{"id":1932,"date":"2018-03-10T15:55:01","date_gmt":"2018-03-10T18:55:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=1932"},"modified":"2022-02-22T09:47:36","modified_gmt":"2022-02-22T12:47:36","slug":"nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/","title":{"rendered":"N\u00e3o agir sai mais caro que planejar na incerteza"},"content":{"rendered":"<p><em>Por C\u00edntya Feitosa<\/em><\/p>\n<p><em>Informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica n\u00e3o falta para embasar a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a do clima. O problema \u00e9 traduzir o \u201ccientifiqu\u00eas\u201d para a l\u00edngua dos tomadores de decis\u00e3o, que precisam entender os riscos para a sociedade e para a economia<\/em><\/p>\n<p>Um dos fatores de maior sensibilidade quando se fala em mudan\u00e7a global do clima \u00e9 a gest\u00e3o e disponibilidade de recursos h\u00eddricos, n\u00e3o s\u00f3 em quantidade, mas em qualidade. Os cen\u00e1rios com base em modelos clim\u00e1ticos sobre o que pode acontecer daqui para a frente v\u00e3o desde escassez severa a aumento do risco de inunda\u00e7\u00f5es, deixando os gestores p\u00fablicos e os do setor privado em um mar de d\u00favidas ao se depararem com a necessidade de tomar decis\u00f5es para enfrentar a quest\u00e3o. E isso piora pelo fato de o problema parecer estar no futuro, mas as decis\u00f5es precisam ser tomadas desde j\u00e1.<\/p>\n<p>A dificuldade n\u00e3o se d\u00e1 necessariamente por falta de informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. O problema \u00e9 traduzir o \u201ccientifiqu\u00eas\u201d para a l\u00edngua dos tomadores de decis\u00e3o, que precisam entender os riscos associados \u00e0 mudan\u00e7a do clima para a sociedade e para a economia a fim de embasar o planejamento. Mesmo que o acordo global sobre o clima celebrado em 2015 seja cumprido milimetricamente (<em>saiba mais na <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/carbono\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">edi\u00e7\u00e3o de P22_ON sobre gest\u00e3o de emiss\u00f5es<\/a><\/em>)<em>\u00a0<\/em>e at\u00e9 se forem tomadas medidas adicionais, alguns efeitos do aumento da temperatura m\u00e9dia da Terra n\u00e3o poder\u00e3o mais ser evitados. Mas podem, sim, ser menos dr\u00e1sticos, conforme a ado\u00e7\u00e3o de medidas de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A gest\u00e3o da incerteza \u00e9 inerente ao planejamento relacionado \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o, uma vez que os cen\u00e1rios contemplam diversas possibilidades. E, como mencionado no <a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/clima\/adaptacao\/plano-nacional-de-adaptacao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plano Nacional de Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 Mudan\u00e7a do Clima (PNA)<\/a>, a \u00e1gua, por sua natureza, deve ser o primeiro meio pelo qual a mudan\u00e7a do clima ser\u00e1 percebida. Tamb\u00e9m por sua natureza, exige prepara\u00e7\u00e3o e planejamento. Como fazer?<\/p>\n<p>A \u201ctradu\u00e7\u00e3o\u201d das informa\u00e7\u00f5es \u00e9, por si s\u00f3, uma primeira medida de adapta\u00e7\u00e3o, levando ci\u00eancia e gest\u00e3o \u00e0 mesma sala para que medidas sejam de fato adotadas. Este \u00e9 o objetivo de plataforma rec\u00e9m-lan\u00e7ada no Brasil, a <a href=\"http:\/\/adaptaclima.mma.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">AdaptaClima<\/a>. \u00c9 como uma \u201crede social\u201d qualificada e especializada no tema, com informa\u00e7\u00f5es abertas a pesquisadores, sociedade civil e gestores p\u00fablicos ou do setor privado.<\/p>\n<p>A plataforma re\u00fane conte\u00fado de acordo com setores priorizados no PNA e tamb\u00e9m sobre temas apontados como relevantes por organiza\u00e7\u00f5es que participaram de sua constru\u00e7\u00e3o, conduzida pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces) da Escola de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV Eaesp). <a href=\"http:\/\/adaptaclima.mma.gov.br\/recursos-hidricos-no-contexto-da-mudanca-do-clima\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um deles \u00e9 a \u00e1gua<\/a>, que tem influ\u00eancia sobre todos os outros.