{"id":2844,"date":"2019-08-16T17:47:19","date_gmt":"2019-08-16T20:47:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=2844"},"modified":"2022-02-22T08:20:21","modified_gmt":"2022-02-22T11:20:21","slug":"o-desafio-de-conquistar-coracoes-e-mentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2019\/08\/16\/o-desafio-de-conquistar-coracoes-e-mentes\/","title":{"rendered":"O desafio de conquistar cora\u00e7\u00f5es e mentes"},"content":{"rendered":"<p><em>Mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 um tema cient\u00edfico, amplo e, \u00e0 primeira vista, distante do dia a dia das pessoas. Mas existem caminhos para popularizar a agenda <\/em><\/p>\n<p><em>Por Magali Cabral<\/em><\/p>\n<p>As not\u00edcias sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica invariavelmente chegam carregadas de informa\u00e7\u00f5es de cunho cient\u00edfico, de negocia\u00e7\u00f5es complexas sobre acordos multilaterais, de previs\u00f5es catastr\u00f3ficas de m\u00e9dio e longo prazos. Apesar da precis\u00e3o e do embasamento das informa\u00e7\u00f5es, esse modelo excessivamente especializado de comunica\u00e7\u00e3o tem se mostrado incapaz de gerar interesse de engajamento em grande parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u2013 com o agravante de o tema \u201cconcorrer\u201d com quest\u00f5es sociais arraigadas, crises econ\u00f4micas em s\u00e9rie e desemprego em massa.<\/p>\n<p>O desafio posto, sobretudo agora com o surgimento de uma ala negacionista do aquecimento global, \u00e9 o de se criar conex\u00f5es entre os efeitos da crise clim\u00e1tica e o dia a dia dos cidad\u00e3os. Apresentar, por exemplo, rela\u00e7\u00f5es entre o clima e o pre\u00e7o do feij\u00e3o, a alta na conta de luz, as epidemias causadas por mosquitos vetores de doen\u00e7as graves, os problemas de mobilidade urbana, entre outros assuntos.<\/p>\n<p>\u00c9 muito dif\u00edcil gerar uma combust\u00e3o de interesses quando se est\u00e1 fechado em seu pr\u00f3prio mundo, segundo o coordenador de pol\u00edticas p\u00fablicas do Greenpeace, Marcio Astrini. \u00c9 preciso se conectar com a realidade que est\u00e1 mobilizando as pessoas no momento. Das agendas positivas que hoje despertam interesse geral, Astrini destaca o setor energ\u00e9tico. \u201cA energia solar \u00e9 um \u2018vencedor absoluto\u2019, \u00e9 impressionante a repercuss\u00e3o de engajamento que essa pauta produz. Joga-se um punhado de sementes e brotam 200 \u00e1rvores\u201d, compara (<em>mais sobre <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2019\/08\/16\/energia-renovavel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">energia renov\u00e1vel<\/a><\/em>).<\/p>\n<p>O setor de consumo tamb\u00e9m tem movimentado o cen\u00e1rio ambiental de forma positiva. O uso exagerado de agrot\u00f3xicos no Brasil est\u00e1 provocando uma rea\u00e7\u00e3o significativa, levando cada vez mais pessoas a se organizarem em torno da agenda de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. \u201cApesar de esse ser um nicho que n\u00e3o chega tanto \u00e0s classes mais pobres, o setor agr\u00edcola org\u00e2nico tem sido grande mobilizador\u201d, diz Astrini.<\/p>\n<p>Embora haja v\u00e1rias outras frentes de engajamento conectadas \u00e0 mudan\u00e7a do clima, o coordenador do Greenpeace lamenta que o momento n\u00e3o seja dos mais prop\u00edcios para a constru\u00e7\u00e3o de novas pautas. \u201cChamar uma pessoa para fazer parte de uma campanha vencedora \u00e9 muito mais engajador do que cham\u00e1-la para dizer n\u00e3o a um problema, para apagar inc\u00eandios\u201d. Por exemplo, embora a defesa da qualidade dos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o aumento do desmatamento na Floresta Amaz\u00f4nica mobilize pessoas, n\u00e3o necessariamente as engaja, pois \u201cinc\u00eandios\u201d como este est\u00e3o surgindo por toda a parte, na educa\u00e7\u00e3o, na cultura, nos direitos humanos. \u201cQuando a proposta \u00e9 construir um edif\u00edcio, e n\u00e3o salv\u00e1-lo de um inc\u00eandio, as pessoas se engajam muito mais\u201d, avalia.