{"id":2849,"date":"2019-08-16T17:56:25","date_gmt":"2019-08-16T20:56:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=2849"},"modified":"2022-02-22T08:13:34","modified_gmt":"2022-02-22T11:13:34","slug":"hora-de-unir-forcas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2019\/08\/16\/hora-de-unir-forcas\/","title":{"rendered":"Hora de unir for\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p><em>Empresas, funda\u00e7\u00f5es e sociedade civil j\u00e1 trabalham em conjunto para gerar impactos positivos com maior escala e qualidade<\/em><\/p>\n<p><em>Por Magali Cabral<\/em><\/p>\n<p>A mudan\u00e7a do clima est\u00e1 t\u00e3o perigosamente pr\u00f3xima do seu ponto de inflex\u00e3o, a partir do qual n\u00e3o haver\u00e1 mais possibilidade de retorno, que precisa de toda participa\u00e7\u00e3o que puder arregimentar. Plantar uma \u00e1rvore ou impedir que se derrube uma, deixar o carro na garagem sempre que poss\u00edvel ou lot\u00e1-lo de caronas s\u00e3o gestos necess\u00e1rios e inspiradores mas, a esta altura, insuficientes. \u00c9 preciso dar mais efici\u00eancia \u00e0s a\u00e7\u00f5es por meio da participa\u00e7\u00e3o em redes que compartilham l\u00f3gicas semelhantes, gerando impactos positivos com maior escala e qualidade.<\/p>\n<p>Por exemplo, grupos que se associam para comprar alimentos org\u00e2nicos diretamente de produtores locais, al\u00e9m de cuidarem da pr\u00f3pria sa\u00fade consumindo alimentos frescos e livres de pesticidas, tamb\u00e9m diminuem sua pegada de carbono \u2013 gerando menos lixo com embalagens, n\u00e3o contribuindo com o com\u00e9rcio de agrot\u00f3xicos, nem com o transporte rodovi\u00e1rio de longas dist\u00e2ncias. Outro aspecto positivo desse tipo de a\u00e7\u00e3o em rede \u00e9 o aumento da renda dos pequenos agricultores, que se livram dos atravessadores por meio da venda direta. Ganha a rede, ganha o clima e ganha o pequeno agricultor de org\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Uni\u00e3o, sinergia e rede s\u00e3o palavras-chave quando se pretende gerar impactos positivos e de grande alcance, como requer o combate \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Essa \u00e9 uma proposta que come\u00e7a a ganhar corpo na pauta das grandes empresas que fazem Investimento Social Privado (ISP), mas ainda com muitos desafios pela frente. Fomentar articula\u00e7\u00f5es entre grandes grupos empresariais n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples quanto formar um clube de compra de org\u00e2nicos no bairro. Em geral, as funda\u00e7\u00f5es e os institutos encarregados de aplicar o ISP de grandes corpora\u00e7\u00f5es j\u00e1 t\u00eam as suas agendas em andamento e nem sempre os interesses s\u00e3o coincidentes.<\/p>\n<p>Mas esse \u00e9 um esfor\u00e7o que pode valer a pena. Na opini\u00e3o de Carlos Rittl, secret\u00e1rio executivo do Observat\u00f3rio do Clima, gerar impactos positivos em qualquer agenda social ou ambiental \u2013 em redu\u00e7\u00e3o de desigualdade social e de g\u00eanero, inclus\u00e3o social, promo\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00e3o de renda, direitos humanos, seguran\u00e7a alimentar, h\u00eddrica ou energ\u00e9tica \u2013 ser\u00e1 muito mais dif\u00edcil e custoso se for em meio a um cen\u00e1rio agudo de crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Popula\u00e7\u00f5es inteiras que moram em \u00e1reas sujeitas a <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2019\/08\/16\/dicionario-dicas-de-leitura-e-videos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">eventos extremos<\/a>, seja no