{"id":1924,"date":"2018-03-10T16:15:46","date_gmt":"2018-03-10T19:15:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=1924"},"modified":"2022-02-22T09:46:36","modified_gmt":"2022-02-22T12:46:36","slug":"quem-sabe-faz-hora-nao-espera-acontecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/quem-sabe-faz-hora-nao-espera-acontecer\/","title":{"rendered":"Quem sabe faz a hora, n\u00e3o espera acontecer"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Magali Cabral<\/em><\/p>\n<p><em>Frente a eventos clim\u00e1ticos extremos e a demandas de clientes e investidores, setores produtivos\u00a0<a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/dicionario-dicas-de-videos-filmes-e-leituras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">hidrointensivos<\/a>\u00a0j\u00e1 passaram a incorporar an\u00e1lises sobre riscos e incertezas em seus planejamentos estrat\u00e9gicos. Saiba como<\/em><\/p>\n<p>Assim como a pr\u00f3pria vida, qualquer atividade produtiva depende da disponibilidade de uma certa quantidade permanente de \u00e1gua e de qualidade para seguir adiante. H\u00e1 muitos sinais de que o futuro da oferta de recursos h\u00eddricos est\u00e1 pendendo mais para o lado da escassez do que para o da fartura, mas, em face das incertezas do que pode acontecer, h\u00e1 uma tend\u00eancia \u00e0 ina\u00e7\u00e3o. Se prevalecer o pior cen\u00e1rio, muitas empresas n\u00e3o ter\u00e3o tempo nem recursos suficientes para se adaptar a uma nova realidade. Por essas e outras quest\u00f5es, como eventos extremos recentes e demandas externas de clientes e investidores, setores hidrointensivos j\u00e1 come\u00e7aram a incorporar an\u00e1lises sobre riscos e incertezas em seus planejamentos estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<p>Das iniciativas do Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces) que re\u00fanem grupos empresariais, duas trabalham diretamente com a agenda de riscos e incertezas: adapta\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os ecossist\u00eamicos\u00a0<em>(saiba mais sobre as duas tem\u00e1ticas nas edi\u00e7\u00f5es\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/adaptacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>P22_ON Adapta\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em>\u00a0e\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/servicos-ecossistemicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>P22_ON Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos<\/em><\/a><em>).\u00a0<\/em>Come\u00e7ando pelos riscos, as empresas costumam categoriz\u00e1-los em quatro grandes grupos: o f\u00edsico, o reputacional, o financeiro e o regulat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A disponibilidade h\u00eddrica pode ser categorizada como um risco f\u00edsico relacionado a problemas de quantidade e de qualidade. Sua origem pode decorrer de m\u00e1s pr\u00e1ticas ou estar diretamente relacionada \u00e0 disponibilidade h\u00eddrica local, ou ambos. O risco f\u00edsico tamb\u00e9m pode se desdobrar em risco regulat\u00f3rio, risco reputacional ou risco financeiro. O primeiro trata de potencial mudan\u00e7a de pre\u00e7os, disponibilidade de suprimentos, direitos, padr\u00f5es e licen\u00e7as de opera\u00e7\u00e3o de uma empresa particular ou de um setor.<\/p>\n<p>O reputacional, aquele que afeta a percep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico sobre uma marca, diz respeito \u00e0 m\u00e1 execu\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o do recurso em um grau que prejudique terceiros. O risco financeiro surge quando as demais categorias de risco afetam economicamente as atividades da empresa, seja reduzindo o seu acesso a financiamentos, impondo novos custos (por exemplo, a cobran\u00e7a pelo uso da \u00e1gua, principalmente entre empresas com uso intensivo), seja baixando a sua receita pela queda nas vendas de seus produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>Como mapear as incertezas<\/strong><\/p>\n<p>Para come\u00e7ar a entender as incertezas \u00e9 preciso imaginar os riscos dispostos em uma linha do tempo. Em um primeiro momento, um determinado risco \u00e9 percebido porque j\u00e1 aconteceu algum evento de grande impacto. Por exemplo, o risco de uma empresa que trabalha nas Bacias PCJ, em S\u00e3o Paulo, que tem um hist\u00f3rico de escassez, entra no radar dos gestores porque j\u00e1 houve um grande estresse h\u00eddrico anterior. Depois vem o risco posto na linha do tempo presente, ou seja, quando o problema j\u00e1 est\u00e1 impactando os neg\u00f3cios, e a empresa precisa correr para, ao mesmo tempo, lidar com uma resposta de emerg\u00eancia, e escolher um caminho a seguir: o de um cen\u00e1rio mais pessimista, o mais otimista ou a coluna do meio?