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia para engajamentos adotada pela Purpose, uma ag\u00eancia global que colabora com empresas e organiza\u00e7\u00f5es que querem colocar prop\u00f3sitos em suas agendas, tem sido buscar recortes em macrotemas, como o da mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Sob esse guarda-chuva h\u00e1 uma s\u00e9rie de subtemas e especificidades que interessam a p\u00fablicos diferentes. A ideia, portanto, \u00e9 identificar esses subtemas e utilizar abordagens que fa\u00e7am sentido para p\u00fablicos determinados e n\u00e3o para o grande p\u00fablico. Ou seja, \u00e9 preciso deixar de lado o costume de querer abarcar o maior n\u00famero de audi\u00eancia em uma s\u00f3 a\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o. \u201cIsso \u00e9 compreens\u00edvel do ponto de vista de otimizar recursos, mas \u00e9 contraproducente do ponto de vista das causas e dos movimentos\u201d, assegura o diretor de campanhas, Caio Coimbra.<\/p>\n<p>\u00c9 importante relacionar a mensagem com o tipo de interlocutor. \u201cFalar de mobilidade urbana com um grupo de pais e m\u00e3es requer um apelo diferente do que falar do mesmo assunto com jovens que pegam transporte p\u00fablico diariamente para o trabalho\u201d. Segundo Coimbra, se n\u00e3o houver esse tipo de preocupa\u00e7\u00e3o, \u00e9 quase autom\u00e1tico que o outro lado tamb\u00e9m opte por priorizar as suas pr\u00f3prias urg\u00eancias. \u201cA quantidade de problemas e dilemas inseridos no dia a dia das pessoas \u00e9 muito grande. Desemprego, crise econ\u00f4mica, tudo isso se reflete na vida delas de um jeito muito impactante. Elas precisam ser ajudadas a escolher as causas e as lutas das quais participar\u201d.<\/p>\n<p><strong>Traduzindo o <\/strong><strong>CO\u2082eq<\/strong><\/p>\n<p>O fato de os gases de efeito estufa serem invis\u00edveis e impalp\u00e1veis torna a promo\u00e7\u00e3o de engajamento no combate \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica uma tarefa mais complexa. Segundo a diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (iCS), Ana Toni, o Investimento Social Privado (ISP) deve assumir o papel de traduzir dos impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica no cotidiano de seu p\u00fablico. \u201cO ISP pode fazer muito para disseminar a pauta do clima por meio das a\u00e7\u00f5es que j\u00e1 est\u00e3o em suas agendas, como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o\u201d. Ali\u00e1s, na opini\u00e3o dela, \u00e9 in\u00f3cuo trabalhar com educa\u00e7\u00e3o sem tratar da crise clim\u00e1tica, uma vez que os empregos do futuro ser\u00e3o todos afetados pelo clima.<\/p>\n<p>\u201cA crian\u00e7a que hoje est\u00e1 na escola precisa entender o que \u00e9 mudan\u00e7a clim\u00e1tica, pois provavelmente no futuro trabalhar\u00e1 ou em mitiga\u00e7\u00e3o ou em adapta\u00e7\u00e3o\u201d, prev\u00ea Ana Toni. Colocar pain\u00e9is solares no grupo escolar, procurar trazer a discuss\u00e3o sobre energia limpa para a aula de Geografia e de Ci\u00eancias, promover debates sobre profiss\u00f5es s\u00e3o iniciativas perfeitamente alinhadas \u00e0 filantropia.<\/p>\n<p>Um modelo de comunica\u00e7\u00e3o inspirador, para ela, s\u00e3o as \u201cp\u00edlulas\u201d (mensagens curtas em v\u00eddeo) que a Rede Globo p\u00f5e no ar ao longo de sua programa\u00e7\u00e3o para explicar conceitos sobre os quais o p\u00fablico ainda n\u00e3o tem muita familiaridade, como os <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/natureza\/videos\/v\/globo-natureza-rios-voadores\/7754808\/\">rios voadores<\/a> da Amaz\u00f4nia e sua rela\u00e7\u00e3o com as chuvas na Regi\u00e3o Sudeste. \u201cIsso para mim tem muito a ver com o papel do ISP. Escolher um tema e fazer uma comunica\u00e7\u00e3o linda e did\u00e1tica.