Semi\u00e1rido nordestino (agravamento da seca), seja em cidades (seca, temporais e alagamentos), estar\u00e3o muito mais vulner\u00e1veis. A prioridade dos mais necessitados entre popula\u00e7\u00f5es de baixa renda passar\u00e1 a ser a luta pela sobreviv\u00eancia e n\u00e3o mais a ascens\u00e3o de patamares sociais. \u201cTer a compreens\u00e3o desse nexo [entre agenda social e clima] pode estimular a forma\u00e7\u00e3o de redes de Investimento Social Privado em mudan\u00e7as clim\u00e1ticas como forma de as organiza\u00e7\u00f5es alcan\u00e7arem impactos positivos mais expressivos no futuro\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Rodrigo Brito, gerente do programa <a href=\"http:\/\/aguamaisacesso.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alian\u00e7a \u00c1gua+ Acesso<\/a> no Instituto Coca-Cola Brasil, tamb\u00e9m argumenta em defesa de uma articula\u00e7\u00e3o de redes entre as organiza\u00e7\u00f5es de ISP em torno do tema. \u201cCom a complexidade dos desafios sociais e ambientais do Pa\u00eds, uma empresa que age de forma isolada contribui menos do que poderia para uma causa quando comparada a um conjunto de empresas e organiza\u00e7\u00f5es atuando de forma conjunta ou complementar.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Brito, dado que o n\u00famero de empresas que fazem ISP e o volume investido ainda n\u00e3o s\u00e3o expressivos frente \u00e0s demandas do Pa\u00eds, realizar coinvestimentos, atuar de forma sin\u00e9rgica e complementar com outras organiza\u00e7\u00f5es, sejam privadas, p\u00fablicas ou da sociedade civil, contribuem para otimizar recursos, reduzir redund\u00e2ncias e ampliar efici\u00eancia. \u201cCom maior alinhamento e sinergia, destinam-se mais recursos para a ponta\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>Por exemplo, se 10 empresas fazem investimentos em projetos individuais, estamos falando de 10 vezes mais custos em \u00e1reas meio \u00ad\u2013 gest\u00e3o, avalia\u00e7\u00f5es, comunica\u00e7\u00e3o, consultorias e relat\u00f3rios. Al\u00e9m disso, quando se tem 10 projetos isolados, s\u00e3o 10 curvas de aprendizado distintas em atores que n\u00e3o est\u00e3o se conversando. \u201cOu seja, temos iniciativas que geram 10 vezes mais custos com \u00e1reas meio e que reduzem em 10 vezes o aprendizado que poderia ser gerado e compartilhado coletivamente\u201d, calcula Brito.<\/p>\n<p>O Instituto Igu\u00e1, ligado \u00e0 empresa Igu\u00e1 Saneamento e parceiro do Instituto Coca-Cola no programa Alian\u00e7a \u00c1gua+ Acesso (<em>mais sobre o programa em box a seguir<\/em>), j\u00e1 foi criado com a perspectiva de trabalhar em rede. F\u00e1cil entender o porqu\u00ea. \u201cO desafio do saneamento no Brasil \u00e9 t\u00e3o enorme que nascemos sabendo que sozinhos n\u00e3o far\u00edamos qualquer diferen\u00e7a no cen\u00e1rio nacional, por mais capital destinado ao ISP que tiv\u00e9ssemos\u201d, revela a diretora-presidente do instituto, Renata Ruggiero Moraes.<\/p>\n<p>Os c\u00e1lculos estimados para universalizar o saneamento (com acesso aos servi\u00e7os de \u00e1gua, esgotos, res\u00edduos e drenagem) \u00e9 de\u00a0R$ 508 bilh\u00f5es, de acordo com dados do Plano Nacional de Saneamento B\u00e1sico (Plansab), do extinto Minist\u00e9rio das Cidades. \u201cA universaliza\u00e7\u00e3o depende de solu\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas e solu\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas nunca conseguem sair de um ator s\u00f3\u201d, observa.