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o do PNA \u00e9 que, ao planejar a infraestrutura h\u00eddrica e a aloca\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, antes de tudo \u00e9 preciso considerar que provavelmente padr\u00f5es hidrol\u00f3gicos do passado n\u00e3o se repetir\u00e3o. Isso pode exigir obras de grande porte, como barragens, reservat\u00f3rios, esta\u00e7\u00f5es de bombeamento, po\u00e7os&#8230; Em raz\u00e3o do alto custo das obras de, o planejamento deve estar alinhado a boas informa\u00e7\u00f5es sobre cen\u00e1rios clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>O plano sugere medidas a serem adotadas em rela\u00e7\u00e3o aos recursos h\u00eddricos em diferentes contextos. Boa parte delas j\u00e1 seria ben\u00e9fica mesmo em um cen\u00e1rio sem mudan\u00e7a do clima, como incremento de efici\u00eancia. S\u00e3o conhecidas como medidas <em><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/dicionario-dicas-de-videos-filmes-e-leituras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no-regret<\/a><\/em>, ou seja, em que n\u00e3o h\u00e1 perda de investimentos que provoque um arrependimento. As primeiras medidas a serem adotadas s\u00e3o as que apresentam essa caracter\u00edstica.<\/p>\n<p>Entre as recomenda\u00e7\u00f5es para a agricultura est\u00e3o a substitui\u00e7\u00e3o de tecnologias de irriga\u00e7\u00e3o por m\u00e9todos mais eficientes no uso da \u00e1gua e energia; a promo\u00e7\u00e3o da conserva\u00e7\u00e3o e o aumento da infiltra\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de recarga dos aqu\u00edferos; o aumento de investimento em medidas de conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais; est\u00edmulos a pr\u00e1ticas agr\u00edcolas que reduzem o uso de \u00e1gua e de sistemas agr\u00edcolas menos <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/dicionario-dicas-de-videos-filmes-e-leituras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">hidrointensivos<\/a>, por exemplo o <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/dicionario-dicas-de-videos-filmes-e-leituras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sistema agroflorestal<\/a>.<\/p>\n<p>Nas cidades as recomenda\u00e7\u00f5es v\u00e3o desde investimento em coleta e tratamento de esgoto e redu\u00e7\u00e3o de perdas, com racionaliza\u00e7\u00e3o do uso e monitoramento nos mananciais, at\u00e9 obras de grande porte. Uma outra sa\u00edda \u00e9 encontrar alternativas para conviver melhor com a variabilidade natural do clima, incluindo seus extremos. Um exemplo citado na AdaptaClima \u00e9 o conceito <em>Room for River<\/em> (espa\u00e7o para o rio), da Holanda, que leva em conta a variabilidade da vaz\u00e3o do rio e simplesmente deixa espa\u00e7o para que aconte\u00e7am as cheias, que devem passar a ser mais frequentes e maiores.<\/p>\n<p>Para energia, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o de usos m\u00faltiplos nos reservat\u00f3rios \u2013 atendendo com um mesmo reservat\u00f3rio, por exemplo, demandas de abastecimento, irriga\u00e7\u00e3o, energia e at\u00e9 de lazer. E, na ind\u00fastria, s\u00e3o medidas de efici\u00eancia, como investimento em tecnologias mais eficientes, al\u00e9m do est\u00edmulo ao uso racional e ao re\u00faso.<\/p>\n<p>Em geral, as medidas de adapta\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito associadas a programas desenvolvidos no \u00e2mbito do poder p\u00fablico, quando na verdade devem ser tamb\u00e9m uma preocupa\u00e7\u00e3o do setor privado, pelos riscos associados aos neg\u00f3cios. E s\u00e3o os mais variados: desde a impossibilidade de fornecimento de mat\u00e9ria-prima por perdas na cadeia de suprimentos, decorrentes de secas, por exemplo, at\u00e9 inunda\u00e7\u00f5es em pontos de venda.