{"id":641,"date":"2016-03-02T10:12:59","date_gmt":"2016-03-02T13:12:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.p22on.com.br\/?p=641"},"modified":"2022-02-22T12:27:23","modified_gmt":"2022-02-22T15:27:23","slug":"opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.p22on.com.br\/2016\/03\/02\/opiniao\/","title":{"rendered":"Dois artigos: \"Forma\u00e7\u00e3o de gestores\" e \"Reaprender a dialogar\""},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, publicamos dois artigos de opini\u00e3o. O primeiro \u2013 assinado por Mario Monzoni e demais autores \u2013 explora os desafios de formar gestores para a sustentabilidade. No segundo, Eduardo Rombauer resgata a base de qualquer processo formativo, que \u00e9 a necessidade de reaprender a dialogar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>[Artigo 1]<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o de gestores para a sustentabilidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Mario Monzoni * \u00a0e demais autores **<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, ao aproximar-se de uma realidade plural, contradit\u00f3ria e paradoxal, de mudan\u00e7as velozes, em que a incerteza foi universalizada, somos impelidos a revisitar o percurso trilhado, a vislumbrar o devir e a inovar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O principal papel da universidade \u00e9 participar da grande obra que consiste em ler o livro da vida. Desde sua cria\u00e7\u00e3o a universidade no Ocidente vem sendo marcada por exig\u00eancias diferentes, contradit\u00f3rias e at\u00e9 opostas que a levou a se organizar em \u00e1reas de conhecimento, a distinguir as disciplinas e a instaurar dentro delas especialidades. Esse processo revelou uma fragmenta\u00e7\u00e3o que dificulta a reflex\u00e3o das disciplinas sobre si mesmas e entre elas. Essa realidade tem se mostrado insuficiente para tratar tal complexidade de sistemas pela \u00f3tica da sustentabilidade e, de modo semelhante, instiga a formula\u00e7\u00e3o de modelos mais apropriados para encaminhar solu\u00e7\u00f5es e inovar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00e2mbito da sustentabilidade \u00e9 demandada simultaneamente uma mudan\u00e7a de ideias e de estruturas que impulsionem a\u00e7\u00f5es que possam atender a legitimidade de um movimento de transforma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o esteja sujeito a interesses pol\u00edticos ou econ\u00f4micos que, mesmo apresentados com novas vestimentas e discurso, perpetuam pr\u00e1ticas e concep\u00e7\u00f5es que se t\u00eam mostrado inadequadas para atender a realidade da atualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s as m\u00faltiplas e louv\u00e1veis pesquisas e reflex\u00f5es sobre a necessidade de \u201ctransatravessar\u201d as fronteiras e o enclausuramento das disciplinas como registrado na bibliografia nacional e internacional, no \u00e2mbito da academia \u00e9 demandado compreender a natureza disciplinar, pluri, multi, inter e transdisciplinar no processo de concep\u00e7\u00e3o, gesta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de conhecimento. O momento exige que as trajet\u00f3rias inter e transdisciplinar (ITD) estejam cada vez mais presentes na cotidianidade da vida din\u00e2mica das escolas de neg\u00f3cio e das empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00e2mbito das empresas cresce a necessidade da fertiliza\u00e7\u00e3o cruzada empresa-academia e a adequa\u00e7\u00e3o contextualizada, visando aprimorar continuamente o agir humano, para que o sucesso dos neg\u00f3cios seja conjugado cada vez mais \u00e0 dignidade humana e ao bem da coletividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Momento de mudan\u00e7a qualitativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A emerg\u00eancia de novos modelos e a mudan\u00e7a intencionada s\u00e3o multifacetadas e est\u00e3o intrinsecamente ligadas a uma governan\u00e7a que necessariamente