{"id":3040,"date":"2020-10-24T15:57:16","date_gmt":"2020-10-24T18:57:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=3040"},"modified":"2020-11-11T18:37:41","modified_gmt":"2020-11-11T21:37:41","slug":"quanto-mais-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2020\/10\/24\/quanto-mais-melhor\/","title":{"rendered":"Quanto mais, melhor"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><em>As recentes \u2013 e in\u00e9ditas \u2013 manifesta\u00e7\u00f5es advindas do mainstream econ\u00f4mico e financeiro internacional, que amea\u00e7am boicotar produtos contaminados por desmatamento, ser\u00e3o capazes de for\u00e7ar um outro patamar de transpar\u00eancia?<\/em><\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Por Magali Cabral<\/h5>\n\n\n\n<p>Foto: Elements<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Em um extremo, regimes com tend\u00eancia autorit\u00e1ria desconstroem conquistas socioambientais recentes, nutrindo uma briga contra o pr\u00f3prio passado. Na outra ponta, sociedades progressistas seguem na luta pela constru\u00e7\u00e3o de um futuro sobre bases econ\u00f4micas transparentes, verdes e menos desiguais, o chamado <strong><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2020\/10\/24\/dicionario-e-notas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">European Green Deal<\/a><\/strong>. Acrescente-se a essa polariza\u00e7\u00e3o global uma pandemia que j\u00e1 tirou a vida de mais de 1 milh\u00e3o de pessoas e continua tirando a sa\u00fade tamb\u00e9m dos sistemas econ\u00f4micos e financeiros mundo afora. Est\u00e1 posto um cen\u00e1rio de grandes incertezas. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse retrato de polariza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se reproduz dentro do Brasil e pode ser observado com clareza no meio empresarial. Enquanto grande parte do empresariado brasileiro, com uma situa\u00e7\u00e3o fiscal muito afetada pela pandemia, tende a refor\u00e7ar a tend\u00eancia do discurso conservador, empresas l\u00edderes, integradas nas cadeias globais de produ\u00e7\u00e3o, sentem as press\u00f5es que chegam do mercado externo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas press\u00f5es internacionais nas rela\u00e7\u00f5es <strong><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2020\/10\/24\/dicionario-e-notas\/\" target=\"_blank\">B2B<\/a><\/strong> n\u00e3o buscam apenas um posicionamento frente a temas socioambientais, mas cobram sobretudo transpar\u00eancia,&nbsp;<strong><em><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2020\/10\/24\/dicionario-e-notas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">compliance<\/a><\/em><\/strong>, rastreabilidade da produ\u00e7\u00e3o, entre outras a\u00e7\u00f5es de governan\u00e7a, diz o diretor de impacto global da World-Transforming Technologies Foundation e diretor da empresa PERA Complexity&nbsp;B.V., da Holanda, Valdemar de Oliveira Neto, mais conhecido por Maneto. \u201cEmpresas que dependem de inser\u00e7\u00e3o no mundo de forma ampla, com acesso a mercado e a capital externo, precisam desvincular sua imagem da agenda autorit\u00e1ria brasileira, e a melhor forma de fazer isso \u00e9 com mais transpar\u00eancia na gest\u00e3o e uma agenda ambiental forte\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na opini\u00e3o de Maneto, o Brasil j\u00e1 n\u00e3o podia se dar ao luxo de virar as costas ao mundo em raz\u00e3o de suas necessidades comerciais, e pode menos ainda agora, com o agravamento da situa\u00e7\u00e3o fiscal provocada pela crise econ\u00f4mica e sanit\u00e1ria. Para ele, a sa\u00edda da crise exigir\u00e1 um esfor\u00e7o de atra\u00e7\u00e3o de capital cada vez maior e a polariza\u00e7\u00e3o nos neg\u00f3cios em nada ajuda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explica que, de um lado, h\u00e1 uma massa de pequenos empres\u00e1rios ressentidos com o impacto econ\u00f4mico provocado pela pandemia e atribuindo o problema n\u00e3o ao governo federal, mas a governadores que n\u00e3o priorizaram suas necessidades nesse momento dif\u00edcil; de outro, o discurso dos setores mais sofisticados e internacionalizados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 centralidade da quest\u00e3o da sustentabilidade, da conserva\u00e7\u00e3o ambiental e das pol\u00edticas