<\/p>\n<p>Assim como no setor p\u00fablico, o primeiro passo para os gestores de empresas \u00e9 analisar cen\u00e1rios e priorizar suas medidas de acordo com a efetividade e o custo de cada uma. Para isso, esta <a href=\"http:\/\/adaptacao.gvces.com.br\/#nav-setor\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ferramenta<\/a> desenvolvida pelo FGVces apresenta o passo a passo para o planejamento, al\u00e9m de quatro casos de aplica\u00e7\u00e3o em empresas de diferentes setores.<\/p>\n<p><strong>O custo da seca no Semi\u00e1rido Brasileiro<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2012\" aria-describedby=\"caption-attachment-2012\" style=\"width: 4608px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/7internaDanielTha.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2012\" src=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/7internaDanielTha.jpg\" alt=\"Foto: Daniel Tha\" width=\"4608\" height=\"3456\" srcset=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/7internaDanielTha.jpg 4608w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/7internaDanielTha-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/7internaDanielTha-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/7internaDanielTha-1440x1080.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 4608px) 100vw, 4608px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2012\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Daniel Tha<\/figcaption><\/figure>\n<p>No Brasil, algumas regi\u00f5es que historicamente j\u00e1 sofrem com a escassez podem ver sua situa\u00e7\u00e3o se agravar. \u00c9 o caso da Regi\u00e3o Nordeste, em especial do Semi\u00e1rido Brasileiro. A regi\u00e3o completou em 2017 seu sexto ano de seca \u2013 a mais longa da Hist\u00f3ria, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Desde 2012 n\u00e3o chovia em quantidade suficiente nos meses em que deveria haver chuva abundante. Se, no presente, os gestores j\u00e1 encontram dificuldades para planejar e executar a\u00e7\u00f5es que lidem com a variabilidade clim\u00e1tica natural, a incerteza \u00e9 ainda maior quando se trata de medidas de adapta\u00e7\u00e3o a cen\u00e1rios futuros agravados pela mudan\u00e7a global do clima.<\/p>\n<p>Contratado pela Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA), o FGVces realizou um <a href=\"http:\/\/www.gvces.com.br\/analise-custo-beneficio-de-medidas-de-adaptacao-a-mudanca-do-clima?locale=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo de avalia\u00e7\u00e3o de custo-benef\u00edcio<\/a> de medidas de adapta\u00e7\u00e3o na Bacia do Rio Pianc\u00f3-Piranhas-A\u00e7u, que compreende parte dos estados da Para\u00edba e do Rio Grande do Norte (<em>assista a <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/12\/videoaula-estudo-sobre-adaptacao-climatica-no-semiarido\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">videoaula aqui<\/a><\/em>). Os pesquisadores tamb\u00e9m calcularam o valor aproximado do custo da seca atual: cerca de R$ 3 bilh\u00f5es entre julho de 2012 e julho de 2017. De acordo com os novos dados do Inmet, a seca acabou e a previs\u00e3o para este ano \u00e9 de chuva acima da m\u00e9dia.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o \u00e9 uma das mais suscet\u00edveis aos riscos da altera\u00e7\u00e3o no clima, e, em condi\u00e7\u00f5es normais, j\u00e1 precisa enfrentar extremos de seca e chuva, embora os per\u00edodos de estiagem sejam muito mais frequentes. Analisando a s\u00e9rie hist\u00f3rica de vaz\u00f5es para a bacia, os eventos muito secos foram observados em 55% do tempo. Mais de 70% das modelagens analisadas apontam a tend\u00eancia de per\u00edodos secos ainda mais secos e mais frequentes. Os modelos s\u00e3o inconclusivos sobre cen\u00e1rios futuros com per\u00edodos muito chuvosos.<\/p>\n<p>Com o objetivo de analisar medidas para adapta\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o a esse prov\u00e1vel \u201cnovo normal\u201d, o estudo avalia, num rol de medidas j\u00e1 planejadas ou frequentemente consideradas no planejamento hidrol\u00f3gico e que fazem sentido no contexto da bacia, quais seriam as mais custo-ben\u00e9ficas, em um horizonte de 50 anos. Al\u00e9m disso, quantifica a poss\u00edvel perda econ\u00f4mica decorrente da seca.