<\/p>\n<p><strong>Em que subtema investir<\/strong><\/p>\n<p>Quando se fala em mudan\u00e7a clim\u00e1tica no Brasil, pensa-se logo em florestas, uma vez que o desmatamento \u00e9 um dos grandes vil\u00f5es das emiss\u00f5es brasileiras. Mas, na opini\u00e3o de Rittl, no universo do ISP, a \u00e1gua \u00e9 um dos temas que podem gerar muita sinergia por ter uma rela\u00e7\u00e3o direta com a manuten\u00e7\u00e3o da vida humana. Um dos projetos mais emblem\u00e1ticos do Semi\u00e1rido nordestino, o <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2017-08\/programa-que-levou-1-milhao-de-cisternas-ao-semiarido-brasileiro-e-premiado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um Milh\u00e3o de Cisternas<\/a>, tornou-se pol\u00edtica p\u00fablica depois de, segundo Rittl, multiplicar-se por meio de uma rede de organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias ligadas \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica e \u00e0s Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).<\/p>\n<p>\u201cA melhor gest\u00e3o da \u00e1gua passa a ser ainda mais importante em um cen\u00e1rio de mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Assegurar \u00e1gua em quantidade e com a qualidade necess\u00e1ria para a manuten\u00e7\u00e3o da vida humana deve se tornar mais dif\u00edcil com o tempo\u201d, acredita Rittl. Hoje ainda \u00e9 poss\u00edvel construir boas estrat\u00e9gias de armazenamento de \u00e1gua no Nordeste, como o <a href=\"https:\/\/www.asabrasil.org.br\/acoes\/cisternas-nas-escolas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cisternas nas Escolas<\/a>, ou as <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-solucoes-tecnologicas\/-\/produto-servico\/2129\/barragem-subterranea\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Barragens Subterr\u00e2neas<\/a>. Mas \u00e0 medida que parte do Semi\u00e1rido se tornar uma regi\u00e3o \u00e1rida, executar projetos como esses poder\u00e1 nem ser mais poss\u00edvel.<\/p>\n<p>De acordo com \u00c2ngelo Lima, secret\u00e1rio executivo do Observat\u00f3rio das \u00c1guas, para se integrarem e se articularem no combate \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica, as organiza\u00e7\u00f5es precisam vencer um desafio cultural que tem origem em nosso processo educacional de segmentar demais as v\u00e1rias tem\u00e1ticas. Para ele, a quest\u00e3o do clima transpassa v\u00e1rias disciplinas, como Matem\u00e1tica, Geografia, Ci\u00eancias, Hist\u00f3ria, e acaba n\u00e3o sendo tratada com propriedade por nenhuma delas. Mudar esse modelo \u00e9 um desafio para quem investe na \u00e1rea educacional. Outra sugest\u00e3o de Lima para iniciar investimentos diretamente no tema \u00e9 realizar estudos de riscos decorrentes do n\u00e3o investimento em pol\u00edticas p\u00fablicas e privadas nessa \u00e1rea e o impacto dessa in\u00e9rcia nos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Perguntado se as grandes empresas j\u00e1 n\u00e3o estariam fazendo isso, uma vez que a opera\u00e7\u00e3o de muitas delas depende do uso de \u00e1gua pot\u00e1vel, Lima disse que h\u00e1 de fato uma percep\u00e7\u00e3o de que as empresas j\u00e1 admitem o problema. \u201cMas uma coisa \u00e9 ter no\u00e7\u00e3o do problema, outra \u00e9 passar desse entendimento para uma a\u00e7\u00e3o efetiva\u201d. Ele conta que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crise h\u00eddrica de 2014 e 2015, as empresas s\u00f3 come\u00e7aram a agir mais efetivamente em S\u00e3o Paulo depois que viram suas torneiras na imin\u00eancia de secar \u2013 mas \u00e9 verdade tamb\u00e9m que o governo estadual passou um bom tempo negando a exist\u00eancia da crise.