\u201d<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio executivo do Observat\u00f3rio do Clima, Carlos Rittl, tamb\u00e9m aprecia a iniciativa Globo Natureza, mas n\u00e3o v\u00ea muitas outras a\u00e7\u00f5es na grande m\u00eddia capazes de promover engajamento. Ele lembra que durante a crise h\u00eddrica de 2014 e 2015 \u2013 que atingiu fortemente a Regi\u00e3o Sudeste, em especial o estado de S\u00e3o Paulo \u2013, foram poucas as conex\u00f5es com a quest\u00e3o do clima. \u201cAt\u00e9 o benef\u00edcio que aquela crise gerou, de as pessoas serem mais cuidadosas no consumo, perdeu-se ao longo do tempo. A pr\u00f3pria campanha da Sabesp acabou tentando demonstrar que as pessoas n\u00e3o precisavam mais se preocupar com a falta d\u2019\u00e1gua pelos pr\u00f3ximos 30 anos porque j\u00e1 estava tudo resolvido\u201d, comenta.<\/p>\n<p>O mesmo aconteceu com a comunica\u00e7\u00e3o durante o per\u00edodo mais cr\u00edtico da epidemia de dengue, zika e chikungunya no Brasil. Falou-se muito sobre n\u00fameros e sobre a gravidade da situa\u00e7\u00e3o, mas pouco sobre as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que favoreciam a dissemina\u00e7\u00e3o dos vetores. \u201cA maioria dos ve\u00edculos discutiu a emerg\u00eancia do momento e o que estava sendo feito para lidar com a epidemia e com o drama da <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2019\/08\/16\/dicionario-dicas-de-leitura-e-videos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">microcefalia<\/a>, e s\u00f3\u201d, observa Rittl.<\/p>\n<p>Para o ambientalista, o Brasil n\u00e3o est\u00e1 conseguindo promover a reflex\u00e3o sobre qu\u00e3o importante \u00e9 adotar uma comunica\u00e7\u00e3o mais eficiente sobre as consequ\u00eancias da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, apesar das demonstra\u00e7\u00f5es noticiadas a todo momento. \u201cN\u00e3o podemos nem falar que este \u00e9 um \u2018novo normal\u2019 porque a gravidade da situa\u00e7\u00e3o tende a piorar e de forma acelerada.\u201d<\/p>\n<p><strong><em>Advocacy <\/em>empresarial<\/strong><\/p>\n<p>No \u00e2mbito dos legisladores e das pol\u00edticas p\u00fablicas, as a\u00e7\u00f5es de <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2019\/08\/16\/dicionario-dicas-de-leitura-e-videos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>advocacy<\/em><\/a> t\u00eam um papel crucial para ajudar a frear esse pior cen\u00e1rio. De acordo com Caio Coimbra, por conta de sua especificidade, a causa da mudan\u00e7a clim\u00e1tica acaba ficando muito na m\u00e3o de especialistas ou de ativistas e pouco com as empresas.<\/p>\n<p>Embora esteja se expandindo, ainda h\u00e1 muito espa\u00e7o para fomentar <em>advocacy<\/em> entre os empres\u00e1rios conscientes dos limites do crescimento econ\u00f4mico no \u00e2mbito <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2019\/08\/16\/dicionario-dicas-de-leitura-e-videos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>business as usual<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>O desafio \u00e9 que muitos empres\u00e1rios ainda confundem <em>advocacy<\/em> com ativismo. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que as empresas entendam melhor esse conceito nas causas socioambientais\u201d<em>, <\/em>diz Coimbra. \u201cN\u00e3o se trata de se tornarem ativistas, mas de reconhecer o seu poder de incid\u00eancia e exerc\u00ea-lo. \u00c9 quase um papel social. As empresas s\u00e3o atores pol\u00edticos e econ\u00f4micos muito fortes e podem incidir na conversa de um jeito bastante decisivo\u201d. Um cuidado ao aderir \u00e0 iniciativa, de acordo com o dirigente da Purpose, \u00e9 agir sempre em parceria. Ter organiza\u00e7\u00f5es, ativistas, especialistas, t\u00e9cnicos e a academia trabalhando em parceria e fornecendo conte\u00fado para embasamento das pautas (<em>mais sobre <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2019\/08\/16\/hora-de-unir-forcas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">articula\u00e7\u00e3o e redes<\/a><\/em>).