{"id":22,"date":"2015-07-09T14:31:40","date_gmt":"2015-07-09T17:31:40","guid":{"rendered":"http:\/\/54.207.2.181\/p22-on\/?p=22"},"modified":"2022-02-22T13:06:02","modified_gmt":"2022-02-22T16:06:02","slug":"etiam-ultricies-mauris-quis-metus-vulputate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2015\/07\/09\/etiam-ultricies-mauris-quis-metus-vulputate\/","title":{"rendered":"Por que estabelecer um pre\u00e7o para o carbono interessa ao cidad\u00e3o, \u00e0s empresas e aos governos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000;\"><em>POR AM\u00c1LIA SAFATLE<\/em><\/span><\/p>\n<h4>Estipular um pre\u00e7o para as coisas \u2013 produtos e servi\u00e7os \u2013 \u00e9 uma forma que a sociedade de mercado encontrou para valoriz\u00e1-las. Com os servi\u00e7os prestados pela natureza, vale o mesmo racioc\u00ednio: dar um pre\u00e7o a eles \u00e9 uma maneira de reconhecer o valor que t\u00eam.<\/h4>\n<p><strong><br \/>\nP<\/strong>ode-se argumentar que a natureza n\u00e3o tem pre\u00e7o, que seu valor \u00e9 inestim\u00e1vel. Mas n\u00e3o colocar pre\u00e7o algum sobre os servi\u00e7os que ela presta acaba emitindo sinais errados: por ser \u201cde gra\u00e7a\u201d, muita gente entende que a natureza pode ser explorada \u00e0 vontade, a qualquer custo.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 que os preju\u00edzos ambientais gerados por esse uso indiscriminado acabam sendo pagos por toda a sociedade, especialmente pela parcela mais vulner\u00e1vel: a que possui menores condi\u00e7\u00f5es materiais e tecnol\u00f3gicas de se adaptar a um meio ambiente mais hostil.<\/p>\n<p>J\u00e1 existem mecanismos econ\u00f4micos voltados para corrigir essa distor\u00e7\u00e3o: s\u00e3o os chamados princ\u00edpios do poluidor-pagador e do conservador-recebedor. Quem polui remunera aqueles que conservam, induzindo a pr\u00e1ticas de prote\u00e7\u00e3o e desestimulando a destrui\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 uma maneira de usar a l\u00f3gica econ\u00f4mica a favor da conserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<h4>Sinais perversos<\/h4>\n<p>Mas, na pr\u00e1tica corrente, n\u00e3o \u00e9 isso que ocorre. Coloca-se um pre\u00e7o para os produtos de uma empresa sem incorporar o custo da polui\u00e7\u00e3o que ela gera ao fabricar os produtos. Isso acaba passando uma mensagem perversa: d\u00e1 a entender que o produto vale mais que a natureza, gerando o que se chama de <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=67\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">falha de mercado<\/a>. E, pior que isso: ainda existem subs\u00eddios que incentivam atividades poluidoras, passando sinais ainda mais perversos. O Fundo Monet\u00e1rio Internacional estima que s\u00e3o dados nada menos do que US$ 5,3 trilh\u00f5es de subs\u00eddios diretos e indiretos aos combust\u00edveis f\u00f3sseis no mundo por ano.<\/p>\n<p>Como observa o coordenador do Sistema de Estimativa de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (Seeg) Tasso Azevedo, em artigo publicado em O Globo, isso equivale a mais de 6% do PIB global e a mais do que o total dos gastos de sa\u00fade em todo o mundo. Segundo dados da Ag\u00eancia Internacional de Energia, somente os subs\u00eddios diretos (valor do combust\u00edvel abaixo do valor praticado no mercado internacional) superam todo o investimento recorde em energias renov\u00e1veis em 2015, que foi de US$ 315 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h4>Externalidades<\/h4>\n<p>Em geral, o fabricante embolsa os lucros que teve com a sua atividade (privatiza os ganhos) e deixa para a sociedade a tarefa de arcar com os custos de sua polui\u00e7\u00e3o (socializa os preju\u00edzos). \u00c9 o que se chama de <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=67\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">externalidade negativa<\/a>. Estipular um pre\u00e7o para essa externalidade, portanto, \u00e9 uma forma poderosa de estimular a empresa a reduzir os preju\u00edzos ambientais que causa (mais sobre <a href=\"http:\/\/www.pagina22.com.br\/88\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Externalidades<\/a> na edi\u00e7\u00e3o 88 de P\u00c1GINA22).