levar\u00e1 em conta o crescente reconhecimento da complexidade do desenvolvimento humano, sua rela\u00e7\u00e3o com o conhecimento e, tamb\u00e9m, sua intera\u00e7\u00e3o com seu <em>habitat<\/em>. Isso implica abrir espa\u00e7o-tempo para tratar temas como descompartimentaliza\u00e7\u00e3o dos saberes, valoriza\u00e7\u00e3o humana, espa\u00e7o para a transforma\u00e7\u00e3o, bem-estar e qualidade de vida, valoriza\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo e reconhecimento da a\u00e7\u00e3o humana no ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Grandes desafios se colocam no processo de descompartimentaliza\u00e7\u00e3o dos saberes, dentre eles: (a) a religa\u00e7\u00e3o de saberes no contexto da ci\u00eancia e do conhecimento geral; (b) a verifica\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es existentes entre modalidades de conhecimento inter e transdisciplinar e suas possibilidades de respostas a problemas que n\u00e3o podem ser adequadamente tratados por abordagens monodisciplinares; (c) a explora\u00e7\u00e3o e a pesquisa conceitual, emp\u00edrica e metodol\u00f3gica que acessem conhecimentos que n\u00e3o podem ser abordados pelas disciplinas acad\u00eamicas nem pela interdisciplinaridade; (d) a religa\u00e7\u00e3o dos saberes acad\u00eamicos e n\u00e3o acad\u00eamicos; (e) e tamb\u00e9m a religa\u00e7\u00e3o entre subjetividade e objetividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o da valoriza\u00e7\u00e3o humana envolve processos de emerg\u00eancia do sujeito, pr\u00e1ticas de reciprocidade, cidadania intelectual e a compreens\u00e3o do corpo como um fen\u00f4meno carregado de cogni\u00e7\u00e3o, enquanto pot\u00eancia vivente e motriz. Segundo Merleau-Ponty, o corpo reflexiona e a reflex\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um privil\u00e9gio nem exclusividade da consci\u00eancia. A emerg\u00eancia do sujeito \u00e9 um processo, parte de um movimento cultural vision\u00e1rio que diz respeito \u00e0 perenidade da din\u00e2mica de transforma\u00e7\u00e3o do humano e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia da dimens\u00e3o que nos faz seres humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O espa\u00e7o para a transforma\u00e7\u00e3o requer minimamente a abertura a mudan\u00e7as e capacidade para inovar. Isso exige a compreens\u00e3o de uma nova atitude de progresso que v\u00e1 al\u00e9m da vis\u00e3o econ\u00f4mica, cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica e abarque quest\u00f5es no \u00e2mbito pessoal, cultural, social e ambiental. Nessa perspectiva, o professor mais do que transmissor de conhecimento se engaja em um processo coformativo em que suas fun\u00e7\u00f5es de pesquisador e mediador do conhecimento s\u00e3o significativamente enobrecidas, ampliadas e valorizadas. Sua atitude \u00e9 a de um aprendiz permanente e de um inspirador de sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sa\u00fade e cultura e ressignifica\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o-tempo s\u00e3o temas nucleares no \u00e2mbito do bem-estar e qualidade de vida. Fideliza\u00e7\u00e3o de parcerias, fertiliza\u00e7\u00e3o cruzada academia-academia; academia-empresa e academia-alunos e ex-alunos s\u00e3o vias de di\u00e1logo a serem fortemente cultivadas. Finalmente, e nem por isso de menos import\u00e2ncia, coloca-se o reconhecimento da a\u00e7\u00e3o humana no ambiente como de vital relev\u00e2ncia na conviv\u00eancia est\u00e9tico-\u00e9tica na condu\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es institucionais a curto, m\u00e9dio e longo prazos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O chamado das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 2009, a FGV-Eaesp, de forma a atender a iniciativa da ONU Principles for Responsible Management Education (PRME), concebeu, gestou, formulou e implementou a\u00e7\u00e3o formativa para a sustentabilidade, a saber: a eletiva Forma\u00e7\u00e3o