<\/p>\n<p>Segundo Lima, uma grande empresa n\u00e3o consegue fazer um estudo de capta\u00e7\u00e3o alternativa de \u00e1gua em pouco tempo. \u201cA Braskem, por exemplo, levou cinco anos para desenvolver um projeto alternativo \u00e0 capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua da bacia do Rio Guandu, que segue sob forte estresse h\u00eddrico [a bacia hidrogr\u00e1fica do Guandu abastece a cidade do Rio de Janeiro e parte da Baixada Fluminense]\u201d. No caso de m\u00e9dias e pequenas empresas, \u00c2ngelo Lima n\u00e3o v\u00ea sequer preocupa\u00e7\u00e3o com o tamanho do problema h\u00eddrico em um cen\u00e1rio de crise clim\u00e1tica. \u201cSempre que a chuva volta a cair, ela \u2018lava\u2019 a mem\u00f3ria das pessoas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Entretantos<\/strong><\/p>\n<p>Trabalhar junto \u00e9 fundamental, mas \u00e9 preciso fugir da armadilha da morosidade nas a\u00e7\u00f5es, ou da perda de criatividade, conforme adverte a diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (iCS), Ana Toni. \u201cAquela coisa de ter que combinar tudo com todo mundo o tempo todo pode tolher a possibilidade de se fazer coisas diferentes\u201d, afirma. Para ela, embora a sinergia seja absolutamente fundamental, dada a magnitude do combate \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica, h\u00e1 um risco de se gastar muita energia para a sinergia e n\u00e3o em seu objetivo final. \u201cPara a a\u00e7\u00e3o conjunta ser produtiva, \u00e9 preciso aplicar metodologia, ter uma boa modera\u00e7\u00e3o e curadoria. Caso contr\u00e1rio, viram reuni\u00f5es intermin\u00e1veis de troca de informa\u00e7\u00f5es em vez de planejamento de a\u00e7\u00f5es conjuntas.\u201d<\/p>\n<p>Feita essa ressalva, Ana Toni afirma que investimentos em mudan\u00e7a clim\u00e1tica requerem necessariamente uma atua\u00e7\u00e3o sin\u00e9rgica, principalmente no campo do ISP. \u201cEsse campo s\u00f3 pode ser pensado com sinergia e coopera\u00e7\u00e3o porque mudan\u00e7a clim\u00e1tica se d\u00e1 no concreto \u2013 na mobilidade urbana, na energia, na educa\u00e7\u00e3o. E normalmente as funda\u00e7\u00f5es trabalham com quest\u00f5es concretas\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m por ser um tema sist\u00eamico, a coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 mais do que necess\u00e1ria. Em mudan\u00e7a clim\u00e1tica n\u00e3o d\u00e1 para resolver um problema pequeno de emiss\u00e3o de CO<sub>2<\/sub>, porque n\u00e3o ter\u00e1 nenhum impacto em n\u00edvel global. \u201cOs financiadores globais rapidamente perceberam que t\u00eam de trabalhar em articula\u00e7\u00e3o e se organizar profissionalmente para fazer isso\u201d, afirma. \u201cEspecialmente na Europa, a reuni\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es filantr\u00f3picas para debater o tema j\u00e1 \u00e9 muito org\u00e2nica. Essa \u00e9 uma das atribui\u00e7\u00f5es, por exemplo, do <a href=\"https:\/\/www.efc.be\/member-post\/european-climate-foundation\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">European Climate Foundation<\/a>.\u201d<\/p>\n<p>Outra iniciativa nesse sentido \u00e9 o Funders Table, uma mesa de aprendizado e debate informalmente organizada pelo <a href=\"https:\/\/www.climateworks.