<\/p>\n<p>Seguindo nessa linha do tempo at\u00e9 um futuro de mais longo prazo, o processo de tomada de decis\u00e3o vai ficando mais dif\u00edcil. \u00c9 necess\u00e1rio antecipar riscos que ainda n\u00e3o existem. Neste ponto entra um grande n\u00edvel de incerteza, porque todos os cen\u00e1rios s\u00e3o s\u00f3 proje\u00e7\u00f5es e o que vai acontecer de fato ningu\u00e9m sabe. Para empresas ou \u00f3rg\u00e3o p\u00fablicos, o ideal \u00e9 estar preparado para o pior. Mas isso requer investimentos e esse custo precisa ser considerado relativamente aos benef\u00edcios e, de novo, vem a incerteza.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 disponibilidade h\u00eddrica, conforme explica a coordenadora do programa Iniciativas Empresariais do FGVces, Mariana Xavier Nicoletti, s\u00e3o feitas pela Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA), com base em cen\u00e1rios de mudan\u00e7a do clima criados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e posteriormente conectados com a base de dados sobre as bacias hidrogr\u00e1ficas. Os cen\u00e1rios podem ser criados tanto para o planejamento da gest\u00e3o p\u00fablica dos recursos h\u00eddricos como para as empresas privadas.<\/p>\n<p>Em qualquer dos casos, quanto mais vari\u00e1veis v\u00e3o sendo inseridas nos cen\u00e1rios, e quanto maior o escopo geogr\u00e1fico, maior o grau de incerteza. Chega a um ponto de um determinado cen\u00e1rio prever que vai chover pouco em uma determinada bacia e um segundo cen\u00e1rio dizer que vai chover muito. \u201cS\u00e3o camadas de incertezas que v\u00e3o se acumulando\u201d, resume Nicoletti.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de admirar que, diante de tanta incerteza, muitos gestores acabem n\u00e3o fazendo nada.<\/p>\n<p><strong><em>No-regret<\/em><\/strong><strong>\u00a0e ganha-ganha<\/strong><\/p>\n<p>Nessas situa\u00e7\u00f5es existem duas op\u00e7\u00f5es para fazer a agenda \u201candar\u201d dentro das empresas ou das institui\u00e7\u00f5es. A primeira \u00e9 a do\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/dicionario-dicas-de-videos-filmes-e-leituras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no-regret<\/a><\/em>\u00a0(n\u00e3o arrependimento), ou seja, associar outros benef\u00edcios aos investimentos de minimiza\u00e7\u00e3o de impacto em uma eventual situa\u00e7\u00e3o de estresse h\u00eddrico pode ajudar na tomada de decis\u00e3o. Mesmo que o cen\u00e1rio n\u00e3o se confirme, haver\u00e1 outros benef\u00edcios associados. Por exemplo, os investimentos em <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/dicionario-dicas-de-videos-filmes-e-leituras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Adapta\u00e7\u00e3o baseada em Ecossistemas<\/a>, que preveem medidas relacionadas \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o de mata ciliar, beneficiam todo um territ\u00f3rio com \u00e1rea verde para passear, clima local mais ameno, presen\u00e7a de biodiversidade, al\u00e9m de aumentar o fluxo e a qualidade da \u00e1gua a longo prazo.<\/p>\n<p>A outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 a do ganha-ganha: independente de certezas e incertezas, a proposta \u00e9 mobilizar outros atores para investir conjuntamente e gerar ganhos para comunidades e para governos locais. As parcerias podem incorporar projetos com aspectos sociais, que geram cobenef\u00edcios relacionados a medidas de adapta\u00e7\u00e3o, ao tratamento de \u00e1gua, entre outros (<em>mais sobre adapta\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a><\/em>).<\/p>\n<p>No Brasil, ainda s\u00e3o poucas as iniciativas em medidas de n\u00e3o arrependimento e de ganha-ganha. \u201cA magnitude do impacto \u00e9 fundamental para levar uma empresa \u2013 ou um governo, por exemplo \u2013 a fazer essa an\u00e1lise de materialidade\u201d, afirma Nicoletti. \u201cA maior parte delas investe para mitigar impactos que j\u00e1 ocorreram ou que est\u00e3o para acontecer em no m\u00e1ximo 10 anos. E, quando a gente fala de cen\u00e1rios clim\u00e1ticos associados \u00e0 escassez h\u00eddrica, est\u00e1 falando de 40 anos \u00e0 frente, pelo menos\u201d, complementa.