<\/p>\n<p>Essa externalidade negativa pode ser exemplicada pela contamina\u00e7\u00e3o de \u00e1guas, do solo e do ar, o que causa doen\u00e7as e reduz a qualidade de vida. Outro exemplo s\u00e3o os gases de efeito estufa (GEE) lan\u00e7ados na atmosfera por determinada atividade econ\u00f4mica, modificando o clima globalmente. Essa mudan\u00e7a provoca uma maior ocorr\u00eancia e intensidade de eventos extremos, como secas severas, chuvas torrenciais, tornados, ondas de calor e de frio que, por sua vez, resultam em deslizamentos e alagamentos, mortes, migra\u00e7\u00f5es em massa, aumento de conflitos, entre outras consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Tudo isso torna as condi\u00e7\u00f5es mais dif\u00edceis para todos, especialmente os mais pobres, aumentando a desigualdade social dentro e fora dos pa\u00edses. No dia a dia \u2013 e isso j\u00e1 podemos constatar na pele \u2013 encarecem a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e a gera\u00e7\u00e3o de energia, promovem secas hist\u00f3ricas, impactando a infla\u00e7\u00e3o, o custo de vida, a atividade industrial, os empregos, e aumentam a incid\u00eancia de doen\u00e7as tropicais.<\/p>\n<p>No grande cen\u00e1rio, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica pode representar um colapso dos sistemas vitais na Terra, com impactos imprevis\u00edveis, caso o aumento da temperatura global ultrapasse 2 graus em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel pr\u00e9-industrial. At\u00e9 o momento, a alta m\u00e9dia \u00e9 de 0,8 grau.<\/p>\n<h4>Para zerar emiss\u00f5es<\/h4>\n<p>A quantidade de carbono que j\u00e1 emitimos na Terra, que \u00e9 cumulativa, n\u00e3o permite mais que o aumento seja inferior a 2 graus. Sendo assim, precisamos de pol\u00edticas que permitam \u00e0 humanidade se adaptar ao novo clima definido por esse aumento de temperatura. Para ficarmos dentro do limite dos 2 graus \u2013 conforme acordado entre l\u00edderes mundiais na Confer\u00eancia das Partes da Conven\u00e7\u00e3o-Quadro sobre Mudan\u00e7a do Clima em Canc\u00fan, em 2010 \u2013, temos a tarefa dif\u00edcil, mas n\u00e3o imposs\u00edvel, de zerar as emiss\u00f5es at\u00e9 o fim deste s\u00e9culo.<\/p>\n<p>A tarefa \u00e9 t\u00e3o grande que n\u00e3o podemos abrir m\u00e3o de nenhum mecanismo existente, seja ele de comando e controle, definido por legisla\u00e7\u00f5es e regula\u00e7\u00f5es; seja por meio de campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, investimento em pesquisa e tecnologia; seja por meio de um sistema de <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=67\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">com\u00e9rcio de emiss\u00f5es<\/a> ou de tributa\u00e7\u00e3o sobre o carbono.<\/p>\n<p>Pol\u00edticas sobre mudan\u00e7a do clima t\u00eam sido adotadas por um n\u00famero crescente de pa\u00edses, estados e cidades, fazendo uso de variados tipos de instrumentos para implementar a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o. A experi\u00eancia em elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas para o clima demonstra que, no que se refere ao objetivo de reduzir emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, nenhum instrumento isolado \u00e9 suficiente para lidar com a ampla gama de fontes e setores emissores e, simultaneamente, atingir objetivos de redu\u00e7\u00e3o ambiciosos a um custo razo\u00e1vel.<\/p>\n<figure id=\"attachment_57\" aria-describedby=\"caption-attachment-57\" style=\"width: 491px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/ok2.6-Andreas-Metz1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-57\" src=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/ok2.6-Andreas-Metz1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"491\" height=\"314\" srcset=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/ok2.6-Andreas-Metz1-300x192.jpg 300w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/ok2.6-Andreas-Metz1.