<\/p>\n<p>A pesquisa partiu da caracteriza\u00e7\u00e3o da bacia e do risco f\u00edsico ao qual est\u00e1 submetida, ou seja, cen\u00e1rios de distribui\u00e7\u00e3o e disponibilidade h\u00eddrica, tendo em vista altera\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es meteorol\u00f3gicos, estimando em seguida a magnitude da perda econ\u00f4mica esperada associada a esses cen\u00e1rios. Com essas informa\u00e7\u00f5es, foi poss\u00edvel analisar a resposta das medidas de adapta\u00e7\u00e3o em potencial e seu custo-benef\u00edcio.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise baseou-se em modelos clim\u00e1ticos que compreendem a vaz\u00e3o no passado e estimam a vaz\u00e3o futura da bacia mantendo os n\u00edveis hist\u00f3ricos e, tamb\u00e9m, agravados pela mudan\u00e7a do clima. Incluiu-se ainda um cen\u00e1rio que repete os padr\u00f5es de vaz\u00e3o historicamente observados na regi\u00e3o, sem levar em conta os efeitos da mudan\u00e7a global do clima. Mesmo nesse caso, improv\u00e1vel, j\u00e1 haveria perdas decorrentes de seca. O cen\u00e1rio extremo de seca chega a prever per\u00edodos de at\u00e9 sete anos consecutivos de escassez h\u00eddrica. Al\u00e9m da \u00f3bvia correla\u00e7\u00e3o com a disponibilidade de \u00e1gua na regi\u00e3o, os resultados econ\u00f4micos n\u00e3o s\u00e3o desprez\u00edveis: as perdas decorrentes da seca podem chegar a R$ 7,8 bilh\u00f5es em 50 anos.<\/p>\n<p>Nesse contexto, o estudo analisou 18 medidas (<em><a href=\"http:\/\/www.gvces.com.br\/analise-de-custo-beneficio-acb-de-medidas-de-adaptacao-as-mudancas-do-clima-no-semiarido-brasileiro\/?locale=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">neste link<\/a><\/em>, ver <em>Ap\u00eandice \u2013 Ficha de resultados de medidas de adapta\u00e7\u00e3o<\/em>), das quais 8 foram consideradas custo-ben\u00e9ficas, ou seja, apresentam benef\u00edcio associado, que corresponde \u00e0s perdas evitadas, maior que seu custo de implanta\u00e7\u00e3o. As oito est\u00e3o listadas abaixo, e as primeiras s\u00e3o as que t\u00eam a melhor rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio: em ordem decrescente de custo-benef\u00edcio associado:<\/p>\n<ul>\n<li>Projeto de Integra\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco (PISF): o projeto, que envolve a transposi\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Francisco, tem como objetivo final o aporte de vaz\u00e3o para cobrir d\u00e9ficits h\u00eddricos de todos os usu\u00e1rios da bacia.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Constru\u00e7\u00e3o de barragens subterr\u00e2neas em lotes rurais: barramentos subterr\u00e2neos que elevam o n\u00edvel fre\u00e1tico, constituindo-se em reservat\u00f3rio que permite a retirada de \u00e1gua para diferentes usos rurais.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Perfura\u00e7\u00e3o de novos po\u00e7os nas regi\u00f5es de bacias sedimentares: perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os para atendimento de usos difusos no meio rural nas regi\u00f5es de bacias sedimentares.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Re\u00faso de efluentes na ind\u00fastria: implanta\u00e7\u00e3o em larga escala de esta\u00e7\u00f5es de tratamento de efluentes industriais compactas.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Barragem\u00a0de Oiticica e eixo de integra\u00e7\u00e3o: constru\u00e7\u00e3o de novo reservat\u00f3rio e implanta\u00e7\u00e3o de eixo de adutoras.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Simula\u00e7\u00e3o do manejo eficiente das t\u00e9cnicas de irriga\u00e7\u00e3o: o manejo eficiente da irriga\u00e7\u00e3o envolve aplicar somente a quantidade necess\u00e1ria de \u00e1gua por meio do uso de sensores.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Diferencia\u00e7\u00e3o da tarifa de \u00e1gua a partir de m\u00ednimo <em>per capita<\/em>: readequa\u00e7\u00e3o das tarifas praticadas, com a redu\u00e7\u00e3o da quantidade de consumo sujeita a tarifa m\u00ednima dos atuais 10m\u00b3\/m\u00eas para 5,26 m\u00b3\/m\u00eas.