<\/p>\n<p>A Tend\u00eancias em Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos (TeSE), iniciativa lan\u00e7ada em 2013 para apoiar o setor empresarial na incorpora\u00e7\u00e3o do capital natural na tomada de decis\u00e3o, re\u00fane um grupo de empresas liderado pelo FGVces que, entre outras coisas, ajudam a trabalhar com incertezas.<\/p>\n<p>Entre as ferramentas oferecidas est\u00e1 a valora\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, que procura tangibilizar em indicadores monet\u00e1rios as depend\u00eancias e impactos das empresas nos ecossistemas, entre eles a provis\u00e3o e a qualidade de \u00e1gua (<em>saiba mais no quadro abaixo<\/em>). Saber o quanto custa o impacto da escassez h\u00eddrica para a empresa ou para um territ\u00f3rio contribui para avaliar o quanto os investimentos em medidas de redu\u00e7\u00e3o de risco, adapta\u00e7\u00e3o,\u00a0<em>win-win<\/em>\u00a0(ganha-ganha) e\u00a0<em>no-regret\u00a0<\/em>valem a pena.<\/p>\n<p>Nesse trabalho, as categorias de risco s\u00e3o divididas em tr\u00eas abordagens mais conceituais, conforme explica a pesquisadora Thais Moreno: \u201cH\u00e1 os riscos que eu sei que sei [<em>s\u00e3o os riscos que a empresa, ou um setor p\u00fablico, j\u00e1 mapeou e p\u00f4s no radar<\/em>]; h\u00e1 os riscos que eu sei que n\u00e3o sei [<em>s\u00e3o aqueles em que os gestores sabem que est\u00e3o expostos mas ainda n\u00e3o conseguiram quantificar \u2013 por exemplo, no caso da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, a maioria sabe que est\u00e1 exposta mas ainda n\u00e3o det\u00e9m conhecimento cient\u00edfico suficiente, ou mesmo recurso financeiro, para trabalhar a quest\u00e3o internamente<\/em>]; e h\u00e1 o pior de todos, aquele que a empresa n\u00e3o sabe que n\u00e3o sabe.<\/p>\n<p>Esses que ainda n\u00e3o mapearam o seu pr\u00f3prio risco h\u00eddrico de m\u00e9dio e de longo prazo \u2013 ou o de sua cadeia de valor, em que os riscos s\u00e3o mais desafiadores por estarem pulverizados \u2013 podem ser surpreendidos por um grande impacto, por exemplo se tiverem liga\u00e7\u00e3o com o setor agr\u00edcola, o maior usu\u00e1rio e consumidor de recursos h\u00eddricos do Pa\u00eds, e o setor energ\u00e9tico (<em>saiba mais sobre a conex\u00e3o entre \u00e1gua, energia e alimento <strong><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/conectando-os-pontos-agua-como-fio-condutor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a><\/strong><\/em>). Uma ocorr\u00eancia muito comum \u00e9 a de gestores acharem que estresse h\u00eddrico \u00e9 um problema apenas de pol\u00edtica p\u00fablica. Outra tend\u00eancia \u00e9 analisar apenas o hist\u00f3rico das bacias onde operam e, se o passado revelar abund\u00e2ncia h\u00eddrica, achar que n\u00e3o h\u00e1 com o que se preocupar.<\/p>\n<p><strong>O olhar no retrovisor<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisadora Layla Lambiasi, do programa Pol\u00edtica e Economia Ambiental (PEA), do FGVces, exp\u00f5e que sistemas de infraestrutura, como os de energia e recursos h\u00eddricos, s\u00e3o geralmente dimensionados a partir de s\u00e9ries de dados hist\u00f3ricos: \u201cPor evidenciarem o passado, sempre se sup\u00f4s revelarem o futuro e, nesse sentido, quando projetadas, n\u00e3o consideraram um desenrolar no horizonte do tempo que implicasse situa\u00e7\u00f5es divergentes das historicamente observadas.\u201d<\/p>\n<p>Acontece que a incerteza, como argumentam alguns estudiosos, \u00e9 intr\u00ednseca ao ambiente natural e \u00e0 ci\u00eancia, e sempre estar\u00e1 presente como um de seus componentes basilares, principalmente no contexto recente da mudan\u00e7a do clima. Sendo assim, os pesquisadores creem que se centrar apenas em redu\u00e7\u00e3o da incerteza \u00e9 contraprodutivo. \u00c9 necess\u00e1rio praticar a gest\u00e3o da incerteza.<\/p>\n<p>Uma estrat\u00e9gia consiste em considerar diversas hip\u00f3teses do que pode vir a acontecer e arquitetar um plano que prevale\u00e7a em todas elas, e este ser\u00e1 o menos vulner\u00e1vel. \u201cA partir deste ponto \u2013 afirma Lambiasi \u2013, n\u00e3o importa tanto o que vai acontecer. Importa que temos ali um intervalo de futuros poss\u00edveis e, dentro dele, estaremos preparados para diferentes acontecimentos em potencial\u201d, conclui.