Integrada para a Sustentabilidade (FIS). O primeiro ponto levado em considera\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o desse projeto foi a abordagem da rela\u00e7\u00e3o sujeito-objeto, ou seja, a rela\u00e7\u00e3o do sujeito consigo mesmo, com o outro e com o mundo que o circunda, pois parece aqui estar presente a quest\u00e3o nuclear de qualquer desafio que envolve sustentabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O FIS emerge e se materializa dentro de uma din\u00e2mica complexa, por excel\u00eancia n\u00e3o linear, em que conte\u00fado, valores, cren\u00e7as e viv\u00eancias s\u00e3o conjugados a partir de e de forma a articular dois projetos: <strong>1.<\/strong> Projeto Refer\u00eancia, que trata de um problema real de uma empresa real, onde um desafio proposto deve ser investigado e respondido; <strong>2.<\/strong> Projeto de Si Mesmo, que instiga uma autorreflex\u00e3o, o mergulho sobre o conhecimento \u201cdo si\u201d (identidade enquanto ser humano) e \u201cde si\u201d (identidade pessoal) e do percurso que norteia o entendimento do \u201ceu\u201d com o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_666\" aria-describedby=\"caption-attachment-666\" style=\"width: 394px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Bruce-Krasting.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-666\" src=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Bruce-Krasting.jpg\" alt=\"Bruce Krasting\" width=\"394\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Bruce-Krasting.jpg 394w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Bruce-Krasting-296x300.jpg 296w\" sizes=\"(max-width: 394px) 100vw, 394px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-666\" class=\"wp-caption-text\"><em>Bruce Krasting<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem inova\u00e7\u00e3o ser\u00e1 imposs\u00edvel tratar as quest\u00f5es de sustentabilidade. Existem algumas condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis e desfavor\u00e1veis para inovar: f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas, afetivas, sociais, econ\u00f4micas e certamente cognitivas que concernem \u00e0s nossas percep\u00e7\u00f5es, nossas mem\u00f3rias, nossas linguagens. A inova\u00e7\u00e3o deve estar integrada ao processo de matura\u00e7\u00e3o e de dom\u00ednio progressivo de nossa tripla rela\u00e7\u00e3o com o mundo: integrada \u00e0 nossa rela\u00e7\u00e3o com o contexto (aos objetos, aos acontecimentos, ao espa\u00e7o-tempo), integrada \u00e0 nossa rela\u00e7\u00e3o com os outros, e integrada \u00e0 nossa rela\u00e7\u00e3o com n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a fil\u00f3sofa Hannah Arendt, \u201co homem, se bem que ele deve morrer, n\u00e3o nasceu para morrer, nasceu para inovar&#8221;. Os cientistas Humberto Maturana e Francisco Varela, que cunharam a express\u00e3o \u201cautopoieses\u201d, trouxeram a confirma\u00e7\u00e3o de que uma forma criativa independente existe em todo organismo vivo e constitui a base de uma autonomia m\u00ednima. Segundo o pintor Georges Brunon, \u201co gesto criador est\u00e1 latente em n\u00f3s\u201d. Para o l\u00f3gico St\u00e9phane Lupasco e o f\u00edsico Basarab Nicolescu, a capacidade de inovar indica que existe uma fase potencial, do \u201cainda n\u00e3o criado\u201d, do \u201cainda n\u00e3o atualizado\u201d, de nosso potencial de inova\u00e7\u00e3o \u2012 que concerne a todos n\u00f3s, a universidade inclu\u00edda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00e2mbito da cogni\u00e7\u00e3o, o processo de inova\u00e7\u00e3o se inscreve pela articula\u00e7\u00e3o do sens\u00edvel \u2012nossos sentimentos e imagina\u00e7\u00e3o; do experiencial \u2013 nossa historicidade e viv\u00eancias, tanto as passadas como as presentes ou as futuras; e do pensamento formal \u2013 ideias, conte\u00fados, conceitos e l\u00f3gicas. Referenciais cognitivos e instrumentos de investiga\u00e7\u00e3o se mostram de grande valor nesse