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Redu\u00e7\u00e3o de perdas na distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em \u00e1reas urbanas: redu\u00e7\u00e3o das perdas na rede at\u00e9 o atingimento de meta estabelecida no Plano Nacional de Saneamento B\u00e1sico para a Regi\u00e3o Nordeste (33% de perdas).<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Planejamento integrado: um quebra-cabe\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Uma nova fase avalia a associa\u00e7\u00e3o de medidas, uma vez que o planejamento se d\u00e1 de forma integrada. Para essa parte do estudo est\u00e3o agrupadas a\u00e7\u00f5es de infraestrutura, que consistem em grandes obras com alto potencial de impacto na redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit h\u00eddrico da bacia; as comumente recomendadas, quase sempre priorizadas no planejamento, tais como perfura\u00e7\u00e3o para explora\u00e7\u00e3o de \u00e1gua subterr\u00e2nea, constru\u00e7\u00e3o de reservat\u00f3rios de grande porte, redu\u00e7\u00e3o das perdas na rede urbana de distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e do desperd\u00edcio na irriga\u00e7\u00e3o; al\u00e9m das op\u00e7\u00f5es <em>no <\/em>e <em><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/dicionario-dicas-de-videos-filmes-e-leituras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">low-regret<\/a><\/em>, e tamb\u00e9m as de baixo custo, num contexto de capacidade de investimento limitada. Nesse caso, foram selecionadas aquelas que, dentro das op\u00e7\u00f5es <em>no<\/em> e <em>low-regret<\/em>, demandam baixo investimento, com objetivo bastante rural.<\/p>\n<p>\u00c9 um quebra-cabe\u00e7a: algumas das medidas avaliadas em arranjo, se adotadas isoladamente, n\u00e3o s\u00e3o custo-ben\u00e9ficas. Mas, associadas, podem levar \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de perdas, sobretudo porque beneficiam regi\u00f5es diferentes da bacia. Muitas delas miram tamb\u00e9m na efici\u00eancia da distribui\u00e7\u00e3o de recursos. Por exemplo, em infraestrutura, algumas decis\u00f5es j\u00e1 tomadas s\u00e3o custo-ben\u00e9ficas juntas, como o PISF e o a Barragem de Oiticica. O melhor arranjo de integra\u00e7\u00e3o com essas medidas seria incorporar tamb\u00e9m a\u00e7\u00f5es para redu\u00e7\u00e3o de perdas em tr\u00e2nsito atrav\u00e9s da adu\u00e7\u00e3o paralela aos leitos de rios.<\/p>\n<p>O arranjo nas a\u00e7\u00f5es comumente recomendadas seria a instala\u00e7\u00e3o de po\u00e7os, que se concentram nas \u00e1reas rurais e de forma\u00e7\u00e3o sedimentar da bacia, ao lado da Barragem de Oiticica, que atende \u00e0 regi\u00e3o do Serid\u00f3, com grandes d\u00e9ficits h\u00eddricos. A moderniza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas ineficientes e a ado\u00e7\u00e3o do manejo da irriga\u00e7\u00e3o, que representam o maior consumo de \u00e1gua na regi\u00e3o, permitiria aumentar a disponibilidade para os demais usu\u00e1rios. Por fim, a redu\u00e7\u00e3o de perdas na rede de distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua contribui para reduzir os altos \u00edndices de desperd\u00edcio nas zonas urbanas.<\/p>\n<p>As medidas <em>no-regret<\/em> tamb\u00e9m apresentam complementaridades entre si e resultados diferentes, dependendo do arranjo, aumentando a resili\u00eancia e a oferta de \u00e1gua. As recomenda\u00e7\u00f5es s\u00e3o robustas, ao prever at\u00e9 mudan\u00e7as de aloca\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos de um setor menos produtivo economicamente para um mais rent\u00e1vel, sem que implique perdas econ\u00f4micas. Tamb\u00e9m h\u00e1 arranjos em que, pelo aumento de disponibilidade por outras fontes, seria poss\u00edvel reduzir a exig\u00eancia de aporte do S\u00e3o Francisco \u2013 e ent\u00e3o essa medida tamb\u00e9m fica mais econ\u00f4mica, com redu\u00e7\u00e3o dos volumes de \u00e1gua bombeada.