transparentes, que s\u00e3o compromissos do Pa\u00eds com o sistema global. \u201cO fim desse ambiente polarizado pode levar at\u00e9 uma d\u00e9cada para acontecer. N\u00e3o vejo perspectiva de curto e m\u00e9dio prazo e acho que quest\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o ambiental e de pol\u00edticas mais transparentes, por enquanto, estar\u00e3o apenas na agenda de uma elite do mundo empresarial\u201d, deduz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Comp\u00f5em essa elite, por exemplo, os tr\u00eas maiores bancos privados do Pa\u00eds \u2013 Bradesco, Ita\u00fa Unibanco e Santander \u2013 que, em agosto passado, propuseram ao governo brasileiro um plano de desenvolvimento sustent\u00e1vel para Amaz\u00f4nia. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Segundo Maneto, esse movimento foi relevante, n\u00e3o apenas pela proposta em si, mas porque mostra que finalmente os bancos privados decidiram migrar de um compromisso mais conceitual, com pouco enraizamento em a\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o os Princ\u00edpios do Equador. \u201cAp\u00f3s cerca de 20 anos de aparente contradi\u00e7\u00e3o entre o discurso e a pr\u00e1tica, os bancos deram um passo realmente importante.\u201d&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ao jornal <em><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/eu-e\/noticia\/2020\/10\/02\/boicote-a-empresas-nao-sustentaveis-nem-sempre-gera-beneficios-sociais.ghtml?fbclid=IwAR39BDv-0ZnlzJJg3_nsyuazrEBuboxDJpCVEJAHNgbuCfoRaAqztFUCJdQ\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">Valor Econ\u00f4mico<\/a><\/em>, o professor de Harvard e Pr\u00eamio Nobel de Economia (2016), Oliver Hart, afirmou que as empresas n\u00e3o podem escapar da necessidade de abra\u00e7ar o tema da responsabilidade social. Para ele, as pessoas perderam a confian\u00e7a nos governos e pressionam as empresas a ocupar esse vazio. A d\u00favida \u00e9 se a press\u00e3o \u00e0s empresas \u00e9 mais eficaz quando feita por meio de boicote e desinvestimento, ou por meio do convencimento e do engajamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o tema do estudo que Hart assina em parceria com Luigi Zingales, da Universidade de Chicago, e Eleonora Broccardo, da Universidade de Trento. O desinvestimento em empresas n\u00e3o sustent\u00e1veis pode, sim, provocar uma redu\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o das a\u00e7\u00f5es e for\u00e7ar o seu \u201cesverdeamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 bem poss\u00edvel que investidores interessados apenas em lucro imediato comprem essas a\u00e7\u00f5es subvalorizadas, anulando eventuais impactos sociais. O mesmo pode acontecer com os boicotes dos consumidores. Os produtos boicotados tendem a cair de pre\u00e7o, o que pode atrair uma onda de novos consumidores interessados apenas em pre\u00e7o baixo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Brasil segue no jogo<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de avaliar o momento atual como vol\u00e1til e de grandes incertezas em raz\u00e3o das polariza\u00e7\u00f5es locais e globais, Roberto Silva Waack, presidente do conselho do Instituto Arapya\u00fa e conselheiro da Marfrig, se diz otimista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o do Brasil nos debates internacionais no campo da sustentabilidade. \u201cO governo brasileiro est\u00e1 fora desse debate, mas a sociedade civil e a sociedade empresarial est\u00e3o mais dentro do que nunca e continuam pautando grande parte desse movimento.\u201d Segundo ele, persiste uma conex\u00e3o forte entre a sociedade brasileira \u2013 civil e empresarial \u2013 e o sistema financeiro internacional, tanto no <em>mainstream<\/em> econ\u00f4mico (fundos de investimento) quanto na filantropia. Essas atividades s\u00f3 n\u00e3o est\u00e3o mais t\u00e3o expl\u00edcitas, talvez para evitar eventuais retalia\u00e7\u00f5es. Ou seja, de acordo com Waack, investimentos voltados \u00e0 sustentabilidade, e muito particularmente \u00e0 transpar\u00eancia, continuam fluindo para dentro do Pa\u00eds. \u201cO que os investidores internacionais mais est\u00e3o pedindo \u00e9 rastreabilidade. Eles t\u00eam interesse na commodity brasileira, mas querem saber de onde vem o produto e como foi produzido. A exig\u00eancia da transpar\u00eancia na cadeia produtiva se tornou avassaladora nesse \u00faltimo ano\u201d, informa. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, esse tipo de mensagem atinge somente um n\u00facleo de empresas de ponta e internacionalizadas, o topo da pir\u00e2mide empresarial. A massa das grandes empresas brasileiras, em boa parte, ainda n\u00e3o est\u00e1 instrumentalizada para atender essas exig\u00eancias. Na avalia\u00e7\u00e3o de Waack, a maioria encontra-se na fase do <em>awareness <\/em>[tomada de consci\u00eancia], e umas poucas j\u00e1 est\u00e3o em busca das instrumentaliza\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para implementa\u00e7\u00e3o de modelos de avalia\u00e7\u00e3o de <strong><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2020\/10\/24\/dicionario-e-notas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">externalidades<\/a><\/strong>. \u201cS\u00e3o raras as empresas brasileiras que sabem como aplicar, por exemplo, um mapa de externalidades\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como h\u00e1 mapas de risco, normalmente avaliados em comit\u00eas de auditoria,&nbsp; esse mapa aponta quais s\u00e3o as externalidades na empresa, se positivas ou negativas. Indica tamb\u00e9m as a\u00e7\u00f5es para eliminar, reduzir, mitigar ou compensar as negativas e as a\u00e7\u00f5es para potencializar as positivas. Idealmente, esse mapa deve tamb\u00e9m mostrar como essas ocorr\u00eancias podem afetar o valor da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse repert\u00f3rio \u00e9 muito novo. Imagine uma pir\u00e2mide empresarial. Fa\u00e7a um corte na metade. A parte de cima j\u00e1 ouviu falar nesses conceitos e sabe que \u00e9 algo relevante. Subindo a barra para o topo, um quinto da pir\u00e2mide est\u00e1 efetivamente tentando us\u00e1-los. E, ali, s\u00f3 um d\u00e9cimo est\u00e1 usando de verdade\u201d. O quadro parece ruim, mas o otimismo de Waack se baseia justamente neste momento in\u00e9dito de muita busca por conscientiza\u00e7\u00e3o e instrumentaliza\u00e7\u00e3o, em um per\u00edodo de pandemia com grande restri\u00e7\u00e3o de recursos. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse avan\u00e7o pode ser parte do aprendizado que a pandemia deixar\u00e1 para a civiliza\u00e7\u00e3o. Waack acredita que o momento joga luz sobre as desigualdades, sobre o excesso de coisas in\u00fateis sendo consumidas, sobre a necessidade de um maior equil\u00edbrio das rela\u00e7\u00f5es humanas com a quest\u00e3o ambiental. E lembra que as proje\u00e7\u00f5es do mundo p\u00f3s-Covid-19 j\u00e1 est\u00e3o mostrando que, se \u00e9 para recuperar a economia global, que a recuperem mais verde e com mais justi\u00e7a social. Essa tend\u00eancia est\u00e1 muito clara e surpreendentemente intensa na Alemanha, Fran\u00e7a, China, e entre os grandes fundos de investimento globais. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cN\u00e3o posso acreditar que o Brasil, o pa\u00eds mais competitivo para surfar na onda do Green New Deal, jogar\u00e1 fora essa oportunidade\u201d, diz Waack.&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A diretora-executiva de Sustentabilidade da Suzano, Maria Luiza (Malu) Paiva, tem uma percep\u00e7\u00e3o similar. No per\u00edodo recente, a evolu\u00e7\u00e3o da transpar\u00eancia no ambiente empresarial vem se dando no aumento de consci\u00eancia dos executivos. Algumas empresas j\u00e1 partem para uma segunda fase, que \u00e9 a da mobiliza\u00e7\u00e3o para a mudan\u00e7a. A qualidade do conte\u00fado dos principais mecanismos de <strong><em><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2020\/10\/24\/dicionario-e-notas\/\" target=\"_blank\">disclosure<\/a><\/em><\/strong> \u2013 sejam os relatos socioambientais ou os \u00edndices de sustentabilidade \u2013&nbsp; tamb\u00e9m est\u00e1 em estado de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cOs&nbsp;<strong><em><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2020\/10\/24\/dicionario-e-notas\/\" target=\"_blank\">stakeholders<\/a><\/em><\/strong> j\u00e1 n\u00e3o aceitam receber somente boas not\u00edcias. Expor vulnerabilidades, erros e fracassos, e os respectivos aprendizados, \u00e9 uma necessidade para conquistar e manter a credibilidade junto ao p\u00fablico interessado. Esta n\u00e3o \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o f\u00e1cil para empresas, mas \u00e9 cada vez mais necess\u00e1ria\u201d, afirma Malu Paiva.