{"id":2263,"date":"2018-10-02T14:48:31","date_gmt":"2018-10-02T17:48:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=2263"},"modified":"2022-02-22T09:16:23","modified_gmt":"2022-02-22T12:16:23","slug":"transacoes-naturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/10\/02\/transacoes-naturais\/","title":{"rendered":"Transa\u00e7\u00f5es naturais"},"content":{"rendered":"<p><em>As contribui\u00e7\u00f5es dos ecossistemas para a sociedade est\u00e3o cada vez mais evidentes e come\u00e7am a demonstrar seu valor, inclusive de troca<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><em>Por S\u00e9rgio Adeodato<\/em><\/p>\n<p>O pagamento para extrativistas e produtores rurais que adotam pr\u00e1ticas de baixo impacto, al\u00e9m dos avan\u00e7os envolvendo mecanismos que compensam o d\u00e9ficit de \u00e1reas naturais obrigat\u00f3rias por lei nas propriedades rurais, se apresentam como instrumentos eficientes para a conserva\u00e7\u00e3o com valor econ\u00f4mico. No primeiro modelo, adotado como estrat\u00e9gia de combate do desmatamento, os exemplos mostram resultados capazes de ser replicados em diferentes regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>A Ponta do Abun\u00e3, na tr\u00edplice divisa entre Acre, Rond\u00f4nia e Amazonas, entrou para a Hist\u00f3ria do Brasil no in\u00edcio do s\u00e9culo XX como entreposto de borracha e m\u00e3o de obra extrativista da lend\u00e1ria ferrovia Madeira-Mamor\u00e9, na saga do \u201couro branco\u201d em meio \u00e0 Floresta Amaz\u00f4nica. Hoje, o antigo eldorado, sob forte press\u00e3o da expans\u00e3o pecu\u00e1ria, \u00e9 territ\u00f3rio de um novo sonho: a constru\u00e7\u00e3o de um modelo capaz de viabilizar o uso sustent\u00e1vel, com compensa\u00e7\u00e3o financeira para quem conserva as \u00e1rvores em p\u00e9, ajuda na conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e no controle clim\u00e1tico do planeta.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o representa hoje a principal fronteira de desmatamento da Amaz\u00f4nia. No Projeto de Carbono Reca, desenvolvido pela Natura, pequenos agrossilvicultores da localidade, fornecedores de \u00f3leo de andiroba \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9ticos, protagonizaram uma iniciativa-piloto de <a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/estruturas\/168\/_publicacao\/168_publicacao17062009123349.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pagamento por Servi\u00e7os Ambientais<\/a> (PSA) \u2013 no caso, pela contribui\u00e7\u00e3o ao equil\u00edbrio do clima global via pr\u00e1ticas produtivas que n\u00e3o desmatam. \u201cProcur\u00e1vamos uma f\u00f3rmula segura a ser replicada na Amaz\u00f4nia para aumentar a renda sem derrubar mais \u00e1rvores\u201d, afirma Keyvan Macedo, gerente de sustentabilidade da empresa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da agricultura de subsist\u00eancia e do ganho por meio da venda dos ativos da biodiversidade \u00e0 ind\u00fastria, cada fam\u00edlia passou a receber R$ 1,6 mil por ano pelo suporte \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o e uso de boas pr\u00e1ticas, ap\u00f3s capacita\u00e7\u00e3o sobre compromissos, regras e crit\u00e9rios contra o desmatamento. Como diferencial, o m\u00e9todo prev\u00ea receita adicional em fun\u00e7\u00e3o do resultado coletivo, ou seja, h\u00e1 o incentivo financeiro individual para cada um fazer a sua parte e ainda uma remunera\u00e7\u00e3o pela <em>performance<\/em> do todo, que \u00e9 destinado \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Reca \u2013 um modo de estimular os produtores a engajar os vizinhos.<\/p>\n<p>Na primeira fase, de 2013 a 2015, o projeto desembolsou um total de R$ 2 milh\u00f5es em pagamentos que, a partir de agora, na segunda etapa, ser\u00e3o anuais. Como resultado, a receita das fam\u00edlias dobrou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 venda do produto extrativista, beneficiando 125 propriedades rurais e diminuindo suas taxas de desmatamento.