{"id":2114,"date":"2018-05-23T11:48:08","date_gmt":"2018-05-23T14:48:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=2114"},"modified":"2022-02-22T09:22:44","modified_gmt":"2022-02-22T12:22:44","slug":"por-que-o-desmatamento-deve-estar-no-radar-de-instituicoes-financeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/05\/23\/por-que-o-desmatamento-deve-estar-no-radar-de-instituicoes-financeiras\/","title":{"rendered":"Por que o desmatamento deve estar no radar de institui\u00e7\u00f5es financeiras"},"content":{"rendered":"<p><em>Em pouco tempo, as boas pr\u00e1ticas em monitoramento de desmatamento podem deixar de ser um diferencial positivo para marcas e exportadoras e passar a ser mandat\u00f3rias ou padr\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>Por C\u00edntya Feitosa<\/em><\/p>\n<p>Muito mais que uma quest\u00e3o ambiental, olhar para o desmatamento \u00e9 um assunto de economia e finan\u00e7as. Com o C\u00f3digo Florestal e os recentes compromissos envolvendo setor privado, sociedade civil e setor p\u00fablico, como a Morat\u00f3ria da Soja e a assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) por frigor\u00edficos com o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, entre outros, os financiadores precisam estar cada vez mais atentos aos riscos relacionados ao desmatamento.<\/p>\n<p>Isso porque, al\u00e9m das amea\u00e7as diretas, como perda de vegeta\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de biodiversidade e desequil\u00edbrio no acesso a recursos naturais, em especial \u00e0 \u00e1gua, o desmatamento representa riscos ao setor financeiro vinculados \u00e0s cadeias de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, seja por possibilidade de queda de produ\u00e7\u00e3o, seja por dificuldades de escoamento diante da n\u00e3o conformidade com crit\u00e9rios socioambientais mais robustos.<\/p>\n<p>Uma preocupa\u00e7\u00e3o adicional para o setor \u00e9 a tend\u00eancia observada no Brasil de responsabiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 do agente causador de dano ambiental, mas dos diferentes elos de cadeias produtivas, inclusive o agente financiador. \u00c9 o que se chama de <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/05\/23\/conheca-as-expressoes-usadas-nesta-edicao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">corresponsabilidade jur\u00eddica<\/a>. Exemplo recente \u00e9 a Opera\u00e7\u00e3o Shoyo, deflagrada em 2016 pelo Ibama e pelo MPF, que identificou plantio e comercializa\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os em \u00e1reas embargadas na Amaz\u00f4nia. Al\u00e9m dos produtores, pelo menos <a href=\"http:\/\/www.mpf.mp.br\/mt\/sala-de-imprensa\/noticias-mt\/mpf-mt-ingressa-com-acoes-civis-publicas-por-ilicitos-ambientais-e-requer-indenizacoes-no-valor-de-aproximadamente-r-12-milhoes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sete <em>tradings<\/em> e um banco foram responsabilizados<\/a> como benefici\u00e1rios das fraudes no controle de desmatamento (<em>saiba mais <\/em><a href=\"http:\/\/www.ibama.gov.br\/noticias\/58-2016\/395-ibama-e-mpf-responsabilizam-empresas-por-financiar-desmatamento-na-amazonia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>aqui<\/em><\/a>.)<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos riscos, o cumprimento do recente compromisso internacional assumido pelo Brasil no \u00e2mbito do Acordo de Paris sobre mudan\u00e7a do clima exige que a conta feche. Estima-se que, para atingir a meta de <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/05\/23\/conheca-as-expressoes-usadas-nesta-edicao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">restaurar<\/a> 12 milh\u00f5es de hectares de florestas at\u00e9 2030 sejam necess\u00e1rios investimentos de mais de R$ 50 bilh\u00f5es. O objetivo passa tamb\u00e9m pelo cumprimento do C\u00f3digo Florestal, e boa parte do custo ter\u00e1 de ser arcado pelo setor produtivo, com apoio financeiro.<\/p>\n<p>De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os (MDIC), o agroneg\u00f3cio responde por 23,6% do PIB e por quase metade das exporta\u00e7\u00f5es do Brasil. Com a cobran\u00e7a constante da sociedade civil e de mercados internacionais, especialmente da Europa, em pouco tempo as boas pr\u00e1ticas em monitoramento de desmatamento podem deixar de ser um diferencial positivo para marcas e exportadoras e passar a ser mandat\u00f3rias ou padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o alguns dos motivadores para que institui\u00e7\u00f5es financeiras passem a observar com aten\u00e7\u00e3o riscos de desmatamento nas cadeias de pecu\u00e1ria, soja, produtos de origem florestal e palma (<em>leia mais nos quadros abaixo<\/em>).