<\/p>\n<p>Em resumo, n\u00e3o h\u00e1 resposta simples. A gest\u00e3o das incertezas \u00e9 a chave para o planejamento, mas isso n\u00e3o significa adotar todo o pacote de medidas poss\u00edveis. \u00c9 preciso considerar a ci\u00eancia e analisar a viabilidade econ\u00f4mica e benef\u00edcios sociais entre as a\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. Uma coisa \u00e9 certa: o custo da ina\u00e7\u00e3o \u00e9 bem mais alto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por C\u00edntya Feitosa Informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica n\u00e3o falta para embasar a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a do clima. O problema \u00e9 traduzir o \u201ccientifiqu\u00eas\u201d para a l\u00edngua dos tomadores de decis\u00e3o, que precisam entender os riscos para a sociedade e para a economia Um dos fatores de maior sensibilidade quando se fala em mudan\u00e7a global do clima [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1963,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1804],"tags":[303,1748,601,1750,901,162,1734,1743,1747,1774,1751],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v21.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>N\u00e3o agir sai mais caro que planejar na incerteza<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Por C\u00edntya Feitosa Informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica n\u00e3o falta para embasar a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a do clima. O problema \u00e9 traduzir o \u201ccientifiqu\u00eas\u201d para a l\u00edngua dos tomadores de decis\u00e3o, que precisam entender os riscos para a sociedade e para a economia Um dos fatores de maior sensibilidade quando se fala em mudan\u00e7a global do clima&hellip;\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"N\u00e3o agir sai mais caro que planejar na incerteza\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por C\u00edntya Feitosa Informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica n\u00e3o falta para embasar a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a do clima. O problema \u00e9 traduzir o \u201ccientifiqu\u00eas\u201d para a l\u00edngua dos tomadores de decis\u00e3o, que precisam entender os riscos para a sociedade e para a economia Um dos fatores de maior sensibilidade quando se fala em mudan\u00e7a global do clima&hellip;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"P22_ON\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/p22on\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2018-03-10T18:55:01+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2022-02-22T12:47:36+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/richard-lee-437632-unsplash-680x1024.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"680\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"P\u00e1gina22\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@p22on\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@p22on\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"P\u00e1gina22\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"12 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/\",\"url\":\"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/\",\"name\":\"N\u00e3o agir sai mais caro que planejar na incerteza - P22_ON\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.p22on.com.br\/#website\"},\"datePublished\":\"2018-03-10T18:55:01+00:00\",\"dateModified\":\"2022-02-22T12:47:36+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/www.p22on.com.br\/#\/schema\/person\/7fc895a9bd2ec411fd1454b133e7b0da\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.p22on.com.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"N\u00e3o agir sai mais caro que planejar na incerteza\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.p22on.com.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.p22on.com.br\/\",\"name\":\"P22_ON\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.p22on.com.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.p22on.com.br\/#\/schema\/person\/7fc895a9bd2ec411fd1454b133e7b0da\",\"name\":\"P\u00e1gina22\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\/\/www.p22on.com.br\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/75bff9c570b228ec0455ff0788a3e2f4?