<\/p>\n<p>Entre os resultados, a iniciativa ajudou na regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, o que \u00e9 essencial \u00e0 seguran\u00e7a dos produtores e do pr\u00f3prio projeto. Em mutir\u00f5es promovidos em conjunto com a Ag\u00eancia Alem\u00e3 de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional (GIZ), foram emitidos 49 t\u00edtulos fundi\u00e1rios e 205 inscri\u00e7\u00f5es no Cadastro Ambiental Rural (CAR) beneficiando os associados e cooperados do Reca.<\/p>\n<p>\u201cDesde 2007 temos na empresa um programa de carbono neutro e, ap\u00f3s algum tempo, identificamos a necessidade de evoluir no c\u00e1lculo para aumentar renda e maximizar impacto social com maior consci\u00eancia dos produtores sobre os benef\u00edcios\u201d, explica o executivo. Nas comunidades da Ponta do Abun\u00e3, onde a mata se encontra historicamente fragmentada por pastagens e outros impactos \u00e0 paisagem natural, foi desenvolvida nova metodologia de PSA aplic\u00e1vel a \u00e1reas n\u00e3o cont\u00ednuas. \u201cIsso representa uma inova\u00e7\u00e3o, pois em geral o mecanismo tem sido utilizado no Brasil em maiores extens\u00f5es de florestas conectadas\u201d, explica Macedo.<\/p>\n<p>O objetivo no longo prazo \u00e9 fazer com que a derrubada de \u00e1rvores nas \u00e1reas do projeto seja inferior \u00e0s do entorno, chegando a zero ap\u00f3s 25 anos. Desde 2013, o desmatamento evitado na regi\u00e3o foi equivalente a 190 campos de futebol por ano ou 74 mil toneladas de carbono que deixaram de ir para atmosfera. Apesar desses resultados, a ades\u00e3o ao compromisso de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, que alcan\u00e7ou 77% das fam\u00edlias no Abun\u00e3, permanece um desafio contra a expans\u00e3o do gado. Macedo adverte: \u201cO cobenef\u00edcio da renda via fornecimento de insumos da natureza \u00e0 ind\u00fastria \u00e9 essencial \u00e0 viabilidade dos projetos de PSA\u201d.<\/p>\n<p><strong>Pontes entre a floresta e o mercado<\/strong><\/p>\n<p>Criar modelos de rela\u00e7\u00f5es comerciais justas e transparentes \u00e9 chave na tarefa de unir as pontas do mercado, aproximando fornecedores extrativistas e ind\u00fastrias, para promo\u00e7\u00e3o do uso sustent\u00e1vel como estrat\u00e9gia de conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. \u201c\u00c9 crescente o interesse dos compradores em saber a origem dos produtos florestais e a forma como s\u00e3o beneficiados\u201d, atesta Mariana Faro, diretora da 100% Amaz\u00f4nia, empresa de com\u00e9rcio internacional que hoje absorve a produ\u00e7\u00e3o de produtos florestais n\u00e3o madeireiros de oito comunidades para exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A \u00eanfase na valoriza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios, com a consequente manuten\u00e7\u00e3o das florestas usadas pelas popula\u00e7\u00f5es locais como fonte de renda e insumos \u00e0s empresas, \u00e9 a alma do neg\u00f3cio. Dessa forma, no intuito de gerar benef\u00edcios na perspectiva do ganha-ganha e conciliar a l\u00f3gica do mercado \u00e0 do conhecimento tradicional, a empresa tem incentivado a organiza\u00e7\u00e3o social e mobilizado novas pr\u00e1ticas no Projeto Aryamuru \u2013 nome tupi que significa \u201ca for\u00e7a que vem das m\u00e3es das m\u00e3es\u201d, ou seja, das av\u00f3s.<\/p>\n<p>Junto \u00e0 Cooperativa de Fruticultores de Abaetetuba (PA), o esfor\u00e7o est\u00e1 no desenvolvimento de m\u00e9todos de rastrear os produtos desde a extra\u00e7\u00e3o na floresta, comprovando a origem em \u00e1reas regularizadas pelo <a href=\"http:\/\/www.car.gov.br\/#\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cadastro Ambiental Rural<\/a> (CAR). Ap\u00f3s diagn\u00f3stico social e produtivo, o projeto orientou as comunidades a adotar protocolos de relacionamento comercial com empresas, com consentimento pr\u00e9vio e planos de uso dos recursos: a\u00e7a\u00ed, cupua\u00e7u e caj\u00e1, entre outros frutos processados em suas unidades industriais.<\/p>\n<p>O modelo segue a <a href=\"http:\/\/www.funai.gov.br\/arquivos\/conteudo\/cogedi\/pdf\/LEGISLACAO_INDIGENISTA\/Legislacao-Fundamental\/Convencao-n-169-Terena.