<\/p>\n<p>A seguir, conhe\u00e7a alguns exemplos de comunica\u00e7\u00e3o e <em>advocacy<\/em> que v\u00eam produzindo impacto socioambiental e cultural expressivo ao longo do tempo, capazes de inspirar estrat\u00e9gias e iniciativas no campo do Investimento Social Privado.<\/p>\n<p>______________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><strong>\u00c1gua, Sua Linda e o poder das redes sociais<\/strong><\/p>\n<p>Em 2014, a situa\u00e7\u00e3o de falta de \u00e1gua no estado de S\u00e3o Paulo estava chegando ao n\u00edvel mais cr\u00edtico, com escolas cancelando as aulas, restaurantes fechando as portas, hospitais sendo abastecidos por caminh\u00f5es-pipa (entre eles, o pr\u00f3prio Hospital das Cl\u00ednicas, da capital). Cidades inteiras, como Itu, entrando em colapso, com a popula\u00e7\u00e3o por mais de 50 dias sem \u00e1gua nas torneiras. Faltava informa\u00e7\u00e3o sobre tudo. Em meio a esse caos, surgiu o projeto \u00c1gua, Sua Linda, no Facebook. Uma postagem que explicava as consequ\u00eancias do rompimento de uma barragem de rejeito de min\u00e9rio para as pessoas e para os recursos h\u00eddricos chegou a 3,8 milh\u00f5es de leitores em alcance org\u00e2nico, isto \u00e9, sem impulsionamento patrocinado.<\/p>\n<p>A convite da Alian\u00e7a Pela \u00c1gua e com apoio da Associa\u00e7\u00e3o Bem-te-vi Diversidade, a dupla Patr\u00edcia Kalil, jornalista, e Tom Bojarczuk, ilustrador e artista visual, assumiu o desafio de explicar a crise h\u00eddrica de forma mais acess\u00edvel para a popula\u00e7\u00e3o geral, que n\u00e3o necessariamente estava lendo jornais e precisava se informar sobre quest\u00f5es b\u00e1sicas. A dupla criou ent\u00e3o um material para postagens rico em infogr\u00e1ficos extremamente did\u00e1tico, como pode ser visto <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aguasualinda\/?epa=SEARCH_BOX\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Ao \u201cmergulharem\u201d no tema para se preparar para o desafio, ambos tomaram um susto. \u201cNaquela \u00e9poca, ficamos muito preocupados. A [jornalista e agricultora urbana, membra da <a href=\"https:\/\/bancadaativista.org\/\">Bancada Ativista<\/a> em S\u00e3o Paulo] Claudia Visoni estava escrevendo um livro sobre o que fazer diante de um colapso h\u00eddrico. Ela havia estudado uma quest\u00e3o bastante interessante: a falta de \u00e1gua n\u00e3o desperta solidariedade como a falta de outras coisas. Quando todos est\u00e3o disputando uma gota de \u00e1gua numa bica, um refil de balde perto de um caminh\u00e3o pipa, n\u00e3o h\u00e1 solidariedade e boa vizinhan\u00e7a. \u00c9 um salve-se quem puder\u201d, conta Kalil, lembrando que em meio a uma crise, ningu\u00e9m tem a perspectiva de quando a situa\u00e7\u00e3o voltar\u00e1 a se normalizar.<\/p>\n<p>E havia outra quest\u00e3o igualmente assustadora: \u201cS\u00e3o Paulo nunca havia consumido \u00e1gua do volume morto. O que era aquela \u00e1gua? Alguns cientistas falavam que tinha metais pesados, a Sabesp n\u00e3o dava informa\u00e7\u00f5es, muitas pessoas passaram a comprar \u00e1gua com medo de tomar \u00e1gua do volume morto\u201d.