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Hora de rastrear a boiada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para a ex-ministra do Meio Ambiente e <em>senior fellow<\/em> do Centro Brasileiro de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (Cebri), Izabella Teixeira, uma nova conforma\u00e7\u00e3o de mundo vem ocorrendo h\u00e1 tempos, embora em alguns pa\u00edses de maneira mais pontual. A ativista Greta Thunberg, a Enc\u00edclica<em> Laudato Si&#8217;<\/em>, a carta da<strong> <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"BlackRock (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2020\/10\/24\/dicionario-e-notas\/\" target=\"_blank\">BlackRock<\/a><\/strong>,&nbsp;as amea\u00e7as dos grandes mercados consumidores de boicotar o com\u00e9rcio com pa\u00edses n\u00e3o comprometidos com agendas <strong><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2020\/10\/24\/dicionario-e-notas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">ESG<\/a><\/strong>, a proposta de <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"decrescimento econ\u00f4mico (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/www.greenmebrasil.com\/informarse\/green-economy\/44644-holanda-estuda-modelo-decrescimento-economico-pos-pandemia\/\" target=\"_blank\">decrescimento econ\u00f4mico<\/a> da Holanda n\u00e3o s\u00e3o fatos isolados, s\u00e3o resultados desse processo de transforma\u00e7\u00e3o. Segundo ela, a Covid-19 chega escancarando a globaliza\u00e7\u00e3o e&nbsp; tem um efeito catalisador que sinaliza a urg\u00eancia de um novo <em>business as usual<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ritmo das mudan\u00e7as depender\u00e1 das escolhas de cada sociedade. \u201cEstamos vivendo esse momento de mundo que pode resultar em uma transi\u00e7\u00e3o passo a passo, bem articulada e calibrada, ou pode ser um processo disruptivo. Eu aposto em um processo mais calibrado e coordenado, mesmo sabendo que vamos lidar cada vez mais com as incertezas e a volatilidade dos fen\u00f4menos naturais\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando a magnitude do impacto econ\u00f4mico provocado pela pandemia, a ex-ministra avalia o momento como uma oportunidade de elevar o patamar das discuss\u00f5es sobre sustentabilidade. As principais tend\u00eancias j\u00e1 batem \u00e0 porta das empresas: trabalhar com capacidade de resili\u00eancia de setores produtivos, com coeficiente de efici\u00eancia energ\u00e9tica, rastreabilidade e transpar\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO setor privado \u00e9 correspons\u00e1vel, junto com os governos, por essa equa\u00e7\u00e3o ambiental. Naturalmente, haver\u00e1 rea\u00e7\u00f5es de segmentos conservadores para retardar esse processo, mas ele \u00e9 inevit\u00e1vel e quem sair na frente ter\u00e1 um custo [de transi\u00e7\u00e3o] menor\u201d, afirma. \u201cN\u00e3o se trata mais de passar a boiada, trata-se agora de rastrear a boiada\u201d, complementa ela, fazendo uma refer\u00eancia \u00e0 <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2020\/05\/22\/ministro-do-meio-ambiente-defende-passar-a-boiada-e-mudar-regramento-e-simplificar-normas.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"fala do ministro do Meio Ambiente (abre numa nova aba)\">fala do ministro do Meio Ambiente<\/a>, Ricardo Salles, durante reuni\u00e3o ministerial realizada em abril deste ano, em que aparece defendendo o afrouxamento das leis ambientais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conveni\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de as tend\u00eancias mundiais pedirem mais transpar\u00eancia na esfera empresarial, o presidente do Instituto Ethos, Caio Magri, avalia que, no Brasil, o setor, que j\u00e1 estava aqu\u00e9m do ideal, ainda deu um passo atr\u00e1s em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo pr\u00e9-pandemia. Ele atribui esse refluxo a uma percep\u00e7\u00e3o equivocada por parte dos empres\u00e1rios de que a transpar\u00eancia aumentar\u00e1 ainda mais o risco financeiro durante esse per\u00edodo. Como se abrir as decis\u00f5es da empresa fosse aumentar os riscos de competitividade e de concorr\u00eancia. Mas \u00e9 o contr\u00e1rio: \u201cA transpar\u00eancia aumenta a confian\u00e7a e diminui as vulnerabilidades\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Magri, os relatos socioambientais disponibilizados para a sociedade tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o cumprindo bem o papel da transpar\u00eancia. \u201cQue empresa fez um censo autodeclarado, mostrando a diversidade em seus quadros quanto ao g\u00eanero, \u00e0 ra\u00e7a, aos LGBTQ+? E se algumas fizeram,&nbsp; quantas abriram os dados para mostrar sua real fotografia nesse tema? Quase nenhuma.