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Conven\u00e7\u00e3o 169<\/a> da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho sobre povos ind\u00edgenas e tradicionais. \u201cAl\u00e9m de qualidade, o mercado exige regularidade, padroniza\u00e7\u00e3o e conhecimento sobre toda a cadeia dos produtos\u201d, diz Faro. Na comunidade Monte Herman, em Portel, Ilha do Maraj\u00f3 (PA), a extra\u00e7\u00e3o de copa\u00edba se d\u00e1 mediante processos de rastreabilidade que identificam as \u00e1rvores por GPS e permitem saber de qual delas o \u00f3leo comprado teve origem. Mais valorizado, o manejo da esp\u00e9cie pelos produtores com fins comerciais estimula a conserva\u00e7\u00e3o da floresta, sob constante amea\u00e7a dos madeireiros ilegais.<\/p>\n<p>O acordo firmado pela comunidade para a gest\u00e3o dos pr\u00f3prios recursos faz o casamento entre o plano de produ\u00e7\u00e3o local e a demanda das empresas. \u201cAo mesmo tempo, percebemos uma nova cultura quanto ao lixo, ca\u00e7a e pesca predat\u00f3ria, al\u00e9m da recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas e at\u00e9 mudan\u00e7as positivas no h\u00e1bito alimentar\u201d, completa Carlos Augusto Ramos, engenheiro florestal do projeto.<\/p>\n<p>Em Almeirim (PA), o trabalho d\u00e1 suporte \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o que comprova o manejo sustent\u00e1vel da castanha-do-brasil, visando o mercado externo. A parceria auxilia as mulheres na produ\u00e7\u00e3o de artesanato com o ouri\u00e7o (carapa\u00e7a) do fruto ap\u00f3s a retirada das am\u00eandoas, diversificando op\u00e7\u00f5es de renda. Parte da receita alimenta um fundo criado pela comunidade, como capital de giro destinado a investimentos em melhorias locais. \u201cSob o ponto de vista econ\u00f4mico, \u00e9 importante n\u00e3o depender de apenas um produto e usar a floresta de forma m\u00faltipla\u201d, sugere Ramos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/2018\/10\/02\/transacoes-naturais\/ouricocastanha-e1538691591374-copy\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3797 size-full\" src=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ouricocastanha-e1538691591374-copy.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ouricocastanha-e1538691591374-copy.jpg 960w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ouricocastanha-e1538691591374-copy-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ouricocastanha-e1538691591374-copy-768x1024.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O objetivo, diz ele, n\u00e3o se restringe a comercializar produtos com rastreabilidade a partir de frutos e sementes, mas desenvolver o protagonismo das comunidades com base no manejo florestal comunit\u00e1rio e no acesso a mercados, afirmando sua autonomia econ\u00f4mica e seu papel como guardi\u00f5es da biodiversidade, dos saberes e da cultura amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o para o d\u00e9ficit de \u00e1rvores<\/strong><\/p>\n<p>Se na Amaz\u00f4nia as vendas prosperam no ritmo da organiza\u00e7\u00e3o social das comunidades e do acesso a mercados, na Mata Atl\u00e2ntica, em S\u00e3o Paulo, novos neg\u00f3cios se desenham na esteira de mecanismos que compensam a falta de reservas ambientais em propriedades rurais j\u00e1 desmatadas, de forma a garantir florestas na propor\u00e7\u00e3o imposta pela lei. O novo C\u00f3digo Florestal prev\u00ea: dentro de certas condi\u00e7\u00f5es, quem n\u00e3o tiver mata suficiente para se adequar \u00e0s exig\u00eancias pode <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/codigo-florestal\/area-de-reserva-legal-arl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">compensar<\/a> o d\u00e9ficit pagando para uma outra fazenda com mais \u00e1reas conservadas fazer o papel, no mesmo bioma.<\/p>\n<p>\u201cA vegeta\u00e7\u00e3o nativa mantida em p\u00e9 deve ter um valor econ\u00f4mico\u201d, ressalta o empres\u00e1rio Leandro Viecili, diretor da Florestec, empresa que ingressou em uma nova fronteira de neg\u00f3cios por meio do projeto Compensa\u00e7\u00e3o de Passivos Ambientais por meio de Servid\u00e3o Florestal.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2323\" aria-describedby=\"caption-attachment-2323\" style=\"width: 3072px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/DSC02022.