<\/p>\n<blockquote><p><strong>FERRAMENTAS DE GEST\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em>Por Am\u00e1lia Safatle<\/em><\/p>\n<p>Iniciativas v\u00eam sendo criadas para ajudar as organiza\u00e7\u00f5es a lidar com os riscos e as incertezas h\u00eddricas. Conhe\u00e7a algumas das ferramentas dispon\u00edveis:<\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o de Ciclo de Vida (ACV)<\/strong>\u00a0\u2013 destinada a medir poss\u00edveis impactos ambientais resultantes da fabrica\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de determinado produto (bem ou servi\u00e7o). A abordagem sist\u00eamica da ACV \u00e9 traduzida no jarg\u00e3o \u201cdo ber\u00e7o ao t\u00famulo\u201d, isso porque a abordagem envolve o levantamento de dados de cada fase do ciclo de vida do produto: desde a extra\u00e7\u00e3o das mat\u00e9rias-primas, passando pela produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 o consumo e a disposi\u00e7\u00e3o final. Contempla tamb\u00e9m reciclagem e re\u00faso, quando for o caso. A iniciativa\u00a0<a href=\"http:\/\/www.gvces.com.br\/civia-realiza-capacitacao-em-pegada-hidrica-para-empresas?locale=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ciclo de Vida Aplicado (CiViA)<\/a>, do FGVces, capacita empresas sobre\u00a0<a href=\"http:\/\/www.gvces.com.br\/pegada-hidrica\/?locale=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pegada h\u00eddrica<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cdp.net\/en\/companies-discloser\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CDP Water Disclosure Project<\/a>\u00a0\u2013 tem por objetivo coletar e disseminar informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 governan\u00e7a da \u00e1gua, a dados operacionais dos usos da \u00e1gua e a riscos h\u00eddricos em opera\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e na cadeia de suprimentos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ceowatermandate.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CEO Water Mandate<\/a>\u00a0\u2013 lan\u00e7ada pelo Pacto Global, a iniciativa busca mobilizar l\u00edderes empresariais para lidar com desafios globais por meio da gest\u00e3o corporativa da \u00e1gua (<em>water stewardship<\/em>), em parceria com as Na\u00e7\u00f5es Unidas, governos, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e outras partes interessadas.\u00a0<a href=\"https:\/\/ceowatermandate.org\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Webinar_Water_Risk_in_Brazil_and_Stewardship_as_a_Response_Portuguese.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aqui<\/a>, um material voltado para o Brasil.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ceres.org\/roadmap\/tool-ceres-aqua-gauge\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ceres Aqua Gauge<\/a>\u00a0\u2013 criada para auxiliar os investidores em a\u00e7\u00f5es a interpretar e avaliar as informa\u00e7\u00f5es fornecidas pelas empresas a respeito da gest\u00e3o da \u00e1gua. Prop\u00f5e uma estrutura para orientar o engajamento e o di\u00e1logo entre investidores e empresas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/waterriskfilter.panda.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ferramenta de Risco H\u00eddrico<\/a>\u00a0\u2013 desenvolvida pelo WWF com apoio do KfW DEG, traz informa\u00e7\u00f5es e dados geoespacializados que permitem avaliar riscos h\u00eddricos e oferecem orienta\u00e7\u00f5es sobre como lidar com situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas.<\/p>\n<p><strong>Valora\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos<\/strong>\u00a0\u2013 possibilita a governos e empresas calcular um valor monet\u00e1rio de alguns servi\u00e7os ecossist\u00eamicos que d\u00e3o suporte \u00e0 vida, como a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua limpa. No \u00e2mbito da iniciativa Tend\u00eancias em Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos (TeSE), do FGVces, foi desenvolvida a ferramenta Diretrizes Empresariais para a Valora\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica de Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos (<a href=\"http:\/\/tendenciasemse.com.br\/devese-2-0?locale=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Devese<\/a>), que auxilia empresas na valora\u00e7\u00e3o de suas depend\u00eancias e impactos sobre o capital natural. Entre os oito servi\u00e7os ecossist\u00eamicos abordados pela ferramenta est\u00e3o provis\u00e3o de \u00e1gua, regula\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua e regula\u00e7\u00e3o da assimila\u00e7\u00e3o de efluentes l\u00edquidos.