<\/p>\n<p>Um estudo do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGVces) para a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban) levanta essa discuss\u00e3o, apoiado tamb\u00e9m em um mapeamento anterior, realizado em 2016, que identificou <a href=\"http:\/\/gvces.com.br\/riscos-e-oportunidades-associados-ao-capital-natural-para-o-setor-financeiro?locale=pt-br\">riscos e oportunidades associados ao capital natural para o setor financeiro<\/a>.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio conclui que os impactos do desmatamento na cadeia de suprimentos de <em>commodities<\/em> podem levar a riscos financeiramente materiais que, por sua vez, afetariam bancos. As consequ\u00eancias podem levar a inadimpl\u00eancia, desvaloriza\u00e7\u00e3o de ativos e queda de receita, entre outros. Al\u00e9m de mapear riscos, a nova pesquisa identifica ferramentas de monitoramento que podem auxiliar institui\u00e7\u00f5es financeiras a avaliar e monitorar o risco de desmatamento de seus clientes de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Os biomas mais amea\u00e7ados pelas atividades abordadas no novo estudo do FGVces para a Febraban s\u00e3o a Amaz\u00f4nia e o Cerrado. Ocorre que, enquanto a Amaz\u00f4nia \u00e9 monitorada h\u00e1 anos e registrou queda expressiva no desmatamento de 2005 a 2012 (tendo registrado novo aumento em 2015 e 2016), ao Cerrado ainda n\u00e3o \u00e9 dedicada a mesma aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O monitoramento pelo governo federal em sistema que atende \u00e0s caracter\u00edsticas do Cerrado come\u00e7ou recentemente (o chamado Prodes do Cerrado, em refer\u00eancia ao sistema de monitoramento da Amaz\u00f4nia), e os compromissos p\u00fablicos para prote\u00e7\u00e3o desse bioma ainda s\u00e3o t\u00edmidos. Em 2017, organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas lan\u00e7aram o <a href=\"https:\/\/www.wwf.org.br\/natureza_brasileira\/areas_prioritarias\/cerrado\/manifestodocerrado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Manifesto do Cerrado<\/em><\/a><em>,<\/em> com ambi\u00e7\u00e3o de funcionar como a Morat\u00f3ria da Soja na Amaz\u00f4nia \u2013 indutora da redu\u00e7\u00e3o de desmatamento. At\u00e9 janeiro deste ano, <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/Mais-de-60-empresas-assumem-compromisso-de-combater-o-desmatamento-no-Cerrado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mais de 60 empresas j\u00e1 tinham aderido ao compromisso<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es aos bancos<\/strong><\/p>\n<p>O estudo do FGVces traz uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es para institui\u00e7\u00f5es financeiras em sua pol\u00edtica de concess\u00e3o de cr\u00e9dito rural. A primeira delas \u00e9 que os bancos verifiquem a regularidade ambiental da atividade e da \u00e1rea a ser financiada, buscando a exist\u00eancia de embargos por desmatamento ilegal, a sobreposi\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de opera\u00e7\u00e3o ou limites da propriedade rural com Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e Terras Ind\u00edgenas ou Quilombolas, registro de inscri\u00e7\u00e3o no <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/05\/23\/conheca-as-expressoes-usadas-nesta-edicao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cadastro Ambiental Rural (CAR)<\/a> e licen\u00e7a ambiental.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de bases de dados oficiais, \u00e9 recomend\u00e1vel utilizar ferramentas geoespaciais, como aux\u00edlio \u00e0 an\u00e1lise do risco socioambiental (<em>mais sobre a <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/05\/23\/ferramentas-que-auxiliam-produzir-e-conservar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">tecnologia aqui<\/a><\/em>). Devem ainda definir a abrang\u00eancia da an\u00e1lise com base em avalia\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o da carteira de cr\u00e9dito aos riscos de desmatamento. Tamb\u00e9m se recomenda que as institui\u00e7\u00f5es financeiras monitorem crit\u00e9rios socioambientais previstos no <a href=\"https:\/\/www3.bcb.gov.br\/mcr\/completo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Manual de Cr\u00e9dito Rural<\/em><\/a>, para al\u00e9m dos montantes cobertos pelo Sistema de Nacional de Cr\u00e9dito Rural (SNCR).