\u201d O presidente do Ethos aponta tamb\u00e9m a falta de transpar\u00eancia no tema das desigualdades salariais internas entre homens e mulheres, ou entre os maiores e os menores sal\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018 foi preciso a Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) entrar com uma a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a para derrubar uma liminar, impetrada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finan\u00e7as, que proibia a divulga\u00e7\u00e3o das equipara\u00e7\u00f5es salariais dos executivos. Vitoriosa, a CVM abriu os dados e divulgou a&nbsp; informa\u00e7\u00e3o de que a remunera\u00e7\u00e3o anual de presidentes de grandes bancos brasileiros chegavam a cerca de R$ 40 milh\u00f5es em sal\u00e1rios e benef\u00edcios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No fim de setembro, o ex-diretor da Previ e especialista em governan\u00e7a corporativa, Renato Chaves, fez um levantamento sobre os sal\u00e1rios dos CEO no Brasil, mostrando que os principais executivos das companhias abertas chegam a ganhar 600 vezes mais que a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia paga aos funcion\u00e1rios das empresas em que trabalham. \u201cN\u00e3o estou afirmando que essas distor\u00e7\u00f5es salariais devam ser corrigidas, mas \u00e9 do interesse dos <em>stakeholders <\/em>que estejam transparentes\u201d, diz Magri. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do ecologista e cofundador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam), Paulo Moutinho, pode at\u00e9 estar em curso uma evolu\u00e7\u00e3o na percep\u00e7\u00e3o e no ferramental usado para exercer a transpar\u00eancia das atividades empresariais, mas o cerne, que \u00e9 transformar a transpar\u00eancia em um objetivo org\u00e2nico nas empresas, n\u00e3o evoluiu. \u201cPor n\u00e3o ser da \u00e1rea empresarial, posso estar subestimando minha avalia\u00e7\u00e3o, mas creio que as empresas s\u00f3 s\u00e3o transparentes quando lhes \u00e9 conveniente\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, quando surge um problema mais s\u00e9rio, a tend\u00eancia \u00e9 reagir&nbsp; defensivamente. \u201cN\u00e3o lembro de nenhuma dizer: olha, aqui de fato existe um problema s\u00e9rio, pisamos na bola, falhamos e queremos mudar.\u201d E esse \u201cpecado\u201d n\u00e3o \u00e9 exclusivo dos pa\u00edses situados abaixo da linha do Equador. Moutinho recorda o caso da Volkswagen alem\u00e3, que veio \u00e0 tona em 2015. A ind\u00fastria teria escamoteado ao m\u00e1ximo o fato de que seus autom\u00f3veis movidos a diesel estavam equipados com um <em>software<\/em> que manipulava dados sobre emiss\u00f5es de poluentes. \u201cPrimeiro disseram que o problema n\u00e3o existia, depois assumiram que de fato havia uma falha no <em>software<\/em>. S\u00f3 mesmo quando o calo apertou, a dire\u00e7\u00e3o revelou se tratar de uma fraude e pediu desculpas.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O dirigente do Ipam questiona a transpar\u00eancia dos grandes financiadores do mercado internacional que atualmente amea\u00e7am boicotar produtos brasileiros em desalinho com os princ\u00edpios ESG. A polui\u00e7\u00e3o das cadeias de valor contaminadas pelo desmatamento parece ser o \u00edcone desse processo, em associa\u00e7\u00e3o com as queimadas e os direitos humanos, mas Moutinho enxerga outros interesses por tr\u00e1s de amea\u00e7as t\u00e3o contundentes. Segundo ele, os europeus historicamente sempre protegeram seus mercados e seus produtores de pa\u00edses competitivos como o Brasil e esse, na opini\u00e3o dele, \u00e9 mais um caso t\u00edpico de transpar\u00eancia conveniente por parte desses <em>players<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro caso controverso mencionado por Moutinho \u00e9 o da Morat\u00f3ria da Soja, pacto firmado em 2006 entre entidades representativas dos produtores de soja, sociedade civil e com o governo, proibindo a compra de soja proveniente de \u00e1reas rec\u00e9m-desmatadas na Amaz\u00f4nia. Segundo ele, os envolvidos em importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de commodities agr\u00edcolas gostam de citar a Morat\u00f3ria da Soja em seus instrumentos de <em>disclosure<\/em> como um caso de sustentabilidade. Contudo, Moutinho lamenta que a busca por uma morat\u00f3ria para o Cerrado, que \u00e9 o ber\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o de soja no Brasil, n\u00e3o esteja prosperando por resist\u00eancia desses mesmos <em>players<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cNo Cerrado do Mato Grosso, 70% das propriedades produtoras de soja est\u00e3o ilegais do ponto de vista de <em>compliance<\/em> com o C\u00f3digo Florestal e uma eventual penalidade excluiria produtores do sistema, o que n\u00e3o \u00e9 do interesse dos <em>traders<\/em>\u201d, diz Moutinho.&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Qualquer previs\u00e3o sobre um desfecho desse cen\u00e1rio no Brasil \u00e9 exerc\u00edcio de adivinha\u00e7\u00e3o. No entanto, aproveitando a met\u00e1fora da \u201conda\u201d mundial que est\u00e1 se formando no horizonte e que precisa ser \u201csurfada\u201d pelo Brasil, h\u00e1 uma converg\u00eancia de opini\u00f5es de que o setor empresarial tem um papel essencial no sucesso dessa performance. Enquanto Maneto detecta a aus\u00eancia de lideran\u00e7as no setor com uma for\u00e7a capaz de influenciar a base da pir\u00e2mide na dire\u00e7\u00e3o da sustentabilidade, o otimismo de Izabella Teixeira n\u00e3o esmorece: \u201cChegou a hora de o empresariado brasileiro mostrar seu valor. Eles precisam deixar de apenas&nbsp; tangenciar o problema, incorporar o conceito de corresponsabilidade que est\u00e1 emergindo no mundo entre os grupos privados e ambicionar, de fato, uma agenda de sustentabilidade\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Decis\u00f5es opacas<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Durante a produ\u00e7\u00e3o desta reportagem, surgiu o assunto das entidades do setor agropecu\u00e1rio que, em dezembro de 2019, se desfiliaram de uma s\u00f3 vez da<\/strong>&nbsp; <strong><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2020\/10\/24\/dicionario-e-notas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">Coaliz\u00e3o Brasil Clima, Florestas e Agricultura<\/a> sem explicitar publicamente o que as levou a tomar essa decis\u00e3o. Na falta de transpar\u00eancia sobre o motivo da debandada, prevaleceu a ideia de que a sa\u00edda das entidades teria ocorrido em raz\u00e3o de um pedido feito pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, insatisfeito com o posicionamento mais contundente da Coaliz\u00e3o frente ao aumento das queimadas e do desmatamento na Amaz\u00f4nia.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para dirimir as d\u00favidas que permaneceram no ar, a reportagem procurou a Coaliz\u00e3o e tr\u00eas entidades desfiliadas na ocasi\u00e3o: a Sociedade Rural Brasileira (da qual Salles j\u00e1 foi dirigente), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de \u00d3leos Vegetais (Abiove) e a Uni\u00e3o da Ind\u00fastria de Cana-de-A\u00e7\u00facar (Unica). A Coaliz\u00e3o n\u00e3o quis se pronunciar. A Abiove enviou um e-mail justificando o seu afastamento \u201cpelo distanciamento da forma de posicionamento da organiza\u00e7\u00e3o\u201d. As demais entidades n\u00e3o responderam a solicita\u00e7\u00e3o de entrevista.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As recentes \u2013 e in\u00e9ditas \u2013 manifesta\u00e7\u00f5es advindas do mainstream econ\u00f4mico e financeiro internacional, que amea\u00e7am boicotar produtos contaminados por desmatamento, ser\u00e3o capazes de for\u00e7ar um outro patamar de transpar\u00eancia? Por Magali Cabral Foto: Elements Em um extremo, regimes com tend\u00eancia autorit\u00e1ria desconstroem conquistas socioambientais recentes, nutrindo uma briga contra o pr\u00f3prio passado. 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