<\/p><\/blockquote>\n<p>[:en][RISCOS E INCERTEZAS]<\/p>\n<p><em>Por Magali Cabral<\/em><\/p>\n<p>Assim como a pr\u00f3pria vida, qualquer atividade produtiva depende da disponibilidade de uma certa quantidade permanente de \u00e1gua e de qualidade para seguir adiante. H\u00e1 muitos sinais de que o futuro da oferta de recursos h\u00eddricos est\u00e1 pendendo mais para o lado da escassez do que para o da fartura, mas, em face das incertezas do que pode acontecer, h\u00e1 uma tend\u00eancia \u00e0 ina\u00e7\u00e3o. Se prevalecer o pior cen\u00e1rio, muitas empresas n\u00e3o ter\u00e3o tempo nem recursos suficientes para se adaptar a uma nova realidade. Por essas e outras quest\u00f5es, como eventos extremos recentes e demandas externas de clientes e investidores, setores hidrointensivos j\u00e1 come\u00e7aram a incorporar an\u00e1lises sobre riscos e incertezas em seus planejamentos estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<p>Das iniciativas do Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces) que re\u00fanem grupos empresariais, duas trabalham diretamente com a agenda de riscos e incertezas: adapta\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os ecossist\u00eamicos <em>(saiba mais sobre as duas tem\u00e1ticas nas edi\u00e7\u00f5es <\/em><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/adaptacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>P22_ON Adapta\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em> e <\/em><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/servicos-ecossistemicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>P22_ON Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos<\/em><\/a><em>). <\/em>Come\u00e7ando pelos riscos, as empresas costumam categoriz\u00e1-los em quatro grandes grupos: o f\u00edsico, o reputacional, o financeiro e o regulat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A disponibilidade h\u00eddrica pode ser categorizada como um risco f\u00edsico relacionado a problemas de quantidade e de qualidade. Sua origem pode decorrer de m\u00e1s pr\u00e1ticas ou estar diretamente relacionada \u00e0 disponibilidade h\u00eddrica local, ou ambos. O risco f\u00edsico tamb\u00e9m pode se desdobrar em risco regulat\u00f3rio, risco reputacional ou risco financeiro. O primeiro trata de potencial mudan\u00e7a de pre\u00e7os, disponibilidade de suprimentos, direitos, padr\u00f5es e licen\u00e7as de opera\u00e7\u00e3o de uma empresa particular ou de um setor.<\/p>\n<p>O reputacional, aquele que afeta a percep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico sobre uma marca, diz respeito \u00e0 m\u00e1 execu\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o do recurso em um grau que prejudique terceiros. O risco financeiro surge quando as demais categorias de risco afetam economicamente as atividades da empresa, seja reduzindo o seu acesso a financiamentos, impondo novos custos (por exemplo, a cobran\u00e7a pelo uso da \u00e1gua, principalmente entre empresas com uso intensivo), seja baixando a sua receita pela queda nas vendas de seus produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>Como mapear as incertezas<\/strong><\/p>\n<p>Para come\u00e7ar a entender as incertezas \u00e9 preciso imaginar os riscos dispostos em uma linha do tempo. Em um primeiro momento, um determinado risco \u00e9 percebido porque j\u00e1 aconteceu algum evento de grande impacto. Por exemplo, o risco de uma empresa que trabalha nas Bacias PCJ, em S\u00e3o Paulo, que tem um hist\u00f3rico de escassez, entra no radar dos gestores porque j\u00e1 houve um grande estresse h\u00eddrico anterior. Depois vem o risco posto na linha do tempo presente, ou seja, quando o problema j\u00e1 est\u00e1 impactando os neg\u00f3cios, e a empresa precisa correr para, ao mesmo tempo, lidar com uma resposta de emerg\u00eancia, e escolher um caminho a seguir: o de um cen\u00e1rio mais pessimista, o mais otimista ou a coluna do meio?