<\/p>\n<p>Diante desse caos surgiram os primeiros <em>posts<\/em> na <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aguasualinda\/\">p\u00e1gina no Facebook<\/a>. Foi criada tamb\u00e9m uma p\u00e1gina no Tumblr, servindo como um <em>backup<\/em> das postagens \u201cpara o caso de um dia o Facebook parar de funcionar, nunca se sabe\u201d, ironiza a jornalista. Recentemente, o grupo iniciou uma conta no Instagram, no perfil @arvoreagua. O material publicado est\u00e1 totalmente dispon\u00edvel a quem quiser public\u00e1-lo, desde que para uso n\u00e3o comercial. \u201cTemos retorno de pessoas que usam materiais em exposi\u00e7\u00f5es, aulas, oficinas de educa\u00e7\u00e3o ambiental. Inclusive, na pr\u00f3pria p\u00e1gina h\u00e1 declara\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas nesse sentido\u201d. O projeto n\u00e3o mant\u00e9m liga\u00e7\u00f5es com marcas, n\u00e3o faz propaganda e nem vende espa\u00e7o. O suporte financeiro vem da Associa\u00e7\u00e3o Bem-te-vi Diversidade, que, segundo Patricia Kalil, n\u00e3o tem qualquer inger\u00eancia nas escolhas editorais das postagens. \u201cTemos uma rela\u00e7\u00e3o muito bonita de confian\u00e7a e apoio\u201d, conclui.<\/p>\n<p>______________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><strong>ACT Promo\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade e o poder do <em>advocacy<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Criada em 2006, a Alian\u00e7a de Controle do Tabagismo (atualmente ACT Promo\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade) acumula reconhecimentos pelo sucesso de sua campanha antifumo no Brasil. A organiza\u00e7\u00e3o ajudou o Pa\u00eds n\u00e3o s\u00f3 a se tornar l\u00edder mundial no controle do tabaco \u2013 posto que anteriormente pertencia ao Canad\u00e1 \u2013 como a manter essa lideran\u00e7a ao longo de v\u00e1rios anos e ainda hoje. Embora sem rela\u00e7\u00e3o direta com mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o m\u00e9todo de engajamento da ACT pode ser inspirador para estrat\u00e9gias ligadas a clima, \u00e1gua e energia.<\/p>\n<p>Foi esse \u00f3timo desempenho que levou a ACT a ampliar seu escopo de atua\u00e7\u00e3o em 2012, quando passou a atuar tamb\u00e9m com outros fatores de risco evit\u00e1veis de doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis al\u00e9m do tabaco: controle do uso excessivo do \u00e1lcool, alimenta\u00e7\u00e3o baseada em comida ultraprocessada e sedentarismo. As doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis, como c\u00e2ncer, diabetes, doen\u00e7as cardiovasculares e pulmonares, s\u00e3o as principais causas de mortes em todo o mundo.<\/p>\n<p>\u201cTodo esse reconhecimento que recebemos se deve em grande parte \u00e0s nossas bem sucedidas a\u00e7\u00f5es de<em> advocacy<\/em>\u201d, afirma a diretora de Comunica\u00e7\u00e3o, Anna Monteiro. O segredo, segundo ela, est\u00e1 no embasamento cient\u00edfico de todas as ferramentas de dissemina\u00e7\u00e3o usadas pela ACT, no <em>advocacy,<\/em> na comunica\u00e7\u00e3o por redes sociais, e tamb\u00e9m no acompanhamento da opini\u00e3o p\u00fablica por meio de pesquisas. \u201cN\u00e3o fazemos campanha de comunica\u00e7\u00e3o ou <em>advocacy<\/em> sem termos evid\u00eancias de que o projeto ou a medida p\u00fablica trar\u00e1 comprovadamente benef\u00edcios para a popula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante, nesse processo, acompanhar a opini\u00e3o p\u00fablica por meio das pesquisas. Na \u00e9poca da tramita\u00e7\u00e3o da lei antifumo em S\u00e3o Paulo, aprovada em 2010, a ACT monitorava o apoio da popula\u00e7\u00e3o a um ambiente livre de fumo, e a outras medidas de controle do tabagismo. \u201cPesquisas de opini\u00e3o s\u00e3o um forte aliado no monitoramento da evolu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas adotadas\u201d, diz.