss\u00edvel, restaurar \u00e1reas degradadas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da Kaet\u00e9, a Ag\u00eancia de Neg\u00f3cios do Estado do Acre e empres\u00e1rios locais tamb\u00e9m t\u00eam participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria na Peixes da Amaz\u00f4nia. Por\u00e9m, a grande inova\u00e7\u00e3o do modelo de neg\u00f3cio est\u00e1 na estrutura\u00e7\u00e3o de uma parceria p\u00fablico-privada-comunit\u00e1ria \u2013 ou seja, que agrega a comunidade local \u00e0 gest\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o. Assim, os piscicultores, organizados em uma cooperativa, tamb\u00e9m s\u00e3o incentivados a empreender e a participar da gest\u00e3o e do desenvolvimento da empresa, sendo mais bem remunerados.<\/p>\n<p>Hoje, a Peixes da Amaz\u00f4nia re\u00fane 500 produtores no Acre, com uma \u00e1rea florestal protegida que totaliza 55 mil hectares. A meta \u00e9 quintuplicar o n\u00famero de piscicultores integrados nos pr\u00f3ximos cinco anos.<\/p>\n<p>Os resultados econ\u00f4micos para os produtores locais s\u00e3o relevantes. Sua renda m\u00e9dia antes da integra\u00e7\u00e3o \u00e0 cadeia da Peixes da Amaz\u00f4nia girava em torno de R$ 980, obtida principalmente de atividades agropecu\u00e1rias. Ap\u00f3s a integra\u00e7\u00e3o, apenas a piscicultura rende a esses produtores R$ 1,8 mil em m\u00e9dia, com uma atividade de menor impacto ambiental.<\/p>\n<p>O modelo de neg\u00f3cio procura enfrentar dois desafios importantes no contexto amaz\u00f4nico: o desmatamento e a falta de oportunidades socioecon\u00f4micas em uma regi\u00e3o historicamente carente. \u201cA Peixes da Amaz\u00f4nia procura gerar valor a partir do produto nativo, direcionando renda para a pr\u00f3pria regi\u00e3o, reduzindo, assim, os incentivos para que os pequenos propriet\u00e1rios rurais desmatem a floresta&#8221;, explica Cavalcante.<\/p>\n<p><strong>Cultivo integrado de algas <\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_3867\" aria-describedby=\"caption-attachment-3867\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/2017\/12\/12\/no-rio-e-no-mar-oportunidades-de-gerar-renda-e-conservar-recursos-naturais\/maricultura-integrada-de-algas-serviaos-ecoeficientes-e-s%c2%a2cioeconomicamente-sustentaveis\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3867 size-full\" src=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Maricultura-integrada-de-algas-serviaos-ecoeficientes-e-s\u00a2cioeconomicamente-sustentaveis.jpg\" alt=\"Maricultura integrada de alga\/ Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"1280\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Maricultura-integrada-de-algas-serviaos-ecoeficientes-e-s\u00a2cioeconomicamente-sustentaveis.jpg 1280w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Maricultura-integrada-de-algas-serviaos-ecoeficientes-e-s\u00a2cioeconomicamente-sustentaveis-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Maricultura-integrada-de-algas-serviaos-ecoeficientes-e-s\u00a2cioeconomicamente-sustentaveis-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Maricultura-integrada-de-algas-serviaos-ecoeficientes-e-s\u00a2cioeconomicamente-sustentaveis-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3867\" class=\"wp-caption-text\">Maricultura integrada de alga\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>As dificuldades enfrentadas pela pesca tradicional n\u00e3o se limitam \u00e0 Amaz\u00f4nia. Em todas as bacias e ao longo a costa, a atividade pesqueira tem se deparado com problemas que amea\u00e7am diretamente a subsist\u00eancia de milhares de fam\u00edlias e reduzem a oferta de produtos do mar.<\/p>\n<p>Para suprir a demanda e atender as necessidades dos trabalhadores, a aquicultura \u00ad\u2013 cultivo de organismos aqu\u00e1ticos em um espa\u00e7o geralmente controlado e confinado \u2013 vem ganhando espa\u00e7o nos \u00faltimos anos, inclusive no litoral (maricultura).<\/p>\n<p>Assim, al\u00e9m de peixes, os aquicultores ou maricultores conseguem criar outros animais, como mexilh\u00f5es e ostras. No entanto, o aumento desse tipo de atividade pode gerar ac\u00famulo de nutrientes prejudiciais nos corpos d&#8217;\u00e1gua, levando \u00e0 sua <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2017\/12\/12\/dicionario-dicas-de-sites-videos-e-leituras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">eutrofiza\u00e7\u00e3o<\/a>, processo que favorece o desenvolvimento de pat\u00f3genos e pode causar a morte de animais e plantas.