processo de cria\u00e7\u00e3o, bem como a fundamenta\u00e7\u00e3o transdisciplinar, a arte e as teorias de sistemas, a Teoria U e a da resili\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Viv\u00eancia e experi\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 uma tarefa da maior import\u00e2ncia e que sempre permanecer\u00e1 incompleta ilustrar no que consiste uma forma\u00e7\u00e3o integrada para a sustentabilidade destinada a alunos de uma escola de neg\u00f3cios e a pessoas que atuam em empresas. Articular teoria e pr\u00e1tica para tratar dessa quest\u00e3o \u00e9 essencial quando se prop\u00f5e pensar o cen\u00e1rio contempor\u00e2neo em um mundo pol\u00edtico e econ\u00f4mico t\u00e3o marcado por uma crise de valores, uma crise de modelos e recursos metodol\u00f3gicos e pela aus\u00eancia generalizada, no ambiente institucional, de um olhar sobre o conhecimento de si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o temos d\u00favidas de que o progresso t\u00e9cnico \u2013 a racionalidade instrumental \u2013 possui um poder de difus\u00e3o muito maior do que a cria\u00e7\u00e3o de valores substantivos. [\u2026] O g\u00eanio inventivo do homem foi canalizado para a cria\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. [\u2026] No entanto, o desenvolvimento deve ser entendido como um processo de transforma\u00e7\u00e3o da sociedade n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o aos meios, mas tamb\u00e9m aos fins [\u2026].\u201d Celso Furtado (2000). <em>Introdu\u00e7\u00e3o ao Desenvolvimento: Enfoque hist\u00f3rico-estrutural<\/em>. Rio de Janeiro: Paz e Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>* Coordenador do FGVces<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>**\u00a0<\/em><em>Este texto foi uma cria\u00e7\u00e3o conjunta da equipe de forma\u00e7\u00e3o para a sustentabilidade do FGVces, para fazer parte de um artigo apresentado pela FGV em evento internacional. Participaram dessa equipe, al\u00e9m de Mario Monzoni, \u00c9rica Gallucci, Maria de Mello e Ideli Domingues.\u00a0<\/em><\/p>\n<div>LEAL, Carlos Ivan Simonsen; MONZONI, Mario. <i>Delivering Environmentally and Socially Sustainable Economic Growth: Considerations from a Brazilian Perspective<\/i>. Trabalho desenvolvido para o projeto &#8220;Norms for Global Governance&#8221;. Zurique: FutureWorld Foundation, 2012. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.futureworldfoundation.org\/Document.aspx?ArticleID=5412\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.<wbr \/>futureworldfoundation.org\/<wbr \/>Document.aspx?ArticleID=5412<\/a>&gt;.<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>[Artigo 2]<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Reaprender a dialogar: uma base para a participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>por Eduardo Rombauer*<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 comum que, em momentos de crise pol\u00edtica, cidad\u00e3os sintam-se mobilizados a participar novamente dos rumos da sociedade e da pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, nessas crises, somos facilmente levados de rold\u00e3o pelos discursos f\u00e1ceis, aqueles carregados de estigmas, preconceitos e solu\u00e7\u00f5es milagrosas. Ou, ainda, diante das met\u00e1foras de guerra e polariza\u00e7\u00f5es est\u00e9reis, muitos optam por se recolher ao sil\u00eancio, ou no m\u00e1ximo ao lugar do ativista de sof\u00e1 para interagir na zona de conforto dos guetos criados pelo algoritmo do Facebook.