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 491px) 100vw, 491px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-57\" class=\"wp-caption-text\"><em>FLICKR\/Hockenheimring Hockenheim, Baden-W\u00fcrttemberg, Germany<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>As pol\u00edticas de comando e controle no Brasil, por exemplo, embora necess\u00e1rias, n\u00e3o se mostraram suficientes, tornando novas abordagens ainda mais urgentes. Enquanto as emiss\u00f5es globais de carbono cresceram aproximadamente 240% no per\u00edodo entre 1960 e 2008, no Pa\u00eds aumentaram em mais de 680%. Uma das raz\u00f5es \u00e9 que as atividades de monitoramento e cumprimento (<em>enforcement<\/em>) s\u00e3o, normalmente, subfinanciadas, comprometendo os objetivos da pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Assim, regula\u00e7\u00f5es baseadas em comando e controle comumente s\u00e3o criticadas por serem op\u00e7\u00f5es centralizadas, inflex\u00edveis e mais custosas que o necess\u00e1rio. Outra desvantagem \u00e9 que tendem a desencorajar a inova\u00e7\u00e3o, pois geralmente se limitam a estabelecer par\u00e2metros m\u00ednimos, n\u00e3o reconhecendo esfor\u00e7os adicionais.<\/p>\n<h4>Instrumentos de incentivo<\/h4>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, como alternativas vi\u00e1veis para lidar com as quest\u00f5es ambientais, inclusive a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, emergiram regula\u00e7\u00f5es baseadas em incentivos.<\/p>\n<p>Existem diversas formas de usar incentivos para precificar o carbono e, assim, \u201cinternalizar a externalidade\u201d. Pode se dar atrav\u00e9s da tributa\u00e7\u00e3o sobre o carbono emitido; da ado\u00e7\u00e3o pelo com\u00e9rcio de emiss\u00f5es; ou ainda por sistemas h\u00edbridos, que combinam caracter\u00edsticas do com\u00e9rcio e da taxa\u00e7\u00e3o (conhe\u00e7a as diversas formas de precifica\u00e7\u00e3o <span style=\"color: #993300;\"><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a><\/span>).<\/p>\n<p>Os incentivos podem ainda ser definidos de forma a compensar aqueles que adotaram pr\u00e1ticas menos intensivas em carbono, em vez de penalizar os que ainda produzem de forma intensiva em carbono.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de internalizar o custo das emiss\u00f5es, instrumentos de precifica\u00e7\u00e3o tendem a ser custo-efetivos, ou seja, s\u00e3o capazes de fazer com que um determinado objetivo seja atingido ao menor custo poss\u00edvel. Al\u00e9m disso, sinalizam pelo bolso a import\u00e2ncia de reduzir as emiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Sob determinadas condi\u00e7\u00f5es, as duas principais alternativas (tributa\u00e7\u00e3o ou com\u00e9rcio de emiss\u00f5es) podem atingir resultados equivalentes em termos de quantidade de abatimento e custo total para a sociedade. Na pr\u00e1tica, existem vantagens e desvantagens para cada uma delas.<\/p>\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o, ou \u201ctaxa\u00e7\u00e3o de carbono\u201d, proporciona (aos regulados) certeza sobre custos e reduz riscos para investidores, mas pode n\u00e3o garantir o resultado ambiental desejado. Em contrapartida, um sistema de com\u00e9rcio de permiss\u00f5es comporta menos incerteza sobre o resultado ambiental, mas pode resultar em um pre\u00e7o vol\u00e1til e em riscos para atores econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Entre as grandes vantagens do com\u00e9rcio de emiss\u00f5es est\u00e3o o est\u00edmulo \u00e0 inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de quem produz, a ado\u00e7\u00e3o de processos mais eficientes pelos fornecedores, a busca de produtos menos intensivos em emiss\u00f5es pelos consumidores e a op\u00e7\u00e3o por projetos com menor emiss\u00e3o pelos investidores.<\/p>\n<p>Isso porque, ao estabelecer um pre\u00e7o para as emiss\u00f5es, o sistema de com\u00e9rcio fornece incentivos para que produtores substituam insumos e fontes energ\u00e9ticas por op\u00e7\u00f5es de baixa emiss\u00e3o e busquem novas solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, que n\u00e3o seriam economicamente vi\u00e1veis na aus\u00eancia desse sistema.