<\/p>\n<p>Um caminho para reduzir o impacto ambiental da maricultura come\u00e7ou a ser aberto nos laborat\u00f3rios do Instituto de Bioci\u00eancias da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). O projeto de <em>Maricultura Integrada de Algas: servi\u00e7os ecoeficientes e socioeconomicamente sustent\u00e1veis<\/em>, uma das SbN selecionadas na chamada de casos, procura trazer aos maricultores do Litoral Norte de S\u00e3o Paulo a tecnologia e o conhecimento necess\u00e1rios para produzir <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2017\/12\/12\/dicionario-dicas-de-sites-videos-e-leituras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">algas gracilarioides<\/a> (algicultura).<\/p>\n<p>Quando criadas de maneira integrada a peixes e mexilh\u00f5es, essas algas conseguem manter um ecossistema equilibrado, sem a contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua por detritos.O objetivo \u00e9 aumentar a produtividade da \u00e1rea de cultivo, diversificar a produ\u00e7\u00e3o e melhorar a renda das comunidades costeiras \u00e0 medida que diminui os impactos ambientais da produ\u00e7\u00e3o maricultora.<\/p>\n<p>Baseada na Aquicultura Multitr\u00f3fica Integrada Marinha (Amtim), a premissa do projeto est\u00e1 na capacidade das algas de reaproveitar os detritos da produ\u00e7\u00e3o de peixes e mexilh\u00f5es, reduzindo o n\u00edvel de acidez dos corpos d&#8217;\u00e1gua, al\u00e9m de diversificar a produ\u00e7\u00e3o dos maricultores, j\u00e1 que as gracilarioides est\u00e3o entre as esp\u00e9cies de algas mais cultivadas e consumidas no mundo.<\/p>\n<p>Em vez de cultivar uma \u00fanica esp\u00e9cie, a Amtim tenta imitar um ecossistema natural, combinando o cultivo de v\u00e1rias esp\u00e9cies com fun\u00e7\u00f5es ecossist\u00eamicas complementares, de modo que um tipo de alimento n\u00e3o consumido, como res\u00edduos, nutrientes e subprodutos, possam ser reaproveitados e convertidos em nutrientes, alimentos e energia para outras culturas.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa ideia \u00e9 ajudar os maricultores a desenvolver m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o ecoeficientes, que permitam uma atividade produtiva com benef\u00edcios econ\u00f4micos e sociais, que mitigue os impactos ambientais da eutrofiza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do sequestro de carbono pela fotoss\u00edntese das algas&#8221;, explica Fanly Fungyi Chow Ho, professora do Instituto de Bioci\u00eancias da USP e coordenadora do projeto.\u00a0&#8220;Essa estrat\u00e9gia de aquicultura baseia-se na produ\u00e7\u00e3o aqu\u00e1tica sob os conceitos da reciclagem e reutiliza\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>Tal projeto \u00e9 hoje aplicado juntamente com um maricultor parceiro na cidade de Ubatuba (SP). Al\u00e9m da capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para a algicultura, a iniciativa tamb\u00e9m busca realizar o monitoramento ambiental na regi\u00e3o, de maneira a estimar o impacto do cultivo de algas no entorno. Isso facilitar\u00e1 o diagn\u00f3stico sobre a atividade no Litoral Norte paulista e sobre poss\u00edveis efeitos da sua intensifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para a maricultura no Brasil, o projeto sinaliza um caminho para reduzir o impacto ambiental de sua atividade, diversificando sua produ\u00e7\u00e3o e garantindo aumento de qualidade, produtividade e renda. \u201cAt\u00e9 mesmo em raz\u00e3o da sazonalidade, as algas poder\u00e3o servir como fonte de renda quando a produ\u00e7\u00e3o de mexilh\u00f5es ou peixes estiver reduzida, permitindo ao maricultor manter sua produtividade, ao mesmo tempo que os impactos ambientais da sua opera\u00e7\u00e3o s\u00e3o mitigados\u201d, aponta a professora.<\/p>\n<p>O projeto ainda est\u00e1 em fase de implementa\u00e7\u00e3o. Os primeiros testes em laborat\u00f3rio com as algas gracilarioides foram realizados em 2016. Nos \u00faltimos meses, os pesquisadores da USP iniciaram testes em campo, levando as algas para um cultivo comercial de mexilh\u00f5es em Ubatuba. Os primeiros resultados do teste no mar devem ser processados at\u00e9 o fim deste ano.