{"id":3145,"date":"2021-06-01T15:57:38","date_gmt":"2021-06-01T18:57:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=3145"},"modified":"2022-02-22T08:01:27","modified_gmt":"2022-02-22T11:01:27","slug":"conexoes-em-rede","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2021\/06\/01\/conexoes-em-rede\/","title":{"rendered":"Conex\u00f5es em rede"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Cresce no Pa\u00eds o movimento de alian\u00e7as, pactos e outras articula\u00e7\u00f5es regionais como forma de trocar experi\u00eancias, juntar for\u00e7as e viabilizar a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica em maior escala<\/strong><\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>Por<strong> S\u00e9rgio Adeodato<\/strong><\/em> _ <em>Foto: Maros Misove\/ Unsplash<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-drop-cap\">Como uma pe\u00e7a do quebra-cabe\u00e7a da paisagem, a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica por meio do plantio ou regenera\u00e7\u00e3o natural de \u00e1rvores depende da sinergia de atores e interesses para acontecer no ch\u00e3o. \u201cO trabalho em rede significa mais chances de sucesso, diante das caracter\u00edsticas do desafio e das necessidades de avan\u00e7ar em maior escala\u201d, afirma a bi\u00f3loga Ludmila Pugliese, secret\u00e1ria-executiva do Pacto pela Restaura\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, pioneiro no modelo de governan\u00e7a participativa hoje em expans\u00e3o nas diferentes regi\u00f5es brasileiras.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Criada em 2009 por lideran\u00e7as ambientalistas no prop\u00f3sito de reunir institui\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios perfis para somar for\u00e7as e entender como e com quais atores a restaura\u00e7\u00e3o poderia avan\u00e7ar no bioma, a iniciativa estabeleceu a meta inicial de recuperar 1 milh\u00e3o de hectares at\u00e9 2020 \u2013 objetivo mais tarde revisto para 15 milh\u00f5es de hectares at\u00e9 2050, \u00e1rea quase quatro vezes superior ao territ\u00f3rio do estado do Rio de Janeiro.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A ambi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 pequena, uma vez que hoje a estimativa \u00e9 a exist\u00eancia de 70 mil hectares em processo de restaura\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito das a\u00e7\u00f5es ligadas ao Pacto. Nesta e nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, o objetivo depende de articula\u00e7\u00f5es entre setores, no esteio de investimentos trazidos por demandas globais que se intensificam, como a da mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cConstru\u00edmos sinergias para compartilhar informa\u00e7\u00e3o e catalisar projetos, desde o contexto das grandes ind\u00fastrias de papel e celulose at\u00e9 o das pequenas associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias\u201d, explica Pugliese. Atualmente com cerca de 300 membros entre ONGs, empresas, governos e outros setores, o Pacto re\u00fane 26 representantes no conselho coordenador, dentro de um sistema democr\u00e1tico de governan\u00e7a e tomada de decis\u00e3o, com grupos de trabalho em diferentes temas, como o de tecnologias geoespaciais, que d\u00e1 suporte ao mapeamento de \u00e1reas priorit\u00e1rias de restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O trabalho em rede tem permitido reunir refer\u00eancias b\u00e1sicas para a ado\u00e7\u00e3o de mecanismos de incentivo, como os <strong><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/2021\/06\/01\/dicionario-dicas-de-leitura-videos-afins\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">Pagamentos por Servi\u00e7os Ambientais<\/a><\/strong>, al\u00e9m da avalia\u00e7\u00e3o do processo de regenera\u00e7\u00e3o natural da Mata Atl\u00e2ntica em \u00e1reas que se recuperam ap\u00f3s os impactos da pecu\u00e1ria e outras atividades econ\u00f4micas. Um marco foi a elabora\u00e7\u00e3o do <em><a href=\"https:\/\/41f7ca97-775b-4f7d-a4ef-68e41cdecf52.filesusr.com\/ugd\/5da841_f47ee6a4872540ee8c532166fbb7e7b0.