<\/p>\n<p>Juntando tabaco e sa\u00fade, a ACT est\u00e1 atualmente com uma campanha chamada <a href=\"http:\/\/contadocigarro.org.br\/\">#ContaDoCigarro<\/a>, que conta com o apoio de um v\u00eddeo estrelado pelo m\u00e9dico Drauzio Varella e a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es nas principais m\u00eddias sociais. Baseada em um estudo do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca) em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outros parceiros, os dados apresentados deram origem \u00e0 campanha e, posteriormente, a uma a\u00e7\u00e3o judicial de ressarcimento impetrada pela Advocacia Geral da Uni\u00e3o contra as empresas de cigarros Phillip Morris e a Souza Cruz.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o, iniciada em maio de 2019, pede \u00e0s duas empresas que arquem com os custos das doen\u00e7as causadas pelo tabagismo que, segundo os estudos, chegam a R$ 57 bilh\u00f5es. Como as duas empresas pagam apenas R$ 13 bilh\u00f5es em impostos por ano, o sistema de sa\u00fade est\u00e1 arcando com uma uma conta de R$ 44 bilh\u00f5es para tratar doen\u00e7as desenvolvidas em consequ\u00eancia do cigarro. \u201c\u00c9 uma conta que n\u00e3o fecha\u201d, afirma Monteiro.<\/p>\n<p>Essa campanha come\u00e7ou em 31 de maio de 2019, Dia Mundial Sem Tabaco. At\u00e9 o fim de julho, o v\u00eddeo havia registrado 1,1 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es e a campanha como um todo teve um alcance de 3,3 milh\u00f5es. Foram 6.200 compartilhamentos, e 61.500 rea\u00e7\u00f5es \u00e0s postagens.<\/p>\n<p>O estudo de casos internacionais \u00e9 outro forte aliado da estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o da ACT. Em alimenta\u00e7\u00e3o, a ACT estreou em agosto uma campanha on-line (#TributoSaud\u00e1vel) sobre tributa\u00e7\u00e3o de bebidas a\u00e7ucaradas, como refrigerantes e sucos de caixinha. A ideia \u00e9 mostrar que o Brasil est\u00e1 na contram\u00e3o de uma tend\u00eancia global de aumentar os tributos sobre esse tipo de produto. \u201cO Brasil ainda subsidia a ind\u00fastria de refrigerantes com benef\u00edcios fiscais concedidos na Zona Franca de Manaus\u201d, informa Anna Monteiro.<\/p>\n<p>Muita articula\u00e7\u00e3o em rede tamb\u00e9m \u00e9 feita para dar suporte \u00e0s propostas (<em>conhe\u00e7a outros casos de articula\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/articulacao-e-redes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nesta reportagem<\/a><\/em>). A ACT coordena a Rede de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade, cujo\u00a0objetivo \u00e9\u00a0reunir pessoas e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil para a defesa de pol\u00edticas p\u00fablicas e atividades de mobiliza\u00e7\u00e3o para o controle do tabagismo, alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, controle do \u00e1lcool e atividade f\u00edsica. As a\u00e7\u00f5es da rede s\u00e3o focadas no compartilhamento de experi\u00eancias para <em>advocacy<\/em>, divulga\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, campanhas e not\u00edcias.<\/p>\n<p>______________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><strong>Mostra Ecofalante e o poder audiovisual<\/strong><\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Ecofalante foi criada em 2003 pelo cineasta e economista Francisco Mariani Guariba Neto, ou apenas Chico Guariba, com a ambi\u00e7\u00e3o de produzir document\u00e1rios voltados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o do desenvolvimento sustent\u00e1vel. Menos de 10 anos depois estreava em tr\u00eas salas de cinema de S\u00e3o Paulo, o que n\u00e3o demoraria a se tornar o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais: a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. De l\u00e1 para c\u00e1, a Mostra j\u00e1 atraiu um p\u00fablico de cerca de 320 mil pessoas em poltronas de 48 salas de cinemas da cidade.