<\/p>\n<p>Nos casos em que as opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o classificadas como de maior risco, pelo valor que exige ou pela incid\u00eancia de desmatamento na regi\u00e3o ou cadeia produtiva, recomenda-se que as institui\u00e7\u00f5es financeiras realizem an\u00e1lise mais aprofundada, considerando crit\u00e9rios de gest\u00e3o de risco por parte do tomador de cr\u00e9dito, e tamb\u00e9m quest\u00f5es de governan\u00e7a e de capacidade de rastreabilidade e monitoramento, com indicadores para a gest\u00e3o do risco de desmatamento. Devem ser levados em conta, ainda, envolvimento com compromissos p\u00fablicos pelo fim do desmatamento, engajamento em f\u00f3runs <em>multistakeholder <\/em>e compra de <em>commodities<\/em> certificadas.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma s\u00e9rie de desafios para que essas recomenda\u00e7\u00f5es sejam cumpridas, mas as institui\u00e7\u00f5es financeiras s\u00e3o um agente relevante para acelerar medidas mais robustas de monitoramento. As cadeias abordadas no estudo apresentam particularidades e envolvem muitos elos, com assimetria nas condi\u00e7\u00f5es de monitoramento e na capacidade de cumprimento de legisla\u00e7\u00e3o e compromissos adicionais. Mesmo as bases p\u00fablicas de dados apresentam algumas limita\u00e7\u00f5es, que passam por problemas como a falta de periodicidade na atualiza\u00e7\u00e3o e falta de integra\u00e7\u00e3o de alguns sistemas locais com o nacional (<em>saiba <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/05\/23\/as-lacunas-que-persistem-na-fiscalizacao-e-na-transparencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mais aqui<\/a><\/em>).<\/p>\n<p>Entre as ferramentas geoespaciais de acesso p\u00fablico gratuito, as principais vantagens s\u00e3o a gratuidade e o f\u00e1cil acesso, mas algumas n\u00e3o abrangem todas as <em>commodities<\/em> e os biomas brasileiros. Al\u00e9m disso, a maioria delas s\u00f3 analisa informa\u00e7\u00f5es socioambientais do munic\u00edpio, e n\u00e3o do pol\u00edgono a ser financiado. Certas ferramentas pagas oferecem informa\u00e7\u00f5es socioambientais mais detalhadas das \u00e1reas pesquisadas e possibilidades de customiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para adotar uma estrat\u00e9gia robusta de monitoramento de riscos, os bancos teriam de ir al\u00e9m da obriga\u00e7\u00e3o legal, aplicando regras do <em>Manual de Cr\u00e9dito Rural<\/em> mesmo nos casos em que o montante utilizado n\u00e3o seja subsidiado por recursos p\u00fablicos, por exemplo. A maior oportunidade de induzir mudan\u00e7as pode ser em suas \u00e1reas de atendimento a grandes corpora\u00e7\u00f5es, que por sua vez devem engajar suas cadeias para ado\u00e7\u00e3o de medidas mais robustas, al\u00e9m do que a legisla\u00e7\u00e3o exige.<\/p>\n<p>O estudo <a href=\"http:\/\/www.gvces.com.br\/financiamento-da-recomposicao-florestal?locale=pt-br\"><em>Financiamento da Recomposi\u00e7\u00e3o Florestal<\/em><\/a> apresenta a quest\u00e3o tamb\u00e9m como oportunidade para o setor financeiro, em especial com a entrada em vigor do C\u00f3digo Florestal, efetivamente. Uma vez que os propriet\u00e1rios se adequem \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o reduzidos seus riscos legais e barreiras de mercado, e tamb\u00e9m os riscos ambientais que podem levar \u00e0 queda na produ\u00e7\u00e3o e incapacidade de arcar com compromissos financeiros, por evitar perdas por d\u00e9ficit de provis\u00e3o h\u00eddrica e de outros servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, por exemplo. Como os recursos p\u00fablicos n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para a <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/05\/23\/conheca-as-expressoes-usadas-nesta-edicao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">recupera\u00e7\u00e3o<\/a>, deve ser de interesse igualmente de institui\u00e7\u00f5es financeiras privadas que circule mais dinheiro para esse fim.