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">Referencial de Conceitos e A\u00e7\u00f5es de Restaura\u00e7\u00e3o Florestal<\/a><\/em>, coordenado pelo pesquisador Ricardo Rodrigues, da Universidade de S\u00e3o Paulo, em Piracicaba (SP) \u2013 uma esp\u00e9cie de guia t\u00e9cnico para o setor.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Segundo Pugliese, autora de trabalho acad\u00eamico sobre diversidade e rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero na restaura\u00e7\u00e3o florestal, o capital social \u00e9 indispens\u00e1vel \u00e0 atividade. Explorada desde a extra\u00e7\u00e3o de pau-brasil pelos colonizadores, a Mata Atl\u00e2ntica envolve a maior popula\u00e7\u00e3o e as capitais mais desenvolvidas do Pa\u00eds \u2013 e ali, segundo a bi\u00f3loga, formou-se, ao longo da hist\u00f3ria, \u201cuma ilha de endemismo com estrutura de viveiros, marcos legais, cooperativas de produtores, parcerias com empresas, recursos e universidades com estrutura de pesquisa\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O mesmo n\u00e3o ocorre em outros biomas, onde os atores encontram-se isolados, com a exist\u00eancia de um v\u00e1cuo na cadeia da restaura\u00e7\u00e3o \u2013 d\u00e9ficit que come\u00e7a a ser resolvido \u00e0 medida que a experi\u00eancia do Pacto \u00e9 replicada.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cA l\u00f3gica \u00e9 da confian\u00e7a e coopera\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o da competi\u00e7\u00e3o\u201d, destaca Anita Diederichsen, l\u00edder global de restaura\u00e7\u00e3o de paisagens florestais do WWF-Brasil e integrante da Global Partnership on Forest and Landscape Restoration \u2013 plataforma multissetorial que retrata a tend\u00eancia de governan\u00e7a em rede, como um sistema de engrenagens desde o n\u00edvel global at\u00e9 o local, nos territ\u00f3rios, com capacidade de influenciar pol\u00edticas p\u00fablicas. \u201cChegamos a um grau de maturidade impressionante para fazer mais pela causa\u201d, aponta.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No Brasil, completa Diederichsen, o movimento ocupa lacunas abertas pela inoper\u00e2ncia do governo federal na agenda ambiental: \u201cCom o poder p\u00fablico junto, os resultados seriam mais efetivos\u201d, inclusive na maior floresta tropical do planeta.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Lideran\u00e7as femininas da Amaz\u00f4nia ao Cerrado<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cNo atual contexto pol\u00edtico, a articula\u00e7\u00e3o multi-institucional se mostra ainda mais fundamental\u201d, concorda Danielle Celentano, secret\u00e1ria-executiva da Alian\u00e7a pela Restaura\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia, criada em 2017, na expectativa de que pol\u00edticas p\u00fablicas saiam do papel, a exemplo do Cadastro Ambiental Rural (CAR) com a solu\u00e7\u00e3o de passivos de floresta das propriedades e o Plano Nacional de Recupera\u00e7\u00e3o da Vegeta\u00e7\u00e3o Nativa (Planaveg), que acabaram n\u00e3o evoluindo como imaginado.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\r\n<p>\u201cDiante disso, a estrat\u00e9gia priorit\u00e1ria no momento \u00e9 mostrar ao produtor rural o valor da restaura\u00e7\u00e3o e seu papel no desenvolvimento econ\u00f4mico\u201d, explica a engenheira florestal.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cA grande sacada para a atividade na Amaz\u00f4nia \u00e9 a intera\u00e7\u00e3o com a gera\u00e7\u00e3o de renda\u201d, refor\u00e7a Celentano, tamb\u00e9m gerente s\u00eanior de Restaura\u00e7\u00e3o de Paisagens e Florestas da Conserva\u00e7\u00e3o Internacional no Brasil. A alian\u00e7a, da qual a ONG participa junto com 87 organiza\u00e7\u00f5es, mapeou mais de 2,7 mil iniciativas de reposi\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores no bioma, sendo 80% a cargo de associa\u00e7\u00f5es e grupos locais, principalmente com uso econ\u00f4mico em Sistema Agroflorestal (SAF). Mas ainda \u00e9 necess\u00e1rio avan\u00e7ar em diversos desafios.