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2323\" src=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/DSC02022.jpg\" alt=\"Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Florestec\" width=\"3072\" height=\"2304\" srcset=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/DSC02022.jpg 3072w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/DSC02022-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/DSC02022-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/DSC02022-1440x1080.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 3072px) 100vw, 3072px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2323\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Florestec<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">De in\u00edcio, em 2012, com prop\u00f3sito de resolver o problema de propriet\u00e1rios com insufici\u00eancia de \u00e1rea para reserva ambiental, o engenheiro florestal adquiriu um s\u00edtio de 73 mil metros quadrados, no munic\u00edpio de Piedade (SP). O remanescente florestal da \u00e1rea, que resistiu \u00e0 press\u00e3o imobili\u00e1ria ao longo das d\u00e9cadas, hoje se destina a compensar passivos ambientais de terceiros, em car\u00e1ter perp\u00e9tuo, no conceito de servid\u00e3o \u2013 nesse caso, o servi\u00e7o prestado por um im\u00f3vel para outro. At\u00e9 o momento, 2 mil metros quadrados da reserva foram negociados para compensa\u00e7\u00f5es ambientais.<\/p>\n<p>\u201cA ideia surgiu quando uma transportadora, que veio a se tornar o primeiro cliente, precisava de um im\u00f3vel para se adaptar \u00e0s normas ambientais, mas n\u00e3o queria cuidar dele porque o neg\u00f3cio da empresa era caminh\u00e3o e n\u00e3o floresta\u201d, conta Viecili. A experi\u00eancia nos meandros do setor, com a percep\u00e7\u00e3o de uma tend\u00eancia que chegava para ficar e poderia se tornar um novo fil\u00e3o, veio quando trabalhava na \u00e1rea de licenciamento da ag\u00eancia ambiental paulista, a Cetesb, e tinha a caneta na m\u00e3o para autorizar ou n\u00e3o novos empreendimentos.<\/p>\n<p>Com 16 transa\u00e7\u00f5es realizadas at\u00e9 a metade de 2018, abrangendo \u00e1reas que variam de 630 a 11 mil metros quadrados, a empresa tinha como meta liquidar as cotas dispon\u00edveis no terreno e adquirir outro em regi\u00e3o diferente, mas esbarrou na crise econ\u00f4mica. A tend\u00eancia \u00e9 o neg\u00f3cio crescer na perspectiva de retomada dos novos investimentos em obras que precisar\u00e3o compensar a falta de floresta para cumprir as normas. Nem sempre a alternativa tradicional de cultivar mudas para resolver o passivo d\u00e1 certo, n\u00e3o s\u00f3 devido ao alto custo, como tamb\u00e9m \u00e0 necessidade de monitoramento e cuidados com o plantio.<\/p>\n<p>\u201cO olhar \u00e9 de longo prazo e de aten\u00e7\u00e3o para superar per\u00edodos de inseguran\u00e7a na \u00e1rea ambiental e econ\u00f4mica, como o atual, sem preju\u00edzos com o custo da manuten\u00e7\u00e3o de \u00e1reas conservadas para sempre, como prev\u00ea os contratos\u201d, analisa Viecili, que investiu R$ 70 mil e desde o in\u00edcio do neg\u00f3cio, em 2014, faturou R$ 458 mil. O cliente-padr\u00e3o, diz ele, \u00e9 o propriet\u00e1rio que tem lote urbano com floresta e precisa cortar uma parte da vegeta\u00e7\u00e3o para construir a casa. Mas h\u00e1 diferentes demandas, como ind\u00fastrias de cer\u00e2mica que querem ampliar a produ\u00e7\u00e3o a precisam de licen\u00e7a de minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\">Raio X das propostas<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Compensa\u00e7\u00e3o de passivos ambientais por\u00a0meio de Servid\u00e3o Florestal<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Proponente:<\/strong> Florestec \u2013 empresa privada de pequeno porte do setor de servi\u00e7os (consultoria ambiental e reflorestamento)<\/p>\n<p><strong>Data de in\u00edcio:<\/strong> setembro de 2014<\/p>\n<p><strong>Data de t\u00e9rmino:<\/strong> n\u00e3o aplic\u00e1vel<\/p>\n<p><strong>Local da iniciativa:<\/strong> Piedade (SP)<\/p>\n<p><strong>Investimento aproximado: <\/strong>R$ 70 mil<\/p>\n<p><strong>Como gera valor para a empresa:<\/strong><\/p>\n<p>A compensa\u00e7\u00e3o ambiental trouxe um diferencial competitivo para a consultoria pois, al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de laudos e estudos t\u00e9cnicos para subsidiar o licenciamento ambiental, o cliente ainda tinha a seu dispor uma solu\u00e7\u00e3o para obten\u00e7\u00e3o de sua licen\u00e7a ambiental. Gerar solu\u00e7\u00f5es ganha-ganha se alinha ao modelo de neg\u00f3cios das duas empresas das quais os s\u00f3cios fazem parte: a Florestec Engenharia e Solu\u00e7\u00f5es Ambientais, que \u00e9 uma empresa de engenharia consultiva, e a Florestec Reflorestamento, que faz a gest\u00e3o dos ativos florestais.