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses caminhos, em vez de resolver nossa ang\u00fastia, refor\u00e7am o problema: a sociedade se torna cada vez mais fragmentada, com baixa ades\u00e3o aos valores democr\u00e1ticos e incapaz de convergir esfor\u00e7os para projetos de futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dificuldade \u00e9 que, quando tentamos dar um passo em dire\u00e7\u00e3o ao espa\u00e7o p\u00fablico, n\u00f3s nos deparamos com limita\u00e7\u00f5es muito b\u00e1sicas na forma\u00e7\u00e3o de nosso tecido social. N\u00e3o conseguimos preparar-se para compreender os sistemas e as din\u00e2micas de governo, estamos mal informados, em parte em raz\u00e3o de estar expostos a meios de comunica\u00e7\u00e3o tendenciosos, e desconhecemos os caminhos para nos tornar cidad\u00e3os mais plenos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que precisamos, ent\u00e3o, aprender para participar mais efetivamente dos espa\u00e7os que temos para influenciar nosso destino?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de tudo precisamos reconhecer que a Democracia \u00e9 um fen\u00f4meno cultural, e n\u00e3o instrumental. Ou seja: mais do que um sistema de governo, a Democracia tem sua raiz em nossas rela\u00e7\u00f5es cotidianas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida social \u00e9 diversa e cheia de contradi\u00e7\u00f5es e paradoxos, e para compreend\u00ea-la \u00e9 preciso sair dos guetos e construir espa\u00e7os efetivos de converg\u00eancia. Precisamos aprender a ver o diferente, olho no olho, inclusive aqueles com quem n\u00e3o nos identificamos <em>a priori<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, na base desta cultura, est\u00e1 uma compet\u00eancia muito elementar: a de dialogar. \u00c9 muito comum que as pessoas se enganem ao acreditar que est\u00e3o dialogando com outra pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dialogar n\u00e3o \u00e9 uma formalidade, nem escutar parcialmente o outro enquanto se prepara para dizer outra coisa. Tampouco \u00e9 uma performance para simular uma postura de lideran\u00e7a. Estamos aqui nos referindo ao di\u00e1logo com base na atitude genu\u00edna de interesse pelo outro, com uma escuta ativa, na qual exercemos a suspens\u00e3o (mesmo que tempor\u00e1ria) de nossas pr\u00f3prias certezas e julgamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um verdadeiro di\u00e1logo requer um exerc\u00edcio cont\u00ednuo de autoconhecimento: \u00e9 preciso perceber a conversa que acontece dentro de cada um de n\u00f3s e determina nosso entendimento de tudo que ocorre \u201cdo lado de fora\u201d. \u00c9 como ilustra esta imagem:<\/p>\n<figure id=\"attachment_642\" aria-describedby=\"caption-attachment-642\" style=\"width: 654px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Imagem_Texto_Eduardo-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-642\" src=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Imagem_Texto_Eduardo-1.jpg\" alt=\"Imagem_Texto_Eduardo (1)\" width=\"654\" height=\"483\" srcset=\"https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Imagem_Texto_Eduardo-1.jpg 3046w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Imagem_Texto_Eduardo-1-300x222.jpg 300w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Imagem_Texto_Eduardo-1-1024x756.jpg 1024w, https:\/\/www.p22on.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Imagem_Texto_Eduardo-1-1440x1064.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 654px) 100vw, 654px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-642\" class=\"wp-caption-text\">Quando duas pessoas dialogam, ocorrem ao menos 3 conversas simult\u00e2neas.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como lidar com nossos pr\u00f3prios julgamentos, cren\u00e7as, preconceitos e opini\u00f5es para expandir nossa habilidade de escutar o outro, principalmente quando a mensagem que dele recebemos nos provoca alguma inquieta\u00e7\u00e3o? A resposta para esta aprendizagem n\u00e3o vem pronta: \u201c\u00e9 preciso que vivenciemos outras maneiras de dialogar, pois essa capacidade requer pr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A boa not\u00edcia \u00e9 que cada vez mais se consolidam \u2013 no Brasil e no Mundo \u2013 oportunidades para que esse conhecimento possa florescer e prosperar. Desde as abordagens pioneiras como Pedagogia do Oprimido, psicodrama, Teatro do