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Recente documento elaborado pelo grupo apresentou um plano de a\u00e7\u00e3o e dez recomenda\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios campos estrat\u00e9gicos, como a bioeconomia. \u201cO di\u00e1logo permite aliar maior escala e qualidade da restaura\u00e7\u00e3o\u201d, observa a secret\u00e1ria-executiva. Al\u00e9m do protocolo de monitoramento das \u00e1reas em recupera\u00e7\u00e3o, lan\u00e7ado em junho, o desafio \u00e9 estabelecer regras para o uso de florestas secund\u00e1rias \u2013 aquelas que renascem naturalmente ap\u00f3s o abandono de pastagens, uma quest\u00e3o importante na realidade do bioma. \u201cAinda estamos engatinhando no conhecimento sobre como recompor o que j\u00e1 foi impactado na regi\u00e3o\u201d, admite Celentano, com uma observa\u00e7\u00e3o: \u201cA restaura\u00e7\u00e3o deve ser entendida como parte da agenda da conserva\u00e7\u00e3o, priorit\u00e1ria na Amaz\u00f4nia\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Assim como na Mata Atl\u00e2ntica e na Amaz\u00f4nia, uma lideran\u00e7a feminina est\u00e1 \u00e0 frente do movimento no bioma que concentra 70% do agroneg\u00f3cio brasileiro. A bi\u00f3loga Alba Cordeiro, secret\u00e1ria-executiva da Articula\u00e7\u00e3o pela Restaura\u00e7\u00e3o do Cerrado (Araticum), na fun\u00e7\u00e3o desde maio, tem o desafio de jogar holofotes \u00e0 necessidade de se recuperar o bioma, reduzido \u00e0 metade da cobertura original, com riscos \u00e0s nascentes dos principais aqu\u00edferos brasileiros. \u201cO caminho \u00e9 fazer as institui\u00e7\u00f5es conversarem e fortalecer quem est\u00e1 na ponta\u201d, aponta Thiago Belote, especialista em restaura\u00e7\u00e3o do WWF-Brasil, organiza\u00e7\u00e3o que liderou o lan\u00e7amento da nova alian\u00e7a, em novembro do ano passado, com meta inicial de restaurar 5 milh\u00f5es de hectares at\u00e9 2030.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Um plano estrat\u00e9gico que prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de banco de dados, sustentabilidade financeira e engajamento tanto de fazendeiros como de comunidades rurais direcionar\u00e1 a articula\u00e7\u00e3o de atores, como o projeto Corredor de Biodiversidade do Araguaia, um dos maiores ref\u00fagios de on\u00e7as do Pa\u00eds. A \u00e1rea abrange mais de 23 mil propriedades privadas em 112 munic\u00edpios do Cerrado e da Amaz\u00f4nia, com 1 milh\u00e3o de hectares de \u00e1reas degradadas que devem ser recuperadas, sob a lideran\u00e7a da Funda\u00e7\u00e3o Black Jaguar. Calcula-se que o retorno em benef\u00edcios econ\u00f4micos e ambientais seja de US$ 9,5 para US$ 1 investido no projeto.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Entre as fun\u00e7\u00f5es da Araticum \u2013 nome de um fruto nativo que simboliza as conex\u00f5es em rede pelo aspecto de sua casca cheia de n\u00f3s \u2013 est\u00e1 influenciar pol\u00edticas p\u00fablicas e usar intelig\u00eancia geoespacial para levar solu\u00e7\u00f5es ao Cerrado, aproveitando as li\u00e7\u00f5es na Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\r\n<p>\u201cQueremos construir paisagens resilientes para aumento da disponibilidade de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, integrados aos sistemas de produ\u00e7\u00e3o no campo\u201d, diz Belote. O trabalho no bioma, segundo ele, tem \u201cforte pegada da sociobiodiversidade, com a participa\u00e7\u00e3o do conhecimento tradicional\u201d.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u00c9 o caso da Rede de Sementes do Xingu, criada em 2007 pela demanda de povos ind\u00edgenas na transi\u00e7\u00e3o entre os biomas Cerrado e Amaz\u00f4nia, no Mato Grosso. Hoje com 600 coletores divididos por n\u00facleos em 14 munic\u00edpios, a iniciativa viabilizou a restaura\u00e7\u00e3o de cerca de 7 mil hectares, com faturamento de R$ 5 milh\u00f5es at\u00e9 o momento. \u201cH\u00e1 grande envolvimento de jovens e mulheres, demonstrando o vi\u00e9s social da restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica como uma arena de valoriza\u00e7\u00e3o e reconhecimento da diversidade\u201d, enfatiza o engenheiro agr\u00f4nomo Rodrigo Junqueira, secret\u00e1rio-executivo do Instituto Socioambiental (ISA).