<\/p>\n<p><strong>Como gera valor para o ecossistema e atores envolvidos:<\/strong><\/p>\n<p>Na maioria dos casos, um im\u00f3vel rural com excedente de floresta \u00e9 desvalorizado e visto como um \u00f4nus, o que coloca ainda mais press\u00e3o sobre o remanescente de vegeta\u00e7\u00e3o, dada a press\u00e3o para a convers\u00e3o de \u00e1reas florestais em usos agropastoris. A agrega\u00e7\u00e3o de valor com a floresta em p\u00e9 isenta o im\u00f3vel das press\u00f5es que tipicamente recaem sobre im\u00f3veis rurais para que sejam produtivos, contribuindo para a sua preserva\u00e7\u00e3o. Some-se a isso o fato de que a iniciativa representa uma fonte alternativa de renda para os propriet\u00e1rios de im\u00f3veis com cobertura florestal que excede aos limites m\u00ednimos exigidos em lei.<\/p>\n<p><strong>Como se relaciona com outras iniciativas globais: <\/strong><\/p>\n<p>O projeto est\u00e1 diretamente ligado ao <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=2261\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/a> 15: Proteger, recuperar e promover o uso sustent\u00e1vel dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustent\u00e1vel as florestas, combater a desertifica\u00e7\u00e3o, deter e reverter a degrada\u00e7\u00e3o da terra e deter a perda de biodiversidade.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>Projeto Aryiamuru<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Proponente:<\/strong> 100% Amaz\u00f4nia \u2013 empresa privada de pequeno porte do setor de produtos florestais<\/p>\n<p><strong>Data de in\u00edcio:<\/strong> 2016<\/p>\n<p><strong>Data de t\u00e9rmino:<\/strong> n\u00e3o aplic\u00e1vel<\/p>\n<p><strong>Local da iniciativa: <\/strong>Par\u00e1 e Amap\u00e1<\/p>\n<p><strong>Investimento aproximado: <\/strong>n\u00e3o informado<\/p>\n<p><strong>Como gera valor para a empresa:<\/strong><\/p>\n<p>A iniciativa fortalece os relacionamentos de longo prazo com fornecedores, o que contribui para trazer novos parceiros para o manejo florestal. Ao aplicar um m\u00e9todo de diagn\u00f3stico socioecon\u00f4mico e ambiental, chamado Radar, estabelece-se a confian\u00e7a entre as partes e aumenta a compreens\u00e3o de como a comercializa\u00e7\u00e3o de determinado produto florestal pode contribuir positivamente na melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida das fam\u00edlias. Nessa troca de conhecimento, a empresa entende que todos crescem.<\/p>\n<p><strong>Como gera valor para o ecossistema e atores envolvidos:<\/strong><\/p>\n<p>Ao trazer o debate sobre o uso de sementes florestais e seus \u00f3leos junto \u00e0s comunidades agroextrativistas, o projeto Aryiamuru valoriza produtos que podem gerar renda \u00e0s fam\u00edlias, mantendo o equil\u00edbrio do ecossistema local. O Projeto Aryiamuru da 100% Amaz\u00f4nia tem discutido m\u00e9todos de uso m\u00faltiplo da floresta e incentivado o uso de ferramentas que possam assegurar minimamente a prote\u00e7\u00e3o dos recursos naturais, como os Planos de Uso Comunit\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Como se relaciona com outras iniciativas globais: <\/strong><\/p>\n<p>O Projeto Aryiamuru dialoga com a Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), com a certifica\u00e7\u00e3o Forest Stewardship Council (FSC) para o Manejo Florestal e com o Pacto Global, do qual a 100% Amaz\u00f4nia \u00e9 signat\u00e1ria.