<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa cient\u00edfica n\u00e3o deve ficar limitada aos laborat\u00f3rios e \u00e0s salas de aula. A ideia, com esse projeto, \u00e9 exatamente levar nosso conhecimento e a tecnologia para as pessoas l\u00e1 fora, para ajud\u00e1-las a enfrentar seus problemas e ter impacto sobre a sociedade e sobre o meio ambiente\u201d, conclui Chow Ho.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Raio X das propostas<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Proposta: \u201c<\/strong>Peixes da Amaz\u00f4nia\u201d<\/p>\n<blockquote><p><strong>Proponente: <\/strong>Yago Oliveira Cavalcante \u2013 Peixes da Amaz\u00f4nia<\/p>\n<p><strong>Setor:<\/strong> Privado<\/p>\n<p><strong>Local:<\/strong> S\u00e3o Paulo, SP<\/p>\n<p><strong>Problema: <\/strong>Nos \u00faltimos anos, a retomada do ritmo de destrui\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica no Brasil esteve relacionada diretamente com o aumento do desmate em pequenos trechos da floresta \u2013 ligado a assentamentos e a pequenas propriedades rurais e muito mais dif\u00edcil de ser controlado pelas ferramentas tradicionais. Na regi\u00e3o do Acre, o desmate de floresta deu-se por conta das restri\u00e7\u00f5es \u00e0s atividades pesqueiras (decorrentes tanto de proibi\u00e7\u00f5es governamentais quanto da indisponibilidade de peixes), que for\u00e7aram os pescadores a derrubar a mata para realizar pecu\u00e1ria extensiva.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o:<\/strong> A Peixes da Amaz\u00f4nia permite aos pescadores locais obter uma gera\u00e7\u00e3o de renda mais alta em troca da conserva\u00e7\u00e3o da floresta nativa em suas propriedades. A gestora de fundos Kaet\u00e9 Investimentos, a Ag\u00eancia de Neg\u00f3cios do Estado do Acre e empres\u00e1rios locais tamb\u00e9m t\u00eam participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria na empresa. Por meio de uma parceria p\u00fablico-privada-comunit\u00e1ria, os piscicultores, organizados em cooperativa, s\u00e3o incentivados a empreender e a participar da gest\u00e3o e do desenvolvimento da empresa, sendo mais bem remunerados.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Proposta<\/strong>: \u201cMaricultura Integrada de Algas: servi\u00e7os ecoeficientes e socioeconomicamente sustent\u00e1veis\u201d<\/p>\n<blockquote><p><strong>Proponente:<\/strong> Fanly Fungyi Chow Ho \u2013 Instituto de Bioci\u00eancias da USP<\/p>\n<p><strong>Setor:<\/strong> Universidade<\/p>\n<p><strong>Local:<\/strong> S\u00e3o Paulo, SP<\/p>\n<p><strong>Problema:<\/strong> A aquicultura \u00ad\u2013 cultivo de organismos aqu\u00e1ticos em um espa\u00e7o geralmente controlado e confinado \u2013 vem ganhando import\u00e2ncia nos \u00faltimos anos, inclusive no litoral (maricultura). Assim, al\u00e9m de peixes, os aquicultores ou maricultores conseguem criar outros animais, como mexilh\u00f5es e ostras. No entanto, o aumento desse tipo de atividade pode gerar ac\u00famulo de nutrientes prejudiciais nos corpos d&#8217;\u00e1gua, levando \u00e0 sua eutrofiza\u00e7\u00e3o, processo que favorece o desenvolvimento de pat\u00f3genos e pode causar a morte de animais e plantas.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o: <\/strong>O projeto procura trazer aos maricultores do Litoral Norte de S\u00e3o Paulo a tecnologia e o conhecimento necess\u00e1rios para produzir algas gracilarioides (algicultura). Quando criadas de maneira integrada a peixes e mexilh\u00f5es, essas algas conseguem manter um ecossistema equilibrado da \u00e1gua. O projeto vale-se da capacidade das algas de reaproveitar os detritos da produ\u00e7\u00e3o de peixes e mexilh\u00f5es, reduzindo o n\u00edvel de acidez dos corpos d\u2019\u00e1gua, al\u00e9m de diversificar a produ\u00e7\u00e3o dos maricultores. Em vez de cultivar uma \u00fanica esp\u00e9cie, busca-se imitar um ecossistema natural, combinando o cultivo de v\u00e1rias esp\u00e9cies com fun\u00e7\u00f5es ecossist\u00eamicas complementares, de modo que um tipo de alimento n\u00e3o consumido, como res\u00edduos, nutrientes e subprodutos, possam ser reaproveitados e convertidos em nutrientes, alimentos e energia para outras culturas.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Bruno Toledo Ao mesmo tempo em que contribuem para restaurar os ecossistemas e conservar recursos naturais, as Solu\u00e7\u00f5es baseadas na Natureza (SbN) podem proporcionar bem-estar, gerando benef\u00edcios econ\u00f4micos e sociais \u00e0s pessoas envolvidas. 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