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ClimateWorks Foundation<\/a>. O iCS costuma participar dessas mesas, e Ana Toni explica que a Funders Table n\u00e3o existe enquanto institui\u00e7\u00e3o. \u201cEla n\u00e3o \u00e9 nada e ao mesmo tempo \u00e9 tudo. Re\u00fane organiza\u00e7\u00f5es filantr\u00f3picas para aprender sobre o tema. S\u00e3o encontros para se pensar em metodologias de a\u00e7\u00e3o, para debater estudos de casos\u201d. Em sua opini\u00e3o, na \u00e1rea de clima, a abertura para aprender precisa ser enorme \u2013 n\u00e3o se trata mais de tentar criar o seu modelo de a\u00e7\u00e3o de combate \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica, mas de copiar e trabalhar junto com o que j\u00e1 existe mundo afora, especialmente na Europa, nos Estados Unidos, na China e na \u00cdndia.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>CASOS QUE \u201cCA\u00cdRAM\u201d NA REDE<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>______________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><strong>Alian\u00e7a \u00c1gua+ Acesso \u2013 <\/strong>Formada inicialmente por nove empresas, institutos e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil em 2017, hoje j\u00e1 s\u00e3o 15 delas atuando em um modelo de governan\u00e7a participativa em oito estados brasileiros, impactando cerca de 77 mil pessoas em mais de 200 comunidades. Segundo a diretora-presidente do Instituto Igu\u00e1, Renata Ruggiero Moraes, o <a href=\"https:\/\/www.pactoglobal.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pacto Global<\/a> das Na\u00e7\u00f5es Unidas usou esse programa para mostrar como empresas e organiza\u00e7\u00f5es podem trabalhar juntas para gerar impactos socioambientais positivos para a sociedade.<\/p>\n<p>A Alian\u00e7a foi estruturada em um modelo de rede com dois investidores, o Instituto Igu\u00e1 e o Instituto Coca-Cola; tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es de apoio, a Funda\u00e7\u00e3o Avina, o Instituto Trata Brasil e a World Transforming Technologies (WTT), empresa especializada em inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas com finalidade de impacto socioambiental; al\u00e9m de 10 organiza\u00e7\u00f5es de acesso, compostas por ONGs de bases comunit\u00e1rias que atuam nos territ\u00f3rios e j\u00e1 t\u00eam, portanto, conhecimento e v\u00ednculo criado com as comunidades.<\/p>\n<p>\u201cAs ONGs s\u00e3o os nossos parceiros de implementa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o elas que nos trazem as realidades dos locais mais cr\u00edticos e nos apontam as melhores solu\u00e7\u00f5es em cada caso\u201d, explica Moraes. Segundo ela, ter dinheiro sem ter uma organiza\u00e7\u00e3o na ponta n\u00e3o adianta nada. O mesmo quando se tem uma boa organiza\u00e7\u00e3o na ponta, mas n\u00e3o h\u00e1 recursos financeiros. \u201cEsse trabalho feito na ponta \u00e9 a chave para o sucesso do Alian\u00e7a\u201d, afirma. Moraes conta que, antes de come\u00e7ar o projeto, um levantamento identificou que metade dos projetos de acesso \u00e0 \u00e1gua que investiram s\u00f3 em infraestrutura foram sucateados entre dois e cinco anos.<\/p>\n<p>O programa Alian\u00e7a \u00c1gua+ Acesso direciona uma parte dos investimentos para a infraestrutura e outra para montar os modelos de gest\u00e3o comunit\u00e1ria do sistema de \u00e1gua. \u201cPor interm\u00e9dio das ONGs, mobilizamos a comunidade desde o in\u00edcio, desde o planejamento do projeto. A comunidade desenha e constr\u00f3i junto o sistema, e depois define as regras de como o sistema ser\u00e1 gerido. Desse modo, a comunidade fica capacitada para, dali em diante, seguir sozinha na gest\u00e3o\u201d. Nas comunidades, os gestores do sistema cobram uma taxa simb\u00f3lica dos usu\u00e1rios, suficiente para dar conta da manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro ganho com esse n\u00edvel de sinergia \u00e9 a aproxima\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com