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, quando o custo das emiss\u00f5es \u00e9 incorporado ao pre\u00e7o dos produtos e bens finais, fica mais f\u00e1cil para os consumidores perceber quais bens e servi\u00e7os cuja cadeia produtiva \u00e9 <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=67\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">intensiva em emiss\u00f5es<\/a>, tornando-se capazes de responder a altera\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o, ou seja, evitar determinado produto quando seus pre\u00e7os aumentam, e substitu\u00ed-lo por um equivalente de menor intensidade carb\u00f4nica (saiba mais sobre os pr\u00f3s e os contras da tributa\u00e7\u00e3o<em><span style=\"color: #000000;\"> versus<\/span><\/em> com\u00e9rcio de emiss\u00f5es <span style=\"color: #000000;\"><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a><\/span>).<\/p>\n<p>Integrantes da cadeia de valor e os governos est\u00e3o cada vez mais atentos \u00e0 tend\u00eancia crescente de se precificar o carbono, e cientes de que esse movimento afetar\u00e1 os neg\u00f3cios e as pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, diversos pa\u00edses est\u00e3o estabelecendo metas de redu\u00e7\u00e3o, por conta da realiza\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=67\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">COP 21<\/a> em Paris no fim deste ano (saiba mais <span style=\"color: #993300;\"><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=99\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #000000;\">aqui<\/span><\/a>\u00a0<\/span>), e a tend\u00eancia \u00e9 que haja cada vez mais compromissos de mitiga\u00e7\u00e3o (veja abaixo quadro com tipos de compromisso poss\u00edveis). Uma poss\u00edvel proposta de a\u00e7\u00e3o global para lidar com as mudan\u00e7as do clima, que pode ser definida na COP 21, provavelmente conter\u00e1 mecanismos de mercado, ao menos como uma das formas de reduzir globalmente o n\u00edvel de emiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim, informar-se sobre precifica\u00e7\u00e3o de carbono passa a ser chave na defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias e tomada de decis\u00e3o de empresas e governos.<\/p>\n<h4>Quadro \u2013 Cinco tipos de compromisso de mitiga\u00e7\u00e3o:<\/h4>\n<ul>\n<li>Redu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a um ano-base: reduzir ou controlar o aumento das emiss\u00f5es absolutas em compara\u00e7\u00e3o a um ano ou per\u00edodo-base (hist\u00f3rico).<\/li>\n<li>N\u00famero fixo de emiss\u00f5es: reduzir ou controlar o aumento das emiss\u00f5es absolutas em um n\u00famero fixo para um ano ou per\u00edodo futuro (sem rela\u00e7\u00e3o a um ano-base hist\u00f3rico).<\/li>\n<li>Redu\u00e7\u00e3o de intensidade: reduzir ou controlar o aumento da intensidade carb\u00f4nica (emiss\u00f5es de GEE por unidade de outra vari\u00e1vel, por exemplo, o PIB), em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intensidade carb\u00f4nica de um ano-base (hist\u00f3rico).<\/li>\n<li>Compromissos em compara\u00e7\u00e3o a cen\u00e1rio(s) de linha de base: reduzir ou controlar o aumento das emiss\u00f5es absolutas em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s emiss\u00f5es projetadas em cen\u00e1rios de linha de base. Tamb\u00e9m conhecidos como cen\u00e1rios<em> business as usual<\/em> (BAU).<\/li>\n<li>Outros tipos de compromissos: podem contemplar um aumento percentual da participa\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis na matriz energ\u00e9tica, maior efici\u00eancia energ\u00e9tica, redu\u00e7\u00e3o do desmatamento etc.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POR AM\u00c1LIA SAFATLE Estipular um pre\u00e7o para as coisas \u2013 produtos e servi\u00e7os \u2013 \u00e9 uma forma que a sociedade de mercado encontrou para valoriz\u00e1-las. Com os servi\u00e7os prestados pela natureza, vale o mesmo racioc\u00ednio: dar um pre\u00e7o a eles \u00e9 uma maneira de reconhecer o valor que t\u00eam. 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