<\/p>\n<p>Seguindo nessa linha do tempo at\u00e9 um futuro de mais longo prazo, o processo de tomada de decis\u00e3o vai ficando mais dif\u00edcil. \u00c9 necess\u00e1rio antecipar riscos que ainda n\u00e3o existem. Neste ponto entra um grande n\u00edvel de incerteza, porque todos os cen\u00e1rios s\u00e3o s\u00f3 proje\u00e7\u00f5es e o que vai acontecer de fato ningu\u00e9m sabe. Para empresas ou \u00f3rg\u00e3o p\u00fablicos, o ideal \u00e9 estar preparado para o pior. Mas isso requer investimentos e esse custo precisa ser considerado relativamente aos benef\u00edcios e, de novo, vem a incerteza.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 disponibilidade h\u00eddrica, conforme explica a coordenadora do programa Iniciativas Empresariais do FGVces, Mariana Xavier Nicoletti, s\u00e3o feitas pela Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA), com base em cen\u00e1rios de mudan\u00e7a do clima criados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e posteriormente conectados com a base de dados sobre as bacias hidrogr\u00e1ficas. Os cen\u00e1rios podem ser criados tanto para o planejamento da gest\u00e3o p\u00fablica dos recursos h\u00eddricos como para as empresas privadas.<\/p>\n<p>Em qualquer dos casos, quanto mais vari\u00e1veis v\u00e3o sendo inseridas nos cen\u00e1rios, e quanto maior o escopo geogr\u00e1fico, maior o grau de incerteza. Chega a um ponto de um determinado cen\u00e1rio prever que vai chover pouco em uma determinada bacia e um segundo cen\u00e1rio dizer que vai chover muito. \u201cS\u00e3o camadas de incertezas que v\u00e3o se acumulando\u201d, resume Nicoletti.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de admirar que, diante de tanta incerteza, muitos gestores acabem n\u00e3o fazendo nada.<\/p>\n<p><strong><em>No-regret<\/em><\/strong><strong> e ganha-ganha<\/strong><\/p>\n<p>Nessas situa\u00e7\u00f5es existem duas op\u00e7\u00f5es para fazer a agenda \u201candar\u201d dentro das empresas ou das institui\u00e7\u00f5es. A primeira \u00e9 a do <em>no-regret<\/em> (n\u00e3o arrependimento), ou seja, associar outros benef\u00edcios aos investimentos de minimiza\u00e7\u00e3o de impacto em uma eventual situa\u00e7\u00e3o de estresse h\u00eddrico pode ajudar na tomada de decis\u00e3o. Mesmo que o cen\u00e1rio n\u00e3o se confirme, haver\u00e1 outros benef\u00edcios associados. Por exemplo, os investimentos em Adapta\u00e7\u00e3o baseada em Ecossistemas, que preveem medidas relacionadas \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o de mata ciliar, beneficiam todo um territ\u00f3rio com \u00e1rea verde para passear, clima local mais ameno, presen\u00e7a de biodiversidade, al\u00e9m de aumentar o fluxo e a qualidade da \u00e1gua a longo prazo.<\/p>\n<p>A outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 a do ganha-ganha: independente de certezas e incertezas, a proposta \u00e9 mobilizar outros atores para investir conjuntamente e gerar ganhos para comunidades e para governos locais. As parcerias podem incorporar projetos com aspectos sociais, que geram cobenef\u00edcios relacionados a medidas de adapta\u00e7\u00e3o, ao tratamento de \u00e1gua, entre outros (<em>mais sobre adapta\u00e7\u00e3o aqui<\/em>). linkar com texto sobre Adapta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>No Brasil, ainda s\u00e3o poucas as iniciativas em medidas de n\u00e3o arrependimento e de ganha-ganha. \u201cA magnitude do impacto \u00e9 fundamental para levar uma empresa \u2013 ou um governo, por exemplo \u2013 a fazer essa an\u00e1lise de materialidade\u201d, afirma Nicoletti. \u201cA maior parte delas investe para mitigar impactos que j\u00e1 ocorreram ou que est\u00e3o para acontecer em no m\u00e1ximo 10 anos. E, quando a gente fala de cen\u00e1rios clim\u00e1ticos associados \u00e0 escassez h\u00eddrica, est\u00e1 falando de 40 anos \u00e0 frente, pelo menos\u201d, complementa.<\/p>\n<p>A Tend\u00eancias em Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos (TeSE), iniciativa lan\u00e7ada em 2013 para apoiar o setor empresarial na incorpora\u00e7\u00e3o do capital natural na tomada de decis\u00e3o, re\u00fane um grupo de empresas liderado pelo FGVces que, entre outras coisas, ajudam a trabalhar com incertezas.