o tema da \u00e1gua, o que, segundo Renata Moraes, ajuda na redu\u00e7\u00e3o do consumo e da inadimpl\u00eancia. \u201cH\u00e1 tamb\u00e9m um efeito de empoderamento comunit\u00e1rio, pois a partir do momento que j\u00e1 est\u00e3o organizados, eles conseguem lidar com outros temas socioambientais para al\u00e9m da \u00e1gua\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0______________________________________________________________________________________<\/strong><\/p>\n<p><strong>Baba\u00e7u e A\u00e7a\u00ed<\/strong> \u2013 A Votorantim Cimentos uniu-se recentemente ao Instituto Arapya\u00fa para, juntos, investirem no projeto Sobral de Futuro, no Cear\u00e1. Trata-se de um planejamento territorial que integra tamb\u00e9m universidades e outras organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil local para debater o munic\u00edpio com uma perspectiva para 2030. Durante os debates para um levantamento de diagn\u00f3sticos da potencialidade local, a gerente de Transforma\u00e7\u00e3o Social da empresa, Priscilla Alvarenga, conta sobre o surgimento de uma oportunidade inesperada:<\/p>\n<p>\u201cA ideia era investir em potencialidades locais mesmo que n\u00e3o estivessem ligadas \u00e0 nossa cadeia. No decorrer das conversas, descobrimos uma comunidade [em Serra da Meruoca, no Nordeste cearense] vivendo abaixo da linha da pobreza, com renda m\u00e9dia mensal <em>per capita<\/em> de R$ 282, bem pr\u00f3xima \u00e0 unidade da Votorantim em Sobral, e que dominava bem a cultura de cultivo do baba\u00e7u.\u201d<\/p>\n<p>Como a planta da Votorantim em Sobral j\u00e1 utilizava caro\u00e7o de baba\u00e7u produzido no Piau\u00ed para aproveitamento energ\u00e9tico, passou a adquiri-lo ali perto, diminuindo assim sua pegada de carbono e aumentando em 61% a renda da comunidade. Em 2018, a comunidade forneceu 718 toneladas de caro\u00e7o para a f\u00e1brica da Votorantim. A provoca\u00e7\u00e3o agora \u00e9 come\u00e7ar a fechar o ciclo para uma <a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2019\/08\/16\/dicionario-dicas-de-leitura-e-videos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">economia circular<\/a>, criando, por meio de novas parcerias, um neg\u00f3cio social de extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de baba\u00e7u (usado na ind\u00fastria aliment\u00edcia e cosm\u00e9tica) com bom valor agregado.<\/p>\n<p>Uma inspira\u00e7\u00e3o para o projeto de Sobral \u00e9 o caso cl\u00e1ssico de economia circular de Xambio\u00e1, no Tocantins. Nos \u00faltimos seis anos, a comunidade fechou o ciclo de aproveitamento integral do baba\u00e7u. Do coco fabricam biojoias, com um com\u00e9rcio j\u00e1 estabelecido na regi\u00e3o, do fruto fazem \u00f3leo, e o res\u00edduo vira biomassa para os fornos da Votorantim, ou segue para f\u00e1bricas de ra\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<p>Outro caso da empresa no Par\u00e1 \u00e9 o uso do caro\u00e7o do a\u00e7a\u00ed tamb\u00e9m como biomassa para a gera\u00e7\u00e3o de energia. Segundo F\u00e1bio Cirilo, coordenador de Sustentabilidade da Votorantim Cimentos, 83% do fruto do a\u00e7a\u00ed \u00e9 composto do caro\u00e7o, que at\u00e9 algum tempo n\u00e3o tinha nenhum aproveitamento. \u201cVimos ali uma boa fonte de energia para os nossos fornos em Primavera. Atualmente estamos coletando 96 mil toneladas de sementes de a\u00e7a\u00ed por ano, o que traz uma redu\u00e7\u00e3o de 117 mil toneladas de CO<sub>2<\/sub> anuais. Isso se calcularmos s\u00f3 o impacto direto, isto \u00e9, trocar o coque de petr\u00f3leo pela semente de a\u00e7a\u00ed. Se expandirmos o olhar para o ciclo de vida do a\u00e7a\u00ed adquirido, com o fato de as sementes n\u00e3o estarem mais se degradando nos aterros ou nos leitos dos rios, a f\u00e1brica deixa de gerar, com carbono evitado, cerca de 200 mil toneladas de CO<sub>2<\/sub>\u201d.