Oprimido e a pedagogia social at\u00e9 as mais recentes, como o Caf\u00e9 Mundial (World Caf\u00e9), Open Space, comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta, Teoria U, terapia comunit\u00e1ria e os jogos cooperativos, sabe-se que tais abordagens formam um campo de pr\u00e1ticas dial\u00f3gicas em franca expans\u00e3o (<em>leia mais em<\/em> &#8220;<a href=\"http:\/\/www.p22on.com.br\/pb\/2016\/02\/29\/processos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Processos<\/a>&#8220;). S\u00e3o iniciativas que respondem \u00e0 necessidade cada vez mais premente das organiza\u00e7\u00f5es de promover di\u00e1logos de qualidade em qualquer tipo de decis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os que oferecem esse tipo de conhecimento para um p\u00fablico mais amplo, o <a href=\"http:\/\/www.artofhosting.org\/pt-br\/\">Art of Hosting<\/a> tem tido um papel interessante. Trata-se de uma rede internacional de facilitadores e anfitri\u00f5es de conversas que oferece jornadas vivenciais de aprendizagem, nas quais v\u00e1rias dessas ferramentas e abordagens de di\u00e1logo s\u00e3o ensinadas na pr\u00e1tica. H\u00e1 tamb\u00e9m vasto material <em>on-line<\/em> gratuito e cursos profissionalizantes para quem deseja se aprofundar nesse campo de conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez que a pessoa redescobre a arte de dialogar, um novo campo de possibilidades se revela para que ela possa atuar em qualquer circunst\u00e2ncia de sua vida. Consegue mudar ambientes familiares e de trabalho, aprende a fazer pontes para resolu\u00e7\u00e3o de conflitos, descobre como ajudar para que as equipes sejam mais resolutivas em suas a\u00e7\u00f5es, encontrem maneiras de gerar mais coopera\u00e7\u00e3o entre movimentos e organiza\u00e7\u00f5es. As reuni\u00f5es das quais participa tornam-se mais c\u00e9leres, e nelas a intelig\u00eancia coletiva pode emergir para que escolhas mais s\u00e1bias sejam feitas. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que as pessoas que sabem escutar s\u00e3o cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>O grande desafio est\u00e1 em como tornar essa capacidade de dialogar mais amplamente difundida em n\u00f3s, entre n\u00f3s e em nossas institui\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas. \u00c9 preciso reconhecer no verdadeiro di\u00e1logo n\u00e3o apenas uma alternativa para algumas situa\u00e7\u00f5es, mas como um modo de ser-com-o-outro no mundo, como uma qualidade da cultura democr\u00e1tica que estamos formando. A arte de dialogar precisa ser vista n\u00e3o apenas como um servi\u00e7o a ser oferecido por especialistas, mas como parte de nossas compet\u00eancias b\u00e1sicas de cidadania, de profissionalismo e de lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que fortalecermos os ambientes dial\u00f3gicos, o tecido social poder\u00e1 se tornar mais permeado de valores democr\u00e1ticos, e ofereceremos oportunidades para uma participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 mais plena e efetiva. Tal transforma\u00e7\u00e3o est\u00e1 a nosso alcance e comp\u00f5e o mosaico de solu\u00e7\u00f5es que a sociedade j\u00e1 consolidou para responder aos desafios deste s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Que tal dialogarmos sobre os caminhos pelos quais podemos viabilizar esta transforma\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><em>* Membro do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) e mestre em Pr\u00e1tica Social Reflexiva pela London Metropolitan University<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A seguir, publicamos dois artigos de opini\u00e3o. O primeiro \u2013 assinado por Mario Monzoni e demais autores \u2013 explora os desafios de formar gestores para a sustentabilidade. No segundo, Eduardo Rombauer resgata a base de qualquer processo formativo, que \u00e9 a necessidade de reaprender a dialogar. 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