<\/p>\n<p>Entre as ferramentas oferecidas est\u00e1 a valora\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, que procura tangibilizar em indicadores monet\u00e1rios as depend\u00eancias e impactos das empresas nos ecossistemas, entre eles a provis\u00e3o e a qualidade de \u00e1gua (<em>saiba mais no quadro abaixo<\/em>). Saber o quanto custa o impacto da escassez h\u00eddrica para a empresa ou para um territ\u00f3rio contribui para avaliar o quanto os investimentos em medidas de redu\u00e7\u00e3o de risco, adapta\u00e7\u00e3o, <em>win-win<\/em> (ganha-ganha) e <em>no-regret <\/em>valem a pena.<\/p>\n<p>Nesse trabalho, as categorias de risco s\u00e3o divididas em tr\u00eas abordagens mais conceituais, conforme explica a pesquisadora Thais Moreno: \u201cH\u00e1 os riscos que eu sei que sei [<em>s\u00e3o os riscos que a empresa, ou um setor p\u00fablico, j\u00e1 mapeou e p\u00f4s no radar<\/em>]; h\u00e1 os riscos que eu sei que n\u00e3o sei [<em>s\u00e3o aqueles em que os gestores sabem que est\u00e3o expostos mas ainda n\u00e3o conseguiram quantificar \u2013 por exemplo, no caso da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, a maioria que est\u00e1 exposta mas ainda n\u00e3o det\u00e9m conhecimento cient\u00edfico suficiente, ou mesmo recurso financeiro, para trabalhar a quest\u00e3o internamente<\/em>]; e h\u00e1 o pior de todos, aquele que a empresa n\u00e3o sabe que n\u00e3o sabe.<\/p>\n<p>Esses que ainda n\u00e3o mapearam o seu pr\u00f3prio risco h\u00eddrico de m\u00e9dio e de longo prazo \u2013 ou o de sua cadeia de valor, em que os riscos s\u00e3o mais desafiadores por estarem pulverizados \u2013 podem ser surpreendidos por um grande impacto, por exemplo se tiverem liga\u00e7\u00e3o com o setor agr\u00edcola, o maior usu\u00e1rio e consumidor de recursos h\u00eddricos do Pa\u00eds, e o setor energ\u00e9tico (<em>saiba mais sobre a conex\u00e3o entre \u00e1gua, energia e alimento aqui \u2013 linkar com Contexto<\/em>). Uma ocorr\u00eancia muito comum \u00e9 a de gestores acharem que estresse h\u00eddrico \u00e9 um problema apenas de pol\u00edtica p\u00fablica. Outra tend\u00eancia \u00e9 analisar apenas o hist\u00f3rico das bacias onde operam e, se o passado revelar abund\u00e2ncia h\u00eddrica, achar que n\u00e3o h\u00e1 com o que se preocupar.<\/p>\n<p><strong>O olhar no retrovisor<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisadora Layla Lambiasi, do programa Pol\u00edtica e Economia Ambiental (PEA), do FGVces, exp\u00f5e que sistemas de infraestrutura, como os de energia e recursos h\u00eddricos, s\u00e3o geralmente dimensionados a partir de s\u00e9ries de dados hist\u00f3ricos: \u201cPor evidenciarem o passado, sempre se sup\u00f4s revelarem o futuro e, nesse sentido, quando projetadas, n\u00e3o consideraram um desenrolar no horizonte do tempo que implicasse situa\u00e7\u00f5es divergentes das historicamente observadas.\u201d<\/p>\n<p>Acontece que a incerteza, como argumentam alguns estudiosos, \u00e9 intr\u00ednseca ao ambiente natural e \u00e0 ci\u00eancia, e sempre estar\u00e1 presente como um de seus componentes basilares, principalmente no contexto recente da mudan\u00e7a do clima. Sendo assim, os pesquisadores creem que centrar-se apenas em redu\u00e7\u00e3o da incerteza \u00e9 contraprodutivo. \u00c9 necess\u00e1rio praticar a gest\u00e3o da incerteza.<\/p>\n<p>Uma estrat\u00e9gia consiste em considerar diversas hip\u00f3teses do que pode vir a acontecer e arquitetar um plano que prevale\u00e7a em todas elas, e este ser\u00e1 o menos vulner\u00e1vel. \u201cA partir deste ponto \u2013 afirma Lambiasi \u2013, n\u00e3o importa tanto o que vai acontecer. Importa que temos ali um intervalo de futuros poss\u00edveis e, dentro dele, estaremos preparados para diferentes acontecimentos em potencial\u201d, conclui.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Ferramentas de gest\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><em>Por Am\u00e1lia Safatle<\/em><\/p>\n<p>Iniciativas v\u00eam sendo criadas para ajudar as organiza\u00e7\u00f5es a lidar com os riscos e as incertezas h\u00eddricas. Conhe\u00e7a algumas das ferramentas dispon\u00edveis:<\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o de Ciclo de Vida (ACV)<\/strong> \u2013 destinada a medir poss\u00edveis impactos ambientais resultantes da fabrica\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de determinado produto (bem ou servi\u00e7o). A abordagem sist\u00eamica da ACV \u00e9 traduzida no jarg\u00e3o \u201cdo ber\u00e7o ao t\u00famulo\u201d, isso porque a abordagem envolve o levantamento