<\/p>\n<p>Mais que um festival de entretenimento, o evento pretende ser uma plataforma que entret\u00e9m para debater os problemas contempor\u00e2neos. \u201cO DNA da mostra n\u00e3o \u00e9 o entretenimento, \u00e9 o debate, a valoriza\u00e7\u00e3o da cidadania, a informa\u00e7\u00e3o de qualidade\u201d, resume Guariba. \u201cO cinema tem o poder l\u00fadico de ativar o lado emocional do p\u00fablico. Ao final da exibi\u00e7\u00e3o trazemos de volta o lado racional com os debates. As atividades se completam nesse sentido\u201d, explica.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros da mostra s\u00e3o superlativos tamb\u00e9m na curadoria. A equipe pesquisa filmes de 60 festivais no mundo, cataloga 1.500 para selecionar os 50 considerados melhores. \u201c\u00c9 impressionante o tamanho da produ\u00e7\u00e3o de audiovisuais socioambientais no mundo inteiro, o tema realmente virou pauta do cinema no s\u00e9culo XXI, trazendo quest\u00f5es ligadas aos problemas cotidianos: mudan\u00e7a clim\u00e1tica, escassez de \u00e1gua, consumo, mobilidade etc.\u201d, descreve o cineasta. Faltava, como diz, uma \u201cjanela\u201d para que toda essa produ\u00e7\u00e3o entrasse no Brasil.<\/p>\n<p>Embora a mostra de cinema seja o pilar mais vis\u00edvel da Ecofalante, o projeto continua fiel ao seu prop\u00f3sito original, a educa\u00e7\u00e3o, \u00e1rea na qual atua fortemente durante todo o ano letivo. Com a mostra j\u00e1 fazendo parte do calend\u00e1rio cultural paulistano, o Sesc entrou como parceiro do projeto com a proposta de fazer \u201citiner\u00e2ncias\u201d pelo interior do estado de S\u00e3o Paulo. Nessa investida, percebeu-se a voca\u00e7\u00e3o educacional da Mostra e criou-se um circuito universit\u00e1rio que forma uma cultura de audi\u00eancia para document\u00e1rios, ao mesmo tempo em que debate os temas socioambientais mais urgentes.<\/p>\n<p>Essas itiner\u00e2ncias proporcionam um crescimento acelerado da abrang\u00eancia da Ecofalante. Recentemente, uma nova parceria foi fechada com o Centro Paula Souza, institui\u00e7\u00e3o vinculada \u00e0 Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico do Estado de S\u00e3o Paulo, que administra 223 Escolas T\u00e9cnicas (Etecs) e 73 Faculdades de Tecnologia (Fatecs) com quase 300 mil alunos. O novo parceiro entendeu que a educa\u00e7\u00e3o socioambiental era complementar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o desses alunos. \u201cN\u00e3o s\u00f3 para fortalecer o conhecimento cient\u00edfico mas tamb\u00e9m a forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3, muito em falta nas escolas\u201d, diz Guariba.<\/p>\n<p>Dois anos atr\u00e1s, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) tamb\u00e9m criou a disciplina Sociedade e Meio Ambiente na Produ\u00e7\u00e3o Audiovisual, aberta a todos os alunos do campus. Chico Guariba hoje admira-se do fato de as universidades terem demorado tanto a se apropriar dos recursos audiovisuais como ferramenta de ensino.<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o da Ecofalante \u00e9 feita quase de forma org\u00e2nica. H\u00e1 uma assessoria de imprensa que trabalha muito com as redes sociais e basicamente com m\u00eddia espont\u00e2nea. O segredo para os n\u00fameros superlativos obtidos pela Ecofalante, na opini\u00e3o de Chico Guariba, pode estar nas parcerias firmadas: \u201csustentabilidade s\u00f3 se consegue agregando pessoas\u201d. E pode estar tamb\u00e9m no alto n\u00edvel de qualidade do conte\u00fado exibido: \u201cTemos um tesouro nas m\u00e3os capaz de envolver alunos, professores, ambientalistas, simpatizantes, cin\u00e9filos\u201d. Mas, para Guariba, a Ecofalante ainda \u00e9 s\u00f3 uma gota no deserto diante dos desafios socioambientais que precisam de enfrentamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 um tema cient\u00edfico, amplo e, \u00e0 primeira vista, distante do dia a dia das pessoas. 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