<\/p>\n<p>Em 2018, A Votorantim Cimentos consumiu 40 mil toneladas de caro\u00e7o de a\u00e7a\u00ed, o que corresponde a 14,3% de substitui\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica. Nessa cadeia est\u00e3o envolvidos os produtores de a\u00e7a\u00ed, fruto que sustenta dezenas de comunidades da regi\u00e3o, e parceiros locais que processam as sementes.<\/p>\n<p>_____________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><strong>Para mais casos inspiradores, consulte:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/mapbiomas.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MapBiomas<\/a> \u2013 Iniciativa multi-institucional envolvendo universidades, ONGs e empresas de tecnologia que se uniram para contribuir com o entendimento das transforma\u00e7\u00f5es do territ\u00f3rio brasileiro com base em um mapeamento anual da cobertura e uso do solo no Brasil.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.tratabrasil.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Trata Brasil<\/a> \u2013 Organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil de Interesse P\u00fablico (Oscip), criada em 2007 por um grupo de empresas com interesse nos avan\u00e7os do saneamento b\u00e1sico e na prote\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos do Pa\u00eds.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aliancapelaagua.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alian\u00e7a pela \u00c1gua<\/a> \u2013 Articula\u00e7\u00e3o da sociedade civil criada em outubro de 2014 para enfrentamento da crise h\u00eddrica em S\u00e3o Paulo e constru\u00e7\u00e3o de uma \u201cNova Cultura de Cuidado com a \u00c1gua\u201d no Brasil. \u00c9 composta por mais de 60 organiza\u00e7\u00f5es e movimentos das \u00e1reas de meio ambiente, direitos do consumidor, direitos humanos, educa\u00e7\u00e3o, ativismo e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/cebds.org\/aquasfera\/uso-da-agua-na-industria-textil-e-tema-de-projeto-da-vicunha\/?utm_campaign=newsletter_aquasfera_julho_de_2019&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=RD+Station&amp;fbclid=IwAR1L2f1wqRHeHWlIhEh-1Gfzm65kQ6q9t5ADOi1bFj_YmV7TVUIoLs07pO0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vicunha T\u00eaxtil<\/a><strong> \u2013 <\/strong>O uso da \u00e1gua na ind\u00fastria t\u00eaxtil \u00e9 o mote de um projeto realizado pela Vicunha em parceria com o Movimento Ecoera, o \u201cPegada H\u00eddrica Vicunha\u201d. Um dos resultados da iniciativa foi a produ\u00e7\u00e3o de um estudo que revelou o consumo de 5.196 litros de \u00e1gua para cada cal\u00e7a jeans fabricada no Brasil. O levantamento utilizou m\u00e9tricas pr\u00f3prias para mapear o consumo de \u00e1gua no ciclo de vida de uma cal\u00e7a jeans no Brasil, desde o plantio do algod\u00e3o at\u00e9 o consumidor final.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas, funda\u00e7\u00f5es e sociedade civil j\u00e1 trabalham em conjunto para gerar impactos positivos com maior escala e qualidade Por Magali Cabral A mudan\u00e7a do clima est\u00e1 t\u00e3o perigosamente pr\u00f3xima do seu ponto de inflex\u00e3o, a partir do qual n\u00e3o haver\u00e1 mais possibilidade de retorno, que precisa de toda participa\u00e7\u00e3o que puder arregimentar. 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