de dados de cada fase do ciclo de vida do produto: desde a extra\u00e7\u00e3o das mat\u00e9rias-primas, passando pela produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 o consumo e a disposi\u00e7\u00e3o final. Contempla tamb\u00e9m reciclagem e re\u00faso, quando for o caso. A iniciativa <a href=\"http:\/\/www.gvces.com.br\/civia-realiza-capacitacao-em-pegada-hidrica-para-empresas?locale=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ciclo de Vida Aplicado (CiViA)<\/a>, do FGVces, capacita empresas sobre <a href=\"http:\/\/www.gvces.com.br\/pegada-hidrica\/?locale=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pegada h\u00eddrica<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cdp.net\/en\/companies-discloser\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CDP Water Disclosure Project<\/a> \u2013 tem por objetivo coletar e disseminar informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 governan\u00e7a da \u00e1gua, a dados operacionais dos usos da \u00e1gua e a riscos h\u00eddricos em opera\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e na cadeia de suprimentos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ceowatermandate.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CEO Water Mandate<\/a> \u2013 lan\u00e7ada pelo Pacto Global, a iniciativa busca mobilizar l\u00edderes empresariais para lidar com desafios globais por meio da gest\u00e3o corporativa da \u00e1gua (<em>water stewardship<\/em>), em parceria com as Na\u00e7\u00f5es Unidas, governos, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e outras partes interessadas. <a href=\"https:\/\/ceowatermandate.org\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Webinar_Water_Risk_in_Brazil_and_Stewardship_as_a_Response_Portuguese.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aqui<\/a>, um material voltado para o Brasil.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ceres.org\/roadmap\/tool-ceres-aqua-gauge\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ceres Aqua Gauge<\/a> \u2013 criada para auxiliar os investidores em a\u00e7\u00f5es a interpretar e avaliar as informa\u00e7\u00f5es fornecidas pelas empresas a respeito da gest\u00e3o da \u00e1gua. Prop\u00f5e uma estrutura para orientar o engajamento e o di\u00e1logo entre investidores e empresas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/waterriskfilter.panda.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ferramenta de Risco H\u00eddrico<\/a> \u2013 desenvolvida pelo WWF com apoio do KfW DEG, traz informa\u00e7\u00f5es e dados geoespacializados que permitem avaliar riscos h\u00eddricos e oferecem orienta\u00e7\u00f5es sobre como lidar com situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas.<\/p>\n<p><strong>Valora\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos<\/strong> \u2013 possibilita a governos e empresas calcular um valor monet\u00e1rio de alguns servi\u00e7os ecossist\u00eamicos que d\u00e3o suporte \u00e0 vida, como a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua limpa. No \u00e2mbito da iniciativa Tend\u00eancias em Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos (TeSE), do FGVces, foi desenvolvida a ferramenta Diretrizes Empresariais para a Valora\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica de Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos (<a href=\"http:\/\/tendenciasemse.com.br\/devese-2-0?locale=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Devese<\/a>), que auxilia empresas na valora\u00e7\u00e3o de suas depend\u00eancias e impactos sobre o capital natural. Entre os oito servi\u00e7os ecossist\u00eamicos abordados pela ferramenta est\u00e3o provis\u00e3o de \u00e1gua, regula\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua e regula\u00e7\u00e3o da assimila\u00e7\u00e3o de efluentes l\u00edquidos.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Magali Cabral Frente a eventos clim\u00e1ticos extremos e a demandas de clientes e investidores, setores produtivos\u00a0hidrointensivos\u00a0j\u00e1 passaram a incorporar an\u00e1lises sobre riscos e incertezas em seus planejamentos estrat\u00e9gicos. Saiba como Assim como a pr\u00f3pria vida, qualquer atividade produtiva depende da disponibilidade de uma certa quantidade permanente de \u00e1gua e de qualidade para seguir adiante. 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