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Al\u00e9m disso, acrescenta Junqueira, a articula\u00e7\u00e3o tem permitido reduzir custos da restaura\u00e7\u00e3o e inspirado o surgimento de novos coletivos de sementes, contribuindo, assim, \u00e0 expans\u00e3o de \u00e1reas recuperadas em diferentes regi\u00f5es do Pa\u00eds. A trajet\u00f3ria come\u00e7ou ap\u00f3s den\u00fancias sobre os impactos aos rios no Territ\u00f3rio Ind\u00edgena do Xingu, atingidos pelos efeitos do desmatamento e da eros\u00e3o do solo em fazendas do entorno. O problema, apontado por comunidades ind\u00edgenas que viam amea\u00e7as \u00e0 \u00e1gua de beber e \u00e0 pesca, resultou em 2004 na campanha Y Ikatu Xingu, apoiada pelo ISA para engajar a sociedade no prop\u00f3sito de mapear e restaurar as nascentes da regi\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Como suporte, foi aplicada a t\u00e9cnica de semeadura direta, ou muvuca, baseada na dispers\u00e3o de uma mistura de sementes, com menor custo em compara\u00e7\u00e3o ao plantio de mudas. O m\u00e9todo aliou o engajamento de produtores rurais ao conhecimento tradicional de ind\u00edgenas e agricultores familiares, com gera\u00e7\u00e3o de renda, mas havia a necessidade de aumentar a coleta para obter a principal mat\u00e9ria-prima. O trabalho em rede viabilizou a iniciativa no campo, e diante do sucesso o modelo foi ampliado com a cria\u00e7\u00e3o do Red\u00e1rio \u2013 uma esp\u00e9cie de rede de redes conectando atores dos diferentes biomas para n\u00e3o s\u00f3 compartilhar experi\u00eancias, mas organizar melhor a distribui\u00e7\u00e3o de sementes.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cExistem estudos cient\u00edficos, mas falta colocar a m\u00e3o na massa\u201d, observa Junqueira, na esperan\u00e7a de impulso com a retomada do mercado de carbono no contexto do debate clim\u00e1tico. Para ele, um importante diferencial desses arranjos de articula\u00e7\u00e3o est\u00e1 no capital humano e social dos v\u00e1rios territ\u00f3rios.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Estrat\u00e9gia transfronteiri\u00e7a <\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No Sul do Pa\u00eds, o movimento em rede chegou \u00e0 tr\u00edplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. \u201c\u00c9 necess\u00e1ria uma vis\u00e3o ecorregional para o trabalho no tema da biodiversidade com ganhos sociais e econ\u00f4micos\u201d, afirma Daniel Venturi, analista de conserva\u00e7\u00e3o do WWF-Brasil. Na regi\u00e3o do Alto Paran\u00e1, entre os parques nacionais do Igua\u00e7u (PR) e Ilha Grande (SP), est\u00e3o localizados alguns dos principais remanescentes de floresta do bioma, o que exige uma estrat\u00e9gia de governan\u00e7a da paisagem, visando a uni\u00e3o entre implementa\u00e7\u00e3o local, academia e engajamento de produtores.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cA Mata Atl\u00e2ntica n\u00e3o tem fronteiras\u201d, diz Venturi. Com 45 atores engajados nas a\u00e7\u00f5es, a rede trinacional mapeou uma demanda legal por restaura\u00e7\u00e3o em torno de 1,6 milh\u00e3o de hectares. Se, na Argentina, a \u00eanfase maior tem sido o fortalecimento de viveiros e projetos de corredores ecol\u00f3gicos para conserva\u00e7\u00e3o da on\u00e7a-pintada, por exemplo, no lado do Paraguai o olhar est\u00e1 mais na restaura\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda, com apoio de empresas de erva-mate.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Na por\u00e7\u00e3o brasileira, o ponto de partida \u00e9 a experi\u00eancia da <a href=\"https:\/\/portfoliojuvitulskis.files.wordpress.com\/2016\/03\/cartilha-corredor-do-rio-parana.