<\/p>\n<p>N\u00e3o que seja tarefa f\u00e1cil: \u00e9 preciso dar condi\u00e7\u00f5es para que esse financiamento se viabilize por meio de linhas de cr\u00e9dito, que ainda s\u00e3o relativamente poucas. A demanda tamb\u00e9m \u00e9 baixa, o que pode ser atribu\u00eddo \u00e0 escassez de informa\u00e7\u00f5es sobre arranjos produtivos mais sustent\u00e1veis e vi\u00e1veis economicamente, mas tamb\u00e9m \u00e0 posterga\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia de cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o, em especial do CAR. Al\u00e9m da inseguran\u00e7a jur\u00eddica \u2013 expressa, por exemplo, em A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade que questionavam o C\u00f3digo Florestal e <a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/cms\/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=370937\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">somente foram julgadas pelo Supremo Tribunal Federal neste ano<\/a> \u2013, outros desafios s\u00e3o o alto endividamento do setor produtivo no Brasil e os elevados custos para monitoramento e implementa\u00e7\u00e3o de recomposi\u00e7\u00e3o. A falta de garantia para a tomada desse tipo de empr\u00e9stimo \u00e9 mais uma barreira.<\/p>\n<p>No estudo sobre <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/05\/23\/conheca-as-expressoes-usadas-nesta-edicao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">recomposi\u00e7\u00e3o,<\/a> a equipe de pesquisa do FGVces apresenta uma modelagem para an\u00e1lise de viabilidade do financiamento de recomposi\u00e7\u00e3o e traz recomenda\u00e7\u00f5es, junto \u00e0 Febraban, para melhoria do Programa ABC, que envolve simplifica\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia de documentos e uniformiza\u00e7\u00e3o nas exig\u00eancias sobre licenciamento ambiental, al\u00e9m de cria\u00e7\u00e3o de nova linha de financiamento alinhada aos objetivos do Programa.<\/p>\n<p>As demais recomenda\u00e7\u00f5es dizem respeito a mudan\u00e7as no <em>Manual de Cr\u00e9dito Rural<\/em>, para mais flexibilidade no teto de recursos que podem ser destinados a esse fim, redu\u00e7\u00e3o do risco de cr\u00e9dito, a partir do acesso a recursos internacionais, por exemplo, e capacita\u00e7\u00e3o e treinamento para todos os envolvidos nesse processo, desde t\u00e9cnicos e produtores at\u00e9 as pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p><strong>Quadros: GEST\u00c3O DE RISCOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>Pecu\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O Pa\u00eds tem o maior rebanho bovino do mundo, pr\u00f3ximo de 210 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de gado. Essa popula\u00e7\u00e3o animal est\u00e1 distribu\u00edda em 167 milh\u00f5es de hectares, concentrada nos estados de Mato Grosso, com 13,6%, Minas Gerais (11,3%) e Goi\u00e1s (10,4%). S\u00f3 na Amaz\u00f4nia Legal, s\u00e3o 85 milh\u00f5es de cabe\u00e7as \u2013 40% do rebanho nacional. A maior parte, portanto, em regi\u00e3o coberta pelos biomas Amaz\u00f4nia ou Cerrado.<\/p>\n<p>Os frigor\u00edficos, por sua vez, est\u00e3o concentrados em Mato Grosso do Sul, Goi\u00e1s, Rond\u00f4nia, Par\u00e1, Mato Grosso, Minas Gerais, al\u00e9m do Norte do Paran\u00e1 e S\u00e3o Paulo. De acordo com <a href=\"http:\/\/www.imazon.org.br\/PDFimazon\/Portugues\/livros\/Frigorificos%20e%20o%20desmatamento%20da%20Amaz%C3%B4nia.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon) de 2017<\/a>, na regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia Legal est\u00e3o 128 frigor\u00edficos de 99 empresas, que influenciam pr\u00e1ticas de cerca de 390 mil fazendas com um rebanho aproximado de 80 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de gado. Cerca de metade desses frigor\u00edficos assinou o TAC junto ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, por meio do qual se comprometem a n\u00e3o comprar gado de \u00e1rea desmatada a partir de 2009 ou de propriedades onde ocorra trabalho escravo ou an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>Alguns dados apontam que as cobran\u00e7as das empresas podem ter melhorado pr\u00e1ticas de produtores a partir de monitoramento feito pelos pr\u00f3prios compradores. Por\u00e9m, h\u00e1 tamb\u00e9m ind\u00edcios de \u201c<a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/05\/23\/conheca-as-expressoes-usadas-nesta-edicao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">lavagem de gado\u201d<\/a>, por meio de pr\u00e1ticas como o registro no CAR apenas de parcela da fazenda livre de desmatamento irregular ou transporte de gado de fazendas irregulares para fazenda regulares antes da venda aos frigor\u00edficos, entre outras.