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/75bff9c570b228ec0455ff0788a3e2f4?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"P\u00e1gina22\"},\"url\":\"https:\/\/www.p22on.com.br\/author\/pagina22\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"N\u00e3o agir sai mais caro que planejar na incerteza","description":"Por C\u00edntya Feitosa Informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica n\u00e3o falta para embasar a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a do clima. O problema \u00e9 traduzir o \u201ccientifiqu\u00eas\u201d para a l\u00edngua dos tomadores de decis\u00e3o, que precisam entender os riscos para a sociedade e para a economia Um dos fatores de maior sensibilidade quando se fala em mudan\u00e7a global do clima&hellip;","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/","og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"N\u00e3o agir sai mais caro que planejar na incerteza","og_description":"Por C\u00edntya Feitosa Informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica n\u00e3o falta para embasar a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a do clima. O problema \u00e9 traduzir o \u201ccientifiqu\u00eas\u201d para a l\u00edngua dos tomadores de decis\u00e3o, que precisam entender os riscos para a sociedade e para a economia Um dos fatores de maior sensibilidade quando se fala em mudan\u00e7a global do clima&hellip;","og_url":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/","og_site_name":"P22_ON","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/p22on","article_published_time":"2018-03-10T18:55:01+00:00","article_modified_time":"2022-02-22T12:47:36+00:00","og_image":[{"width":680,"height":1024,"url":"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/richard-lee-437632-unsplash-680x1024.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"P\u00e1gina22","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@p22on","twitter_site":"@p22on","twitter_misc":{"Written by":"P\u00e1gina22","Est. reading time":"12 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/","url":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/","name":"N\u00e3o agir sai mais caro que planejar na incerteza - P22_ON","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.p22on.com.br\/#website"},"datePublished":"2018-03-10T18:55:01+00:00","dateModified":"2022-02-22T12:47:36+00:00","author":{"@id":"https:\/\/www.p22on.com.br\/#\/schema\/person\/7fc895a9bd2ec411fd1454b133e7b0da"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/03\/10\/nao-agir-sai-mais-caro-que-planejar-na-incerteza\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.p22on.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"N\u00e3o agir sai mais caro que planejar na incerteza"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.p22on.com.br\/#website","url":"https:\/\/www.p22on.com.br\/","name":"P22_ON","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.p22on.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.p22on.com.br\/#\/schema\/person\/7fc895a9bd2ec411fd1454b133e7b0da","name":"P\u00e1gina22","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/www.p22on.com.br\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/75bff9c570b228ec0455ff0788a3e2f4?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/75bff9c570b228ec0455ff0788a3e2f4?s=96&d=mm&r=g","caption":"P\u00e1gina22"},"url":"https:\/\/www.p22on.com.br\/author\/pagina22\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1932"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1932"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1932\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3849,"href":"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1932\/revisions\/3849"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1963"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1932"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1932"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1932"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}