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Rede Gestora do Corredor de Biodiversidade do Rio Paran\u00e1 (abre numa nova aba)\">Rede Gestora do Corredor de Biodiversidade do Rio Paran\u00e1<\/a>, liderada pela Mater Natura, ONG que atua h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada na regi\u00e3o, englobando territ\u00f3rios do Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo e Mato Grosso do Sul em 43 milh\u00f5es de hectares no total, e agora fortalece a vis\u00e3o internacional para somar for\u00e7as.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A sinergia das redes \u00e9 tida como elemento fundamental para a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica mudar de patamar e aumentar de escala em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis. Al\u00e9m de iniciativas em territ\u00f3rios<ins>,<\/ins> como o programa Conservador da Mantiqueira, alian\u00e7as multi-institucionais de atua\u00e7\u00e3o mais ampla, como a Coaliz\u00e3o Brasil Clima, Florestas e Agricultura, influenciam nesse processo. \u201cAntes<ins>,<\/ins> cada qual estava restrito ao seu quadrado\u201d, pondera Rafael Chaves, presidente da Sociedade Brasileira de Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica (Sobre), fundada em 2014 para evoluir no trabalho em rede que j\u00e1 congregava especialistas do setor.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Diante do intenso debate sobre o tema, principalmente no cen\u00e1rio da mudan\u00e7a clim\u00e1tica e dos recursos h\u00eddricos, havia necessidade de representatividade para a tomada de decis\u00f5es e contribui\u00e7\u00f5es para pol\u00edticas p\u00fablicas, entre outras demandas que apresentavam crescente destaque na agenda. A estrat\u00e9gia buscava ir al\u00e9m de uma sala onde os restauradores se encontravam: \u201cDev\u00edamos mostrar import\u00e2ncia da restaura\u00e7\u00e3o para a vida das pessoas, com refer\u00eancia na ci\u00eancia\u201d, destaca Chaves. O primeiro marco veio em 2017, com a realiza\u00e7\u00e3o da I Confer\u00eancia Brasileira de Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica, posicionando o Brasil como <em>player <\/em>global.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Mais recentemente, foi criada a Vitrine da Restaura\u00e7\u00e3o \u2013 um mapa interativo com a localiza\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios atores em todas as regi\u00f5es, de modo a promover interc\u00e2mbio e novas iniciativas de alian\u00e7as locais. \u201cA capilaridade tornou-se uma premissa\u201d, atesta Chaves, ao informar que o objetivo \u00e9 dar \u00e0 Sobre o papel de \u201cguarda-chuva de uma grande articula\u00e7\u00e3o em torno da atividade no Pa\u00eds\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Segundo ele, a restaura\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser uma receita pronta, mas considerar a din\u00e2mica dos aspectos sociais e econ\u00f4micos. \u201cHouve expressivo avan\u00e7o t\u00e9cnico-cient\u00edfico na \u00faltima d\u00e9cada e j\u00e1 existe capital intelectual para dar novos passos e disseminar a agenda n\u00e3o mais como um nicho. Basta acionar os mecanismos necess\u00e1rios para isso tudo acontecer, com a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, diz. \u00a0<\/p>\r\n<!-- \/wp:paragraph -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cresce no Pa\u00eds o movimento de alian\u00e7as, pactos e outras articula\u00e7\u00f5es regionais como forma de trocar experi\u00eancias, juntar for\u00e7as e viabilizar a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica em maior escala Por S\u00e9rgio Adeodato _ Foto: Maros Misove\/ Unsplash Como uma pe\u00e7a do quebra-cabe\u00e7a da paisagem, a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica por meio do plantio ou regenera\u00e7\u00e3o natural de \u00e1rvores depende [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3193,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2399],"tags":[2404,2368,2344,2405,2251,2400,2416,2406,2412,2336,2407,2409,2403,2402,2366,2334,2414,2411,2413,2085,1878,1971,2408,1912,2401,2415,2417,2338,2410],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v21.5 - 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