<\/p>\n<p>Um dos grandes desafios \u00e9 monitorar toda a cadeia, que envolve uma trama complexa. Antes da porteira, est\u00e3o os produtores de insumos relacionados \u00e0 nutri\u00e7\u00e3o, reprodu\u00e7\u00e3o, sanidade animal, combust\u00edveis, insumos agr\u00edcolas e manuten\u00e7\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria, dentro da porteira, tamb\u00e9m envolve mais de uma realidade, com as fazendas de <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/05\/23\/conheca-as-expressoes-usadas-nesta-edicao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cria, recria e engorda<\/a>. E, depois da porteira, est\u00e3o as ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o, as cadeias varejistas e os consumidores finais. De acordo com dados do \u00faltimo Censo Agropecu\u00e1rio do IBGE, de 2006, 33% do rebanho se encontra nas fases de cria e recria, que tendem a ser menos fiscalizadas pelos controles de monitoramento de frigor\u00edficos, atacadistas e varejistas.<\/p>\n<p>Em geral, o monitoramento se concentra a partir da <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/05\/23\/conheca-as-expressoes-usadas-nesta-edicao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o<\/a>, que em geral olham apenas para seus fornecedores diretos, uma lacuna que pode dar brecha para \u201clavagem\u201d de gado e pr\u00e1ticas de \u201cvazamento\u201d. O problema pode estar no fornecedor do fornecedor, que passa sem rastreio da cadeia. Assim como os frigor\u00edficos, a maioria dos atacadistas e varejistas apenas monitora os fornecedores diretos. Com o barateamento da tecnologia, ficou menos complicado fazer o monitoramento em v\u00e1rias etapas da produ\u00e7\u00e3o e elos da cadeia, mas ainda h\u00e1 muito que evoluir (<em><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/05\/23\/ferramentas-que-auxiliam-produzir-e-conservar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mais aqui<\/a><\/em>).<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Cadeia de soja<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Do total da soja produzida no Brasil, 41,5% s\u00e3o para consumo interno e 58,5% s\u00e3o exportados, o que faz do Brasil o maior exportador mundial do gr\u00e3o e o segundo maior produtor, ficando atr\u00e1s somente dos Estados Unidos. A produ\u00e7\u00e3o de soja no Pa\u00eds concentra-se majoritariamente no Cerrado, que abriga 47% da cultura, seguido por 35% na Mata Atl\u00e2ntica, 12% na Amaz\u00f4nia e 6% no Pampa. No Cerrado, a sojicultura \u00e9 um grande indutor de desmatamento, em especial na nova fronteira agr\u00edcola no bioma, a regi\u00e3o conhecida como Matopiba (que compreende os estados de Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia) onde a expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o ocorreu principalmente sobre vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n<p>Assim como a cadeia da pecu\u00e1ria, a produ\u00e7\u00e3o da soja tamb\u00e9m envolve muitos elos: os fornecedores de insumos agr\u00edcolas, os produtores, os originadores (<em>traders<\/em>, armaz\u00e9ns e cooperativas), a ind\u00fastria esmagadora, as ind\u00fastrias de \u00f3leos vegetais e as distribuidoras. As grandes <em>traders <\/em>em geral possuem sistemas para avaliar fornecedores diretos, mas a maior parte ainda n\u00e3o tem como pr\u00e1tica monitorar fornecedores indiretos. Esses fornecedores s\u00e3o geralmente pequenos e m\u00e9dios produtores que comercializam a soja por interm\u00e9dio de cooperativas ou por empresas armazenadoras intermedi\u00e1rias. Como n\u00e3o s\u00e3o monitorados, pode ser que a soja produzida pelos fornecedores indiretos em \u00e1rea de desmatamento ilegal passe batido na checagem, mesmo que o monitoramento passe por instrumentos como a Morat\u00f3ria da Soja. Algumas das <em>traders<\/em> j\u00e1 est\u00e3o desenvolvendo sistemas de monitoramento remoto ou fazendo parcerias com ferramentas existentes. Outra estrat\u00e9gia para a aquisi\u00e7\u00e3o de soja livre de desmatamento ilegal \u00e9 incentivar a certifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre atacadistas e varejistas, o gargalo tamb\u00e9m est\u00e1 no monitoramento de fornecedores indiretos. Uma das estrat\u00e9gias de combate ao desmatamento \u00e9 a compra de soja certificada ou o apoio a produtores para que se certifiquem.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Cadeia de produtos florestais<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Nessa cadeia, o risco de envolvimento das empresas do setor com desmatamento aparenta ser baixo. A ind\u00fastria \u00e9 concentrada em grandes empresas, que t\u00eam a sua produ\u00e7\u00e3o integrada desde o plantio florestal at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de papel. O \u00edndice de certifica\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores plantadas no Brasil tamb\u00e9m \u00e9 alto: 39,5% s\u00e3o certificados por organiza\u00e7\u00f5es como o Forest Stewardship Council (FSC) e o Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes (PEFC), representado no Brasil pelo Programa Nacional de Certifica\u00e7\u00e3o Florestal (Cerflor).<\/p>\n<p>Uma das principais estrat\u00e9gias para monitorar o processo produtivo \u00e9 a certifica\u00e7\u00e3o de florestas pr\u00f3prias e a exig\u00eancia de certifica\u00e7\u00e3o de fornecedores. A lacuna existe quando as empresas n\u00e3o conseguem suprir suas necessidades a partir de florestas pr\u00f3prias e de fornecedores parceiros, comprando madeira no <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/05\/23\/conheca-as-expressoes-usadas-nesta-edicao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mercado <em>spot<\/em><\/a>, mas n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica comum. As grandes empresas consumidoras de papel e embalagens tamb\u00e9m utilizam as certifica\u00e7\u00f5es para gerenciar o risco de desmatamento entre seus fornecedores.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00d3leo de palma<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Popularmente conhecida no Brasil como dendezeiro, a palma de \u00f3leo \u00e9 produzida majoritariamente no estado do Par\u00e1, que concentra 90% da produ\u00e7\u00e3o. Nono maior produtor global, produzindo cerca de 300 mil toneladas ao ano, o Pa\u00eds ainda n\u00e3o \u00e9 autossuficiente nessa <em>commodity<\/em>, deficit\u00e1rio em cerca de 200 mil toneladas. O \u00f3leo de palma \u00e9 usado como base em produtos como margarina, cremes, sorvetes, biscoitos, chocolates, recheios, substitutos de manteiga de cacau e \u00f3leo de cozinha.<\/p>\n<p>O risco de envolvimento das empresas do setor de \u00f3leo de palma com desmatamento no Brasil \u00e9 baixo, comparativamente \u00e0s cadeias de pecu\u00e1ria e de soja. A produ\u00e7\u00e3o de palma ocorre em conformidade com o Zoneamento Agroecolo\u0301gico (ZAE), instrumento de ordenamento territorial utilizado pelo Governo Federal para expans\u00e3o do cultivo da palma de \u00f3leo em bases sustent\u00e1veis e livre de desmatamento. O ZAE foi coordenado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), obtido a partir do cruzamento da aptid\u00e3o clim\u00e1tica com a aptid\u00e3o das terras para a palma.<\/p>\n<p>A lacuna nessa cadeia \u00e9 o fato de que n\u00e3o h\u00e1 monitoramento de 100% dos fornecedores de <em>traders<\/em> e fabricantes de produtos derivados do \u00f3leo, mas o \u00edndice de rastreamento \u00e9 alto. Al\u00e9m disso, uma pr\u00e1tica recorrente \u00e9 avaliar e apoiar produtores rurais para eleva\u00e7\u00e3o da qualidade da produ\u00e7\u00e3o de acordo com crit\u00e9rios socioambientais. As pr\u00e1ticas de monitoramento pelas empresas consumidoras de \u00f3leo de palma t\u00eam sido aprimoradas com a ado\u00e7\u00e3o de compromissos de n\u00e3o desmatamento, muito impulsionadas por a\u00e7\u00f5es de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais, em especial do Greenpeace, em n\u00edvel global. A press\u00e3o maior se deu sobre a Indon\u00e9sia, principal produtor do mundo, onde o cultivo se expande sobre florestas tropicais.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em pouco tempo, as boas pr\u00e1ticas em monitoramento de desmatamento podem deixar de ser um diferencial positivo para marcas e exportadoras e passar a ser mandat\u00f3rias ou padr\u00e3o Por C\u00edntya Feitosa Muito mais que uma quest\u00e3o ambiental, olhar para o desmatamento \u00e9 um assunto de economia e finan\u00e7as. 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