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Projeto Carbono Reca &#8211;\u00a0Valorizando produtores locais\u00a0da Amaz\u00f4nia atrav\u00e9s de Projeto de Pagamento por\u00a0Servi\u00e7os Ambientais<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Proponente:<\/strong> Natura \u2013 empresa privada de grande porte do setor de cosm\u00e9ticos<\/p>\n<p><strong>Data de in\u00edcio:<\/strong> 2013<\/p>\n<p><strong>Data de t\u00e9rmino:<\/strong> 2038<\/p>\n<p><strong>Local da iniciativa:<\/strong> Associa\u00e7\u00e3o dos Pequenos Agrossilvicultores do Projeto Reca. Ponta do Abun\u00e3 (RO, AC, AM)<\/p>\n<p><strong>Investimento aproximado: <\/strong>R$ 11,25 milh\u00f5es<\/p>\n<p><strong>Como gera valor para a empresa:<\/strong><\/p>\n<p>Por meio da iniciativa, a Natura refor\u00e7a sua estrat\u00e9gia de <em><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=2261\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">insetting<\/a><\/em>, vis\u00e3o compartilhada por um n\u00famero crescente de organiza\u00e7\u00f5es sobre como as empresas podem equilibrar seu relacionamento com o ambiente do qual todos dependem. A empresa entende que, dessa forma, faz com que suas a\u00e7\u00f5es tenham maior sinergia junto \u00e0s comunidades fornecedoras, al\u00e9m de promover a integra\u00e7\u00e3o de programas e institui\u00e7\u00f5es; ampliar presen\u00e7a junto a cooperativas e associa\u00e7\u00f5es; protagonizar a agenda de compensa\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de carbono e fortalecer a rela\u00e7\u00e3o com o fornecedor. Adicionalmente, o projeto auxilia na gest\u00e3o da regularidade ambiental das propriedades cooperadas\/associadas e na rastreabilidade de seus produtos.<\/p>\n<p><strong>Como gera valor para o ecossistema e atores envolvidos:<\/strong><\/p>\n<p>O projeto \u00e9 de longo prazo e tem como objetivo zerar o desmatamento nas propriedades participantes. At\u00e9 2020, espera-se conservar 427 hectares de floresta nativa. O participante do projeto \u00e9 remunerado na propor\u00e7\u00e3o da conserva\u00e7\u00e3o que obteve e 50% do valor arrecadado \u00e9 destinado a um fundo comum, que financiar\u00e1 atividades estruturantes para a cooperativa. A empresa entende como oportunidades adicionais: impulsionar a viabiliza\u00e7\u00e3o de projetos de PSA na Amaz\u00f4nia para pequenos produtores e contribuir para criar um <em>benchmark <\/em>para projetos florestais voltados ao futuro \u201cMercado Brasileiro de Redu\u00e7\u00f5es de Emiss\u00f5es&#8221;, previsto na Pol\u00edtica Nacional sobre Mudan\u00e7a do Clima (PNMC). O projeto tamb\u00e9m se alinha com Projetos N\u00e3o Monet\u00e1rios da nova <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13123.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei de Acesso ao Patrim\u00f4nio Gen\u00e9tico<\/a>, para financiar implementa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade nas comunidades fornecedoras.<\/p>\n<p><strong>Como se relaciona com outras iniciativas globais: <\/strong><\/p>\n<p>O projeto relaciona-se diretamente com o Acordo de Paris e contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel 2 (Acabar com a fome, alcan\u00e7ar a seguran\u00e7a alimentar e melhoria da nutri\u00e7\u00e3o e promover a agricultura sustent\u00e1vel), 13 (Tomar medidas urgentes para combater a mudan\u00e7a clim\u00e1tica e seus impactos) e 15 (Proteger, recuperar e promover o uso sustent\u00e1vel dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustent\u00e1vel as florestas, combater a desertifica\u00e7\u00e3o, deter e reverter a degrada\u00e7\u00e3o da terra e deter a perda de biodiversidade), al\u00e9m de estar em linha com as Metas de Aichi de 2011 \u2013 2020.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As contribui\u00e7\u00f5es dos ecossistemas para a sociedade est\u00e3o cada vez mais evidentes e come\u00e7am a demonstrar seu valor, inclusive de troca \u00a0Por S\u00e9rgio Adeodato O pagamento para extrativistas e produtores rurais que adotam pr\u00e1ticas de baixo impacto, al\u00e9m dos avan\u00e7os envolvendo mecanismos que compensam o d\u00e9ficit de \u00e1reas naturais obrigat\u00f3rias por lei nas propriedades rurais, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2322,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